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Monday you can fall apart

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Talvez o título desse post devesse ser Depression Diaries 9, mas eu fiquei com essa música na cabeça (friday i’m in love), então vai ficar esse título mesmo.

A questão aqui é que toda segunda eu tenho crise profunda. Eu sei que muita gente odeia segunda-feira, o garfield sendo o mais famoso de todos, e fica meio deprimido, mas meu caso está ficando ridículo. Domingo eu não durmo direito, tenho crises de pânico, penso em morrer e tenho pesadelos. Na maioria das vezes eu vejo filme ou séries, leio ou jogo até ficar exausta. Ontem tive dor de cabeça e acabei chapando de qualquer jeito, por isso meu humor ficou mais brando.

É bizarro, porque eu sei que é um exagero e é sazonal, mas me preocupa muito. Meus fins de semana são dois dias brincando de sr heremita e ontem fiz uma maratona de Roma que me deixou meio zonza.

Acho que vou ter que me habituar ao fato de que passei dos limites da fase esquizóide e vou ter que me obrigar a passar meus momentos de lazer me obrigando a sair de casa, ver o mundo e ter uma vida social. Um saco.

A questão toda é o equilíbrio e o esforço em mantê-lo. Já diz o ímã de geladeira da minha amiga “ser feliz dá trabalho” , então imagino que ser saudável faz parte do pacote. E o equilíbrio não é fácil, já me provou meu professor de yoga.

Eu tenho fases esquizóides, em que me retiro do mundo e vou me esbaldar em outros mundos. Na maioria das vezes entro de cabeça em algum universo que preencha meus anseios emocionais, sendo Harry Potter o mais visitado de todos, mas, foram muitos. Maratonas de séries se incluem, sendo Gilmore Girls a mais visitada. Com jogos, Final Fantasy é a série clássica mas confesso que faz tempo desde que eu me drogo com FF.

O segredo que eu aprendi, na verdade, a decisão a que cheguei foi a de parar de estar em guerra constante comigo mesma e isso inclui em respeitar minhas fases. O problema vem sendo sair delas depois. Acontece que eu acabo ficando quase de ressaca e me falta a disposição para sair.

Acredito estar em uma dessas ressacas faz quinze dias, ou mais. E a depressão de segunda vem ficando exarcebada por causa disso. Eu fico um pouco temerosa porque aquela vontade de morrer das minhas crises de pânico dos meus Depression Diaries de vez em quando aparece, mas eu tento não pensar no assunto.

Talvez eu precise de reposicionar meu modo de ver tudo. Embora meu terapeuta não vá concordar com o rótulo de doença, eu deveria acreditar que a depressão é tipo uma diabetes, uma doença crônica mas manejável, e eu precise conviver com ela pelo resto da vida. Quando na verdade eu estou sempre atrás do espinho que começou essa inflamação toda e de curar esse estado desanimado de uma vez por todas.

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