Arquivo mensal: agosto 2010

Reciclagem – Porque sinto saudades de Harry Potter

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Lia Wyler e seu despeito

“Os jovenzinhos que criam comunidades no Orkut para tudo, inclusive para insultar meu trabalho, ficam bravos com a minha tradução porque têm vergonha de admitir que gostam de um livro para crianças.”

Essas são as mui inteligentes palavras de um dos maiores nomes em tradução do país. Lia Wyler. Ao invés de admitir que infantilizou a maioria das traduções que fez do livro da JK Rowling, por ser, em princípio, um livro voltado ao público infantil, Lia Wyler e seu despeito, resolveu pôr a culpa em seus críticos. Para ela, somos nós, jovens adultos, ou adolescentes em fase mais avançada, que temos um problema, que temos um defeito que não queremos encarar: Gostamos tanto, meu Deus, de um livro para crianças.

Agora, será que ela pensaria a mesma coisa daqueles que não têm essas mágoas, essas “podridões” a encarar? Será que ela receberia as minhas críticas? Sim, as minhas. Eu não estou nem um pouco preocupada se o livro é infantil ou não. Desde criança eu leio qualquer livro que me interesse, eu tendo a profundidade emocional e intelectual para entendê-lo. Livros infantis, agora que sou adulta, obviamente caem no meu entendimento. Talvez eu até analise mais profundamente e veja coisas que, quando criança, não veria.

Mas, antes de tudo, o que eu sempre soube é que crianças não são estúpidas. Algumas podem até ser, a maioria, por não terem acesso a cultura de verdade. Eu quando criança lia Charles Dickens, um homem que escrevia sobre crianças, para adultos. David Copperfield era ,meu namoradinho, a pessoa absurdamente real e ao mesmo tempo com a cabeça absurdamente no mundo dos dramas, que eu queria conhecer e casar. Simplesmente porque quando criança, era sensível até demais e tinha o mesmo nível de drama que Master Davy, e, como toda criança dramática, achava que estava só nesse mundo.

Hoje empresto minha paixão à minha personagem que, como eu, não se importa muito se o livro é de adulto ou de criança, portanto que seja bom. Meu sonho é escrever um livro infantil com as ilustrações fofas da minha irmã. Aqueles livros de capa dura, com ilustrações mágicas que enchiam seus olhos quando você lia, lembra?

Então, queridíssima Lia Wyler, eu não me importo em ler livros infantis, na verdade, não me importo nem em amá-los de paixão. Pelo que li, e eu li demais, sobre a nossa estimadíssima e milionaríssima J.K Rowling, ela também não estava se importando muito com isso. Pensou em uma história sobre um bruxinho e foi construindo a história ao longo dos anos. Aconteceu que foi classificado como infantil. Não era pra menos, afinal, retratava maravilhosamente bem a visão de uma criança de dez anos. J.K não se importou. Disse ter ficado um pouco apreensiva porque via crianças muito pequenas, mais novas que o próprio Harry, lendo sobre as guerras e crueldades que o inimigo do bruxinho, Voldemort, e seus capangas faziam.

Mas, J.K Rowling também não acredita que as crianças sejam burras. J.K Rowling não “inglesou” os nomes dos personagens que vinham de outra cultura. Rowling inventou desde nomes totalmente bobos (quando cabia) principalmente os dos doces e “travessuras” que aparecem nas lojas de Hogsmead e nos bolsos dos gêmeos Weasley até nomes altamente bem estruturados, com misturas de línguas diferentes, de mitologia e outras coisinhas culturais. Até trivialidades bobas como um detalhe no livro Fantastic Creatures and Where to Find Them – um livreto que ela lançou para a Comic Reliefs em uma das muitas caridades que se dispôs a fazer depois que recebeu a responsabilidade de ser extremamente rica e figura pública transformada em exemplo para crianças – em que comenta sobre um bruxo que tentou domar um cavalo alado dos mais bravos e acabou caindo dele. O tal do Belerofonte. Mitologia Grega.

J.K Rowling levou seu bruxinho a idade adolescente e com ele muitos dos seus fãs. E ela retrata tão bem os sentimentos de adolescente que, agora, os adolescentes não se preocupam mais se seu livro favorito é infantil. Na verdade, Harry Potter agora é considerado infanto-juvenil. Digamos que Harry Potter seguisse até os 30 anos do bruxo, talvez a lista do NY Times o colocasse em livros para adultos e talvez os críticos começassem a dizer que é um livro quase filosófico.

Não exageremos, né?

Eu acho isso tudo bobagem. O que eu acho grave é uma tradutora, com a cabeça pequena e bem esquecida, achando que toda criança é idiota, imbecilizar um monte de coisas do livro através da sua gloriosa tradução. Quando ganhei Harry Potter – do meu pai que sabia do hype e da minha idolatria a livros sobre mitologia, magia e cultura inglesa e irlandesa – li alguns capítulos e larguei pra lá. Era obviamente um livro bobo de criança. Mas, quando o boom potteriano foi aumentando e a warner foi fazer um filme, minha curiosidade e minha lei suprema do ler antes de ver, prevaleceu e lá fui eu voltar à minha cópia do tal Harry Potter. Li até o final, achei interessantíssimo, como um livro infantil. Fui lendo os outros e, como minha fome literária não encontra limites, sai baixando os originais na internet. O mesmo aconteceu com a minha mãe, que não tinha interesse nenhum nos livros, até ler um original.

Outro mundo, não é mesmo? Adeus palavras imbecis, adeus nomes aportuguesados em uma sociedade inglesa. Adeus Lia Wyler, here comes the real JK. Apaixonei. Amo. Idolatro. Venero. Minha mãe, por sinal, aceitou dividir comigo o sétimo, e já pedimos, antes de lançar. O livro bem escrito (embora com algumas falhas devido à pressão, como aquele capítulo infeliz do Grope), não por Lia Wyler, mas por J.K Rowling.

J.K Rowling, meu role model, eu que não tenho pretensões de ser escritora que só atinge alguns poucos metidos a intelectuais que acham que só eles têm profundidade suficiente para entender os “segredos da vida”, eu que gosto de livros para qualquer idade e qualquer público portanto que sejam bons. Como não amar alguém que fez crianças crescerem investigando mitologias e histórias de santos para adivinhar o que acontece nos próximos livros? Leiam alguns ensaios da mugglenet e vejam a que nível chega algumas análises literárias daquelas crianças e adolescente (e muita gente da minha idade ou mais velhos, sim). Uma profundidade que minhas colegas das disciplinas de letras que fiz seriam incapazes de acompanhar.

Aí, eu lembro que algumas daquelas pessoas ignorantes que faziam disciplinas de letras, viram tradutoras, viram Lia Wyler, e acham que sabem alguma coisa. Tiram da cabeça que crianças não vão entender se o nome for em inglês, mas que elas vão achar muito bom pessoas inglesas chamadas Tiago. Tiram toda a complexidade de um monte de coisa, não infantiliza, mas imbeciliza as palavras e o texto. E depois vem colocar o despeito em nós, leitores críticos. Talvez ganhe algum reconhecimento daquele bando de gente que fala mal de Harry Potter sem nunca ter lido. Talvez porque essas pessoas devam agradecer a ela achar que o bruxinho é bobo, infantil e imbecil, principalmente porque o mais porco dos trabalhos dela, foi aquele que ela teve mais tempo pra traduzir e aquele que os críticos ignorantes de Harry Potter não gostaram ao ler um capítulo.

Nada contra quem não quer entrar no universo potteriano. Nada contra quem não gosta. Nada contra tradutores que cometem um erro e agora têm que continuar com esse erro. Tudo contra pessoas que julgam o que não conhecem e ainda se acham melhores que os outros por isso, tudo contra quem não gosta sem nem ler, tudo contra pessoas que cometem um erro e não admitem e jogam em cima dos seus críticos o despeito tremendo que guardam.

Mas, não se preocupem crianças, quando eu fizer meu livro infantil, não vou julgar que vocês são estúpidos e não vou deixar que ninguém transforme significados como Marauder em Maroto. Pelo menos nos meus livros não.

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Jellicle Songs for Jellicle Cats

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Esse é Biscoito. Foi meu por oito dias. Encontrei na calçada, perto do trabalho, miando desesperadamente. Olhos ainda fechados, cordão umbilical pendurado. Devia ter dois dias de vida.

Peguei. Não tive como deixar na rua. Um bebê gato, dos mais bonitinhos. Levei pra casa. Dei carinho, ninho, mamadeira, leite substituto para gatos. Aparentemente, não o bastante. Todos os sites e pessoas especialistas me avisaram que era difícil bebês sem mães sobreviverem. Mas, quando Biscoito morreu hoje enquanto eu esquentava ele no meu colo, foi difícil.

Eu queria muito que ele sobrevivesse (ou ela, meio indefinido nessa idade, mas a aposta estava em “ele”, segundo a veterinária). Acho que deveria dar leite pra ele mais vezes ao dia, no final estava desidratado. Uma pena. Queria que ele abrisse os olhos. Queria achar uma família pra ele quando estivesse maior. É, eu estava apaixonada pelo gatinho.

Esse é o terceiro gato que eu resgato da rua. Passei, vi, peguei, cuidei. A primeira foi Penny (Lane), uma gatinha que achei no começo dos anos 90, muito pequena (mas não tanto quanto Biscoito), lá em Natal, saindo das Lojas Americanas. Não lembro o que aconteceu com ela. Sei que ela gostava de dormir na cabeça do nosso poodle e que teve filhotes. Não lembro quando morreu ou se fugiu.

A segunda foi Gigi, aqui em Goiânia, nesse mesmo apartamento. Ela foi um gato preto que cruzou meu caminho. Devia ter 2 meses. Peguei. Criei. Foi mascote da AIESEC Goiânia e muito querida até meu sobrinho desenvolver uma alergia. Aí deu problema em casa e Gigi se mudou pra Brasília, Lago Norte, onde Demian cuidou muito bem dela. Mãe de duas ninhadas, rainha do lar.

O terceiro foi Biscoito. Cortou muito meu coração ver o bichinho abandonado daquele jeito. Foi difícil descobrir o que fazer para ajudá-lo. Eu fiz muito, mas, me arrependo de não ter levado ao veterinário mais cedo, talvez ele sobrevivesse… De qualquer forma, é muito delicado criar um bebê desse tamanho. Eu tentei arranjar uma mãe adotiva pra ele, Regina, gata da fazenda da tia Maria Teresa, mas ela estava castrada, sem filhotes fazia um tempo. Rejeitou Biscoito.

Triste. Estou triste porque ele era fofo, e porque eu estava investindo tempo e atenção nele. Queria salvar aquele gatinho. Queria ver ele crescer. Queria ter essa satisfação. Amo muito gatos. Gatos e cães, mas acho que mais de gatos. Eu gosto da personalidade que eles têm, da independência e do carinho que eles dão. Quem diz que gato não sabe ser carinhoso nunca prestou atenção.

Tive outros muitos gatos além desses abandonados de rua. Tive três gatos lá em Brasília: Jaguar, Ziggy e Cinderella. Os dois últimos ainda no mesmo apartamento com Tininha e Flávia, Jaguar devolvido pra petshop onde o adotamos, provavelmente já tem família porque é um gato lindo. Tive Jurubeba, o gato estressado. Só gostava de beber água dos vasos das plantas, foi vítima disso, já que jogaram remédio pra dengue na água e ele morreu envenenado. Tive Mequetrefe, o gato que dormia comigo (não porque eu queria, eu acordava e ele estava lá), Shannon, o que caçava briga na vizinhança e morreu de insuficiência renal final do ano passado.

Dentre muitos outros.

Hoje enterrei Biscoito, o menor gato que tive. Chorei muito, segurei ele muito na minha mão esperando que ele reagisse, tentando fazer alguma coisa. Eu me apego demais a bichinhos, não entendo quem despensa animal como se fosse uma caixa de papelão ou algo descartável. Não sei como alguém teve coragem de largar uma coisa tão pequena e fofa na rua.

Pena…

=^.^=

Depression Diaries 8 – Atualizações

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Olá pessoas, tudo bem?

Estou eu aqui fazendo planos e mais planos e incluindo esse blog neles. Eu sei, eu sei, eu faço isso muitas vezes e poucas vezes cumpro, mas, lembrem-se, o segredo não é desistir da promessa e sim cumpri-la 😉

Bem, sumi, eu sei. Última vez que ouviram falar de mim eu estava em crise de ansiedade brava por mais de 24 horas, começando a yoga e a acupuntura. Ainda no buraco e sofrendo. Fiquei sem escrever aqui, mas sempre abrindo um post novo e nunca conseguindo escrever mais de uma linha. Bloqueios? Não, falta do que dizer, mesmo. Mas, hoje…

E hoje, Luana?

Bem, hoje eu estou nas minhas condições normais de temperatura e pressão, fora do buraco, não totalmente feliz e com tudo certo e maravilhoso na vida, mas, sinceramente, feliz. Feliz, porque não estou naquele estado horroroso mais e, hoje em dia, meu medo é voltar. Estando eu no meu normal, posso me concentrar mais em mudar a vida do que em simplesmente sair do buraco.

E como foi que eu, de uma hora pra outra, fiquei bem?

Vamos por partes então, que o assunto é delicado. Primeiro, de uma hora pra outra meu nariz. Estou, desde que voltei pra Goiânia, em uma rotina de tratamento em que meu mundo é só isso:    ficar melhorficarmelhorficarmelhorficarmelhor. Minha mãe veio me ajudar, minha irmã me ajuda, meu pai me ajuda, yoga, acupuntura, terapia (e meu terapeuta é muito bom), exercícios matinais, remédios, etc.

Segundo, e que me levou a meu atual estado de leitura e pesquisa, e de pré-comprometimento (porque quem lê esse blog sabe que comprometimento é uma coisa meio estranha pra mim, precisa de preparação) com métodos de respiração, meditação e exercícios, e,estados alterados de consciência.

Isso não é novo pra mim (eu sei, eu pulei a conclusão do parágrafo anterior), nem tabu. Antes já tive esse tipo de curiosidade e já li livros sobre os benefícios dos estados alterados de consciência, de experiências psicodélicas…

Mas, nada te toca mais do que algo que realmente te toca. E eu, sim, tive uma experiência dessas. Foi boa, foi ótima. Não, não vi passarinho verde, nem rodas multicoloridas, nem índios pelados no deserto. Eu tive uma experiência extremamente sensorial, de percepção de luz, profundidade, meu próprio corpo, cores, respiração e, claro, o que faltava na minha vida no sentido mais neurológico (falta de serotonina e endorfina): Prazer.

A imagem que eu tenho, agora que o ciclo foi concluído, é que eu estava em um buraco, arranhando, escalando, olhando pra cima, desesperada pra sair daquele estado e, tendo subido um pouco sozinha, e estando com a cabeça decidida em sair, fui chutada pra fora.

O ácido veio e me deu uma bicuda. Forte. Bonita.

Por uns cinco dias, eu fiquei “nas nuvens”. Em estado sonhador e delirante? Não (essa é minha CNTP). Em estado de energia, sem as dores de tensões nos ombros, sem problemas pra respirar, com disposição pra fazer o que eu queria e, o que eu mais lembro, com grande alegria: Sem ruído nos meus pensamentos. Sem aquela fofoca mental que acontece que tanto me esgota, aquele pelotão de dúvidas e recriminações que eu fico o tempo todo repetindo pra mim mesma que é tudo ruído, tudo ilusão.

Desculpa quem é contra esse tipo de experiência, e, lembre-se não estou falando do momento da “viagem” em si, mas o pós. Aquilo sim é estar vivo, aquilo sim é realidade. Ilusão é essa neurose, esse sofrimento chato, essa obsessão de “verdades” que só são “verdades” porque a gente acredita fervorosamente nelas. Eu me sentia fluindo, agindo, não-agindo, naturalmente, sem barreiras imaginárias, sem esgotamento de energia por fazer tão pouco.

Minha cabeça estava clara, meus chackras limpos, minha energia fluindo e o prazer, de volta ao meu corpo.

Em uma linguagem mais ocidental e menos new age: A serotonina foi bastante excitada no meu cérebro, meus sentidos ficaram todos diferentes e, por um tempo, eu continuei sentindo o efeito benéfico dessa experiência.

Voltando pra imagem simbólica que tinha começado: Estava eu no buraco, fui chutada, passei um tempo voando, feliz, e pousei no chão.

Hoje estou aqui, como antes desse drama todo. Como todo mundo, tenho meus dias bons e meus dias ruins e, como antes, ainda estou insatisfeita com comportamentos que tenho que alimentam a depressão e a frustração que sinto na minha vida, de tempos em tempos. Mas, não estou mais em crise, não estou mais tendo pânico na rua, nem chorando de cansaço por tão pouco. Continuo tomando remédio. Não mais pra dormir, e troquei de anti-depressivo, não para um mais forte, mas, diferente (paroxetina), para que eu não me “acomode”. Minha psiquiatra disse que eu ainda tenho que me voltar mais para os meus projetos e os meus prazeres, e, confesso, não estou.

O trabalho está ótimo. Como todo bom trabalho, dias cheios, dias vazios, dias bons, dias ruins. No momento “nas nuvens”, havia uma satisfação genuína, baseada em fatos, como se eu estivesse profundamente grata pela sorte que eu tenho. Ainda sei disso racionalmente, mas não sinto mais como antes.

Mas, acho, que é o normal, e o esperado. Eu tenho muitas coisas pra buscar, e meu nível de insatisfação é o que considero saudável para uma pessoa com a minha idade, educação e ambição.

Ando um pouco “magoada”, porque, usando a metáfora do meu terapeuta, eu tinha entrado em uma festa sem ser convidada, e depois fui, sem cerimônias, jogada pra fora dela. Eu quero entrar na festa de novo, convidada. De honra.

Isso quer dizer que eu vou virar drogada? Não. Não acho que o segredo da felicidade é estar constantemente em uma viagem de ácido. Ainda mais porque essas drogas têm um funcionamento não muito previsível. Não sou expert em psicofarmacologia, mas sei que, por exemplo, o LSD às vezes excita os receptores de serotonina, às vezes suprime.

Me disseram que, se você se sente bem em uma viagem de ácido, ou experiência psicodélica, é porque você tem boas energias em você, ou pelo menos está focada nelas. Quando existe muita coisa ruim e reprimida te atormentando, você vai ter uma das famosas bad trips e, sinceramente, é tão real quanto qualquer outra experiência que você tenha. Você se lembra de tudo, você tem noção do que está acontecendo, você vai se lembrar. Pior: seus sentidos estão todos aumentados. É tudo bem intenso.

Eu tive uma experiência boa. Lugar, pessoa, sensações,  mas, sei que não é sempre assim.

Também tenho, hoje, uma noção de que eu não sou o melhor sujeito para arriscar demais em experiências psicodélicas imediatas, através de pílulas, sem guias, sem exercício. Posso elaborar isso depois, mas eu tenho um núcleo esquizóide forte, o que pode fazer essas experiências, quando mal orientadas, ou quando forem bad trips, ou alucinógenas demais, muito contraproducente para meu tratamento e todos os objetivos que estou traçando pra mim.

Talvez eu fosse para lala land e nunca mais voltasse. De vez em quando é bem sedutor, admito.

O que eu quero, a partir de hoje, é voltar meus estudos e práticas de antigamente. Comprometer com a Yoga, meditar, alinhar meus chackras e minhas ondas cerebrais, para que eu me sinta tão integrada como naquele momento “pós” e cada vez mais empoderada (palavra de psicólogo), com cada vez mais controle da minha vida, mente e corpo.

E sem esse sofrimento todo.