Depression Diaries 9

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Olá amigos e amigas, hoje é quarta-feira, então meu humor está melhorzinho, mas eu tive crise de choro ontem à noite, então, vai entender, não é mesmo?

 

 

Estava eu relendo meus Depression Diaries e vendo o quão bonito foi meu objetivo de escrever sobre o tema para colocar as coisas pra fora e documentar meus ciclos. Então, acredito que a falta de posts seja também uma documentação do meu ciclo. Afinal, eu sempre começo algo e depois abandono. E, quem sabe, volto.

 

Este é um dos motivos pelo qual eu tenho preguiça de tentar algumas vezes. Eu vou abandonar mesmo, não é? Nestes últimos diasestou matutando sobre o que eu posso fazer, o que eu posso mudar para manter algo, manter um projeto, manter um compromisso, por um período mais longo. Uma das coisas que apontem como, no mínimo, curiosa: Se eu penso em projetos de longo prazo, eu sinto algo que nós, goianos, chamamos carinhosamente de “trem ruim”. No mínimo, curioso. A pessoa tem um tipo de pavor, mesmo que passe bem rápido pela minha consciência, de projetos que demandem muito tempo.

É como, mais uma vez eu falo isso, um tipo de prisão. Uma espécie de condenação que vai me dizer: Aha! Disso você vai demorar um tempão pra ficar livre, vai ficar muito tempo sem poder fugir para as Índias ou entrar para uma companhia de teatro.

Eu fico meio abismada comigo mesma. No fundo, eu não faço muita coisa porque a maioria do que vale a pena, é a longo prazo.

Anyways… Parado meu tratamento de acupuntura e, no momento, sem poder pagar a yoga e com meu terapeuta estudando na Índia até final de Fevereiro, encontro-me eu aqui, reavaliando minha retomada do tratamento. Eu não ando com vontade de tomar remédio, mas de tentar a acupuntura mais uma vez, ou ao menos juntar os dois. Amanhã é um dia auspicioso pois eu vou conseguir o nome de um acupunturista que pode me ajudar e vou ter dinheiro pra pagar a yoga e voltar a me pendurar de cabeça pra baixo umas duas vezes por semana,  o que é uma delícia.

Outra coisa curiosa: Eu, que não andava mais tendo contato com nada além do reino do concretíssimo e banal, ando sonhando muito e lembrando. Na maioria das vezes pesadelos, mas, depois que acordo, vindo o alívio de que eu só estava sonhando, eles me deixam mais intrigada do que perturbada. Parece que as engrenagens do subconsciente estão espalhando a poeira e começando a funcionar. Talvez alguma coisa esteja mudando, naquele ritmo devagar e impossível de parar que minhas mudanças costumam ocorrer.

Eu agradeço muito. Meus processos de mudança são lentos, dolorosos, mas eu prefiro do que ficar paralisada numa situação só.

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