Arquivo mensal: abril 2010

Luna, Lina, Lory

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Já devo ter contado por aqui das minhas três amadas personalidades. É um conceito velho para mim, o que eu sou 3 pessoas em uma. Na verdade, eu acredito que todo mundo no universo tem facetas demais e podem surpreender a todo mundo com características de sua personalidade que nunca ninguém imaginaria. Eu não sou diferente, mas, minhas três personalidades mais fortes eu consigo identificar, apontar e, claro, nomear.

Elas são Luna, Lina e Lory e eu não me sinto muito à vontade em descrever diretamente cada uma delas. Mas, relendo meus escritos (sim, eu venho fazendo isso faz umas semaninhas), percebi que tenho dificuldades em me manter muito tempo fixada em um projeto e, reconheço que eles não são muito parecidos entre si. Sinceramente, acho que cada um belongs to a personality. Esquizofrênico da minha parte.

Analisemos:

Luna e Ana Kite Takashi

Luna pra mim sempre foi a personalidade mais conectada com a realidade e também com a tríade. Incrivelmente, ela é a minha personalidade mais conectada com a minha infância também (incrivelmente porque conectado com a realidade e com a minha infância parece uma combinação meio esdrúxula). Luna tem muitos medos, mas também é bastante maleável eengraçada. Tende a colorir tudo para poder suportar o dia e gosta demais de agradar as pessoas.

Luna é meu eu deprimido, realista, infantil, engraçado, inocente e direto.

Penny Lane, a história de Ana Kite Takashi, é meio autobiográfica no sentido de que Ana tem uma personalidade muito parecida com a minha e eu a uso como escape das minhas próprias indagações reais e imaginárias. Ana tem 3 facetas, Ana tem um mundo imaginário, Ana é escritora, Ana é deprimida.

Mas, a vida dela não é a minha, é uma invenção; sua família é uma deturpação da minha e os fatos que ocorreram com ela não ocorreram comigo.

Lina e Pacífica.

Essa é a minha faceta controversa, sexual, sensual, nervosa, raivosa, dramática, intensa e, de certa forma, poderosa. Escondo Lina porque ela já machucou algumas pessoas. Ela é minha raiva, ela é meu egoísmo, ela é minha capacidade de ação, minha ironia, minha capacidade escorpiana de manipular, ela é tosca. Sei que quando estou mais energética e me sentindo mais viva, Lina está no comando.

E Pacífica é drama, sexo, vingança, bizarrices, absurdo. É uma história sem preocupações em agradar ninguém. NINGUÉM.

Mas há algo de melancólico em Lina também. Talvez por sentir tanto, às vezes acontece o fenômeno de burn out e ela se irrita, se retrai, se morde… Lina gosta de bedroomdancing (ou bathroomdancing), jogos violentos, músicas barulhentas, histórias dramáticas, filmes adolescentes, artes marciais, qualquer coisa ou pessoa que seja controverso, esquisito, fora dos padrões, irrotulável.

Coincidentemente, minha personagem mais Lina, que está em Pacífica, se chama Lorena Salazar, apelido, Lory.

Lory e a Saga Mágica

Meu lado nerd, espiritual, zen, intelectual, frio, calculista, meu eu idealizado, meu self nas alturas, meu lado que quer sentir coisas que não estão ali (pelo menos não os vemos ali), que tem moral elevada, que quer ajudar o mundo, que vê as coisas em uma perspectiva mais à frente.

Minhas sagas mágicas são bem Lory. São compridas, contam uma História, é um mundo à parte, é para onde eu fugia do mundo, onde existe mágica, valores e heróis. Onde mulheres são altivas e cruéis. Porque Lory é cruel. Ser Lory é muito difícil, é amor e sacrifício. É a parte de mim que diz “você não pode fazer isso e pronto”. São as regras. É meu self nas alturas. Meu personagem mais Lory se chama Liamn e é a rainha de um outro mundo.

Lory também tem um pouco a ver com minha infância. Acho que ela era quem eu queria ser quando crescer, em personalidades e postura, não em ações, profissões, etc. Ela também tem muito a ver com meu lado esotérico. Lory lê tarot, tem sonhos impressionantes, pressente coisas e gosta de trilogias e séries eternas.

Lory acredita no infinito e em chats na internet.

Acredito que vou ter que escrever esses livros ao bel prazer delas. Nada de me concentrar em um projeto só durante muito tempo. Como faz?

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Randomicities

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Depression Diaries 5,8

Terceiro (ou quarto?) dia em que eu estou bem (thumbs up)!

Bem assim… Tô ouvindo 30 seconds to mars o tempo inteiro e durmo pouco (olheiras Tim Burton style). Mas, tenho mais energia, estou de bom humor e não tem mais angústia, amargor e etc.Noiva Cadáver

Claro que eu não estou feliiiiiz, porque ainda acho que falta muita coisa na minha vida e estou insatisfeita, mas, como felicidade é um estado de espírito, eu posso dizer que estou me sentindo feliz a quatro dias.

Por quê? Não sei. Minha serotonina em cápsulas acabou (será?) e nada na vida mudou. Falei para o Gus que deve ser a música emo. Faz efeito contrário em mim, igual calmante na minha mãe. Eu também saí, fui ao cinema, comi temaki. Deve ter algo a ver ;p

30 Hours to Jupiter

Não, não venham me perguntando de bandas emos ao acaso. É SÓ 30 seconds to mars. Jared Leto stole my soul. Detalhe que ela foi A banda que eu citei que NUNCA iria ouvir alguns posts abaixo, ano passado. Eu tenho um problema SÉRIO com promessas. E com CAPS LOCK.

Eu não sei se é porque quando eu era criança pessoas me prometiam muitas coisas, eu acreditava em todas elas, e poucas foram cumpridas, mas, eu não posso fazer promessas. E faço. O tempo todo. É meio ridículo. Eu tenho mania de me comprometer e de quebrar os compromissos. Vai entender. Ou eu deveria parar de prometer coisas, ou fazer de tudo para cumpri-las.  Ando me esforçando para não fazer promessas, mas, quando eu vi, já fiz.

Não as descumpro por birra ou má vontade, assim como as pessoas da minha infância. Elas descumpriam porque não podiam cumpri-las, até queriam, mas eu sempre via que não dava. Eu também descumpro porque não posso cumpri-las. Isso se dá por vários motivos e nem todos são louváveis. Total falta de estabilidade de humor é uma delas. Pobreza é outra. Falta de energia mais uma. Enrolação é outra. Eu sou muito enrolada. Principalmente morando com os membros da minha família 😉

Sorte minha que eu gosto de “morder a língua”, mudar de idéia e que a maioria dos meus amigos não levam minhas promessas a sério. Minha patologia com compromissos é realmente grave.  Minha falta de fixidez é triste.  E todos os meus signos são fixos. Estou começando a achar que tem algo errado com meu mapa astral.

Mas, voltando ao 30 seconds to mars. Todo mundo sabe que eu escuto músicas que a maioria das pessoas parecidas comigo odeiam. Eu tenho uma série gigantesca de músicas, filmes, livros, anything que caem na categoria “é ruim mas é bom”. Tem outra categoria também a “é tão ruim  que é bom” que é bem diferente (depois discorro sobre isso – sem promessas). E quando eu ouvi 30 seconds to mars, a uns dois anos atrás (eu lembro porque eu gritei assim pro Jared Leto “eu tenho 26 anos, 10 a menos, e tô muito velha pra ser emo, imagina você”) lembro de ter ficado decepcionadíssima com meu querido Jordan Catalano, consegui ouvir uma música só e ainda tinha versão dela com a Pitty que me dava vontade de morrer.

Dois anos depois… Aqui estou eu ouvindo tudo. E com gosto. Amando. Sem conseguir parar. Sério. Não consigo parar de ouvir. Acho que tem alguma mensagem subliminar embutida. E se é pra ficar deprimido e se matar  no Pátio Brasil, rolou não. Então assim, a banda não é só emo-core, né… (isso sou eu tentando me justificar).  And what if I wanted to brake? ;p

Paciência. E ele continua bonito. Pra caralho. Muda de cabelo de um clipe pra outro.  Passa maquiagem. Tira maquiagem. Faz cara de esquisito. Tem cara de esquisito. Continua bonito. Desgraçado.

Terra Quarto Planeta Já!

Meu pé está descamando. Só a parte de cima, a que fica exposta já que eu só uso sapato boneca. Tudo porque eu ando no sol que está quente e agressivo como um bom sol de Brasília. E eu não passo protetor solar no pé (não passava).

Aí tem gente que me diz “vai tomar um sol que sua depressão passa”. Eu tomo sol. Todos os dias. Ele não me dá outra escolha. E por que algo quente, que arde minha pele e me envelhece vai me deixar mais feliz?

Gente. Deitar no sol e ficar lá fritando é coisa de quem mora no frio. Aí eu entendo. Agora. Aqui? Pra quê? Aqui a gente deveria usar chapéu, sombrinha e plantar mais árvores. E chamar dia nublado de “um dia bonito”.

Eurocentrismo é uma coisa que nunca vai sair da nossa cultura ;p

Statements

Eu odeio o ITunes. Odeio. Principalmente porque ele vem com um QuickTime de graça (des graça). Odeio os softwares da apple. Odeio. Infelizmente, amo Purple Rain, meu ipod shuffle. Amo especialmente o volume dele. Bosta.

Vou ficar surda rapidinho….

Depression Diaries 5 1/2

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Oh God! She´s on a writing spree!! =O

Hoje acordei blé, mas meus gatos me deram bom humor , e a lembrança do jogo dos Canucks de ontem também. By the way, eles ganharam e vão para as semifinais da Western Conference, ainda não sei contra quem (não tá definido ainda, foram pro game seven). Sinto-me meio tagarela, acho que estou em um dia “maníaco”.

Coloco maníaco entre aspas porque fases maníacas de verdade são bem mais agitadas e preocupantes, e,  costumam caracterizar um desvio bipolar de humor, o que eu com certeza não tenho. Mas, minha depressão é categorizada por alguns dias mais agitados em que eu tenho alguma energia e isso me deixa eufórica, tagarela e com serotonina à toda no meu cérebro, além de dores de cabeça e tensão. É quase uma ansiedade, não sei direito, é difícil se auto-diagnosticar, mas eu tenho dessas. Dias em que fico tensa, agitada e mais animada.

Chamem-me de pessimista, mas eu não fico mais esperançosa nesses dias. Eu tento aproveitar o máximo que eu posso, mas já tive muitos dias “maníacos” na minha vida para achar que estou bem, feliz e que agora eu vou conseguir fazer as coisas que eu quero e minha vida vai pra frente (uhuuuuuuuu)!

Nesses dias “maníacos” (que as vezes são mais de um, as vezes podem ser semanas, embora seja mais raro, afinal, como já disse, não sou bipolar) eu costumava achar que sim, que “dessa vez eu vou fazer isso e aquilo e vai dar certo”. Na maioria das vezes, eu fico só nos planos, e conto para o universo que vou fazer tal e tal coisa e que tudo vai ficar bem. Empolgo.

NADA legal tomar decisões nessas horas, assim como não o é nos momentos down.

Minha decisão de voltar pra Goiânia me parece mais segura porque ela foi feita em um processo lento, a idéia não foi minha e ela foi corroborada por um processo racional da minha parte em um dia em que eu estava com as minhas faculdades mentais e emocionais normais.

Ontem eu senti um pouco o começo dessa fase e já fiz planos. Nem comecei a elaborá-los muito e já lembrei que já vi esse filme diversas vezes. Cansei. Parei de ocupar minha mente agitada com essas coisas e fui me distrair. Voltei a ler o Demônio do Meio Dia e fui pesquisar sobre depressão e escrever meu armagor no post anterior. Sinceramente, prefiro ficar down, pelo menos eu tenho consciência que preciso me tratar e não acho que de repente eu virei  mulher maravilha.

By the Way, capítulo 2 do Demônio do Meio Dia, quase um mês depois de ler o 1. Adoro minha capacidade de concentração e de me fixar em uma coisa só.

Estou querendo usar minha agitação para analisar. Relendo meus livros e concertando isso e aquilo para depois recomeçar a escrever (se eu recomeçar agora, nesse estado, é capaz que o capítulo vai ficar completamente out of sync com o resto do livro), analisando minha vida…

Sei lá, desde minha primeira crise depois de entrar pra UnB eu nunca mais fui a mesma em alguns aspectos. Eu que sempre fui estudiosa deixei de ser (houve alguns setbacks no segundo grau, mas eles foram menores e eu conseguia me recuperar. Só significava que eu não tinha um histórico perfeito, mas, a matemática sempre me deu a sensação que isso não duraria muito além do primeiro grau); ler começou a ficar difícil, eu virei DDA (virei, juro, eu podia ser distraída e ter que desenhar pra prestar atenção, ou prestava atenção em mais de uma coisa ao mesmo tempo, mas eu PRESTAVA ATENÇÃO, hoje eu posso ter o superpoder de ver Dawson´s Creek na aula e saber do que o professor tá falando, mas, ainda é uma coisa penosa me concentrar em algo).

Eu era uma pessoa que lia três livros ao mesmo tempo, cara, essa é uma das coisas que mais me irrita na minha depressão. Parece que ela começou a ficar mais constante, com crises que me levam a querer parar de funcionar, mas, a verdade é que eu não me sinto funcional faz muito tempo. E ela me tirou a capacidade de ler. Ódio.

Sei lá, acho que antes de planejar o que eu vou estudar, o que eu vou fazer da vida, eu preciso me endireitar. E quanto tempo isso leva?

Obs: Este post está maníaco

Love and peace of mind

Depression Diaries 5

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Acho que a maior mudança que ocorreu nessa minha crise é o jeito que eu estou encarando as coisas. Relendo meus cadernos onde eu tentava organizar a mitologia dos meus livros em 2004 encontrei textos sobre meu estado de espírito também. Essa crise foi uma em que fui fazer terapia e, depois de um tempo, resolvi voltar pra minha vida. Eu escrevia muito sobre o que eu sentia e, embora o nível de drama e a qualidade ou o tipo de metáforas tenha mudado, meus textos da adolescência, do começo dos meus 20 anos e os de agora têm muita coisa de parecido.

Eu sempre comento de uma tristeza que eu sinto na alma, de um vazio, de uma imensa dificuldade de me identificar com o mundo real, de funcionar no mundo, de colocar meus planos em ação. Sempre há também um grande isolamento, como se eu nunca pudesse ser eu mesma, completamente, pra ninguém no universo, e talvez meu maior problema com relacionamentos seja que eu sempre sonhei em ter alguém com quem eu pudesse ser eu mesma sempre, e, sei lá, nunca senti que isso seria possível com as pessoas que conheci.

E em todas as crises eu trato como um problema meu, só meu, indefinido, com uma causa misteriosa, perdido no espaço tempo, algo incurável e que só iria me abandonar com algum milagre que, hoje, com 28 anos, eu desisti de encontrar.

Hoje em dia, eu escrevo sobre meus sentimentos, sobre meu cansaço, por aqui, porque eu, racionalmente, acredito que pode me ajudar a superar. Eu procuro tratamento, de uma vez por todas, que vá me ajudar a ser uma pessoa funcional, eu me identifico como uma pessoa que sofre de um distúrbio de humor que acomete milhões de pessoas no mundo inteiro e para o qual não existe um tratamento só, mas, existe muitos e na maioria das vezes ele ajuda o paciente.

“I nearly didn’t get out of bed today. The only thing that got me going was the thought that I would get fired if I didn’t go to work. Some days, it seems like no matter how hard I try, I can’t do anything right and no one understands how I feel. I just feel so very tired, tired to the bone.”

Frases como essa de cima, que eu li em um site sobre depressão, são frases típicas de quem sofre do distúrbio e frases típicas que sempre apareceram na minha cabeça. Muitas vezes eu sei que eu adoeço de puro cansaço, de pura vontade de parar e dormir o dia inteiro, a única coisa que eu vou conseguir fazer.

Se vocês soubessem o quanto eu sinto sono o dia inteiro, o quanto é difícil pra mim pegar um ônibus pra ir ao trabalho, o quanto é penoso sair da cama e o quanto eu sei que não deveria ser assim e o quão nervosa eu fico com isso.

Eu quero me tratar, eu quero sair disso, eu quero continuar com meus remédios, talvez mudar uma coisa ou outra porque eu ando tendo muitos baixos e meus altos são “dias menos penosos”, fazer terapia, fazer exercícios (argh) e ver se adianta alguma coisa.

O engraçado é que eu acho que o meu cinismo e minha total falta de esperança do post anterior é que me traz isso. Não tenho mais planos, nem conversas comigo mesma, nem sonhos, nem tarot, nem astrologia, nem anjos, nem demônios, nem um amor da minha vida, ou algum lugar que vá me curar pra sempre.

Eu tenho um problema, eu vou tratá-lo e quando eu parar de me sentir cansada e parar de feel like shit o tempo todo vou dar um rumo na minha vida e ver o que se pode fazer com ela. Quem sabe eu não encontro algo ou alguém que me faça sentir viva depois disso. Quem sabe eu apenas viva e aprenda que a vida é isso. E pronto. Deixa o resto pros livros e filmes….

Só de voltar a ler como antes eu já ficaria TÃO mais feliz…

E, para finalizar, aí vai um videozinho legal pra você

Love and Peace of Mind to you all =*

Depression Diaries 4

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Relendo uma das minhas tentativas de escrever a primeira das minhas histórias – ontem – algumas coisas me passaram pela cabeça:

A primeira delas foi como a história mudou, principalmente a parte mais fantástica/mítica dela, mas como alguns dos meus personagens principais, principalmente os dois protagonistas, continuam os mesmos. Como é incrível que, mesmo que eu mudasse totalmente as histórias deles  ainda assim eles teriam a mesma personalidade e a relação entre os dois continuaria  igual.

A segunda coisa foi como eu era séria e como pensamentos pesados e melancólicos sempre estiveram comigo. Meus personagens principais, todos, sofrem de um peso gigantesco e sempre têm uma tristeza “embutida”.

De onde será que eu tirei isso tudo?

Eu tenho minhas suspeitas, mas  todas me parecem injustas. E, sinceramente, quando eu chafurdava o passado e tentava achar a causa das coisas não adiantava nada, na verdade, só piorava. Eu costumava latir e morder todo mundo. A mim mesma mais do que os outros. Até rolava uma identificação (nos idos de 2004) com o Remus Lupin (Harry Potter, seus hereges!) que ficava preso nos seus momentos de lobisomem, sem contato com os outros, se mordendo. Ele ficava preso para não atacar os outros, entretanto, isso acabava fazendo com que ele se machucasse. Sempre me tocava como uma metáfora para esses meus momentos, para a minha raiva, minha tristeza. Muitas vezes eu tento externalizar, mas acabo causando estragos para os outros e nenhum alívio pra mim. Então, muitas vezes, eu me recolho e fico me mordendo…

Não é o caso de ultimamente. Eu ando tão seca, tão sem novidades, tão sem acontecimentos, tão … sei lá… infértil? Árida? Numb?  Não tem raiva, não tem mordidas, só tem um certo desespero de que não há nada além disso na vida. Que o que eu terei é só isso mesmo, sem paixões, sem dedicações, sem causas, sem vida, sem fogo.

Sei lá. Me sinto tão enfurnada em um buraco, tão vazia, que, sinceramente, dessa vez acho que só Princípe Encantado, Mago Salvador, Última Cavalaria que me tira dessa. Eu mesma, nesse momento, estou totalmente drenada de esperança de sentir alguma coisa.

Vamos esperar que isso mude.

Kisses

Depression Diaries 3

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No meu exercício de auto análise eu cheguei à conclusão de que o motivo principal da minha depressão é esse sentimento de que eu não tenho nada, de que não construi coisa alguma na vida, fico à deriva (desculpa o cliché), sem ter nada meu e que me faça sentir que minha vida não é em vão (o sentimento sudenly my life doesn´t seem such a waste). Sem conseguir definir o que quero da vida, sem conseguir manter um relacionamento, sem parar em canto algum ou em uma idéia, um projeto.

A noção de que eu, e somente eu, tenho que mudar isso a passo de formiguinha me aterroriza. A verdade é que eu não confio em mim, não confio na minha disciplina, não confio na minha vontade. Eu tenho um sentimento constante de que eu não sei lidar com realidades e que as coisas sempre são menores do que eu sinto, do que eu desejo, do que eu sonho. Menores em um nível quase insuportável. Um sentimento de que eu nunca estarei satisfeita na vida.

Life is constantly losing it´s colors e eu a vontade de fazer qualquer coisa. Mas, como eu não tenho vontade de morrer (meu sentimento é o contrário do sentimento de morrer, eu quero viver, muito, quero sentir alegria, quero construir coisas, quero amar, quero ser feliz, mais nada, só não sei como, só sinto que é uma tarefa quase impossível), tenho que ir fazendo as coisas aos poucos até um dia ver que essa tarefa não é tão impossível assim (hopefully).

A primeira coisa que eu decidi, é que eu cansei dessa vida de jovem adulta perdida e vou começar a construir uma carreira. Meus pais não viver pra sempre e, sem eles, essa vida à deriva é impossível. A idéia é um pouco de um passo para trás para dar dois para frente (Lenin?) e consiste em voltar para Goiânia e para a vida em que eles me provêm casa, comida e roupa lavada (mas não passada =/). Lá, eu vou trabalhar, guardar dinheiro e investir na minha volta para a Psicologia e fazer uso do meu diploma conseguido em uma odisséia de sete anos e muitas crises.

Essa volta a Psicologia me deixa um pouco menos instável, com uma sensação de que eu estou fazendo algo certo e que aquilo tudo não foi tempo perdido, e, também, que a minha construção de uma carreira não vá demorar tanto porque eu não vou começar do zero. Quero fazer cursos em transpessoal, e ver o que eu já posso fazer na área. Enquanto isso, claro, colocar minhas energias no meu trabalho, fazer o projeto em que estou trabalhando andar. Imagino que, estando em Goiânia e com menos preocupações na cabeça, talvez eu renda bem mais no trabalho.

A volta a Psicologia e a vontade em fazer transpessoal só muda um pouco meus planos de ir pro exterior. Não muda a vontade de ir. Eu sinto que é uma coisa meio pra ontem. Mas, agora não fico tão certa que vou pra Vancouver. Isso me deixa meio chateada porque eu meio que me apaixonei pela cidade à distância, mas, também não posso jogar o tempo fora, o mais vantajoso seria fazer uma pós graduação, uma especialização, na área que eu escolhi. E, no exterior, seria ainda melhor. Os melhores centros de transpessoal, aparentemente, se encontram na Califórnia. Talvez eu acabe indo para São Francisco e não para Vancouver. De qualquer forma, vou ser uma west coast girl se eu for pra América do Norte. Existe também a possibilidade da Europa, mas, encontrei mais coisas em Londres e, vamos combinar, viver em Londres deve ser uma epópeia. E tenho medo da minha pessoa lá. E um pouco de vontade…

Outra coisa que quero também, é me especializar nessa doencinha chata que acomete o mundo inteiro, essa que é o centro dessa minha série de posts. O intuito é estudar e ajudar as pessoas, e a mim mesma, a transformarem suas vidas, a trazerem a cor de volta. A Psicologia Transpessoal seria uma ferramenta.

Pensei na Irlanda, também, mas não achei nada por lá ainda, na internet… Alguém sabe de alguma coisa? Custa nada perguntar…

Peace and Love =*

Depression Diaries 2 1/2

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A DÚVIDA

A dúvida é: Voltar pra Goiânia ou não.
Eu preciso de tratamento, certo? Já é a sexta vez que tenho crise depressiva desde quando comecei a faculdade (18 anos), ou seja, 6 crises em 10 anos, sem contar algumas da adolescência. Algumas crises bateram mais que as outras, mas todas elas me impedem de aproveitar a mim mesma e a minha vida como eu deveria. Faz tudo pesado demais, em alguns momentos, um pouco insuportável.  O que eu preciso é de remédios (check) e terapia (unchecked), preciso fazer exercícios físicos (unchecked) e de continuar funcional na minha vida (check capengando).

Eu tenho o objetivo de, ano que vem, ir para o Canadá. Estudar, conhecer outra cultura, aprender a me virar. Embora eu seja louca o suficiente para ir de qualquer jeito e até para acreditar que eu preciso de uma chacoalhada na vida pra sair desse buraco.

Mas, o melhor seria que eu tratasse dessa joça direito para me fortalecer e saber lidar com essas coisas. Conseguir seguir minha vida.

Aí mora a dúvida. Se eu for pra Goiânia e continuar no meu trabalho, eu economizo mais pra ir ao Canadá, tenho família, tenho como fazer terapia com pessoas que confio, tenho até como voltar a estudar Psicologia. Em Brasília, eu gasto mais pra fazer tudo isso, fico longe da família e tenho algumas maiores dificuldades. Mas, eu sempre gostei mais de Brasília, já formei uma casa com as minhas amigas, tenho gatos (que não posso levar nem um pra Goiânia) e uma vida em que eu cuido de mim mesma.

Mas, será que eu estou em condições de cuidar de mim mesma? Será que não será mais proveitoso eu ir pra Goiânia. Ou não? Eu só estou querendo diminuir meu número de problemas e voltar pro ninho?

Alguém me ajuda?

Depression Diaries 2

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Hoje é um bad day. Eu sei quando começa, e é de noite, com os sonhos. Não lembro direito o que eu sonhei (por sinal, vou tentar começar a anotar os sonhos no momento que eu acordo, não sei direito se vai funcionar porque eu, assim que acordo, não penso direito), mas sempre lembro do sentimento. Essa noite foi um sentimento de que havia algo errado e que não havia o que fazer a não ser esperar por alguém vir consertar. Acho que era em casa, ou em algum lugar que eu estava. Acordei já sabendo que seria um dia ruim.

Nesses bad days eu costumo me distrair, para não ficar só na cama, mas, às vezes não funciona. Acho que tenho dias ruins e dias piores, os bad days são esses em que eu não tenho muitas forças, mas consigo me distrair. De qualquer forma, durmo mais, como mais e não gosto muito de sair de casa (porque me relacionar com pessoas me dá trabalho, já digo o porquê), mas gosto de ficar perto de pessoas mais íntimas e que sabem como são essas minhas alterações de humor. Às vezes tenho vontade de chorar, mas consigo soltar um pouco e depois me distrair mais.

Nos worse days, eu durmo demais, não consigo produzir nada, me mergulho em qualquer coisa que me tira da minha vida (seriados, na maioria das vezes uma maratona de muitos de uma vez, filmes, Harry Potter) e tenho crises de choro esporádicas. Os worse days podem se estender por muito tempo e virarem worse weeks, mas, ultimamente estão sendo esporádicos. Eu agradeço ao medicamento e a minha consciência. À tentativa de melhorar, de mudar minha vida.

Em bad days, eu costumo tentar (nem sempre consigo), melhorar através de tarefas criativas. Nesse caso, não é me distrair, nem me perder, eu realmente melhoro, e é bom. Incrível como a arte e outras atividades criativas transformam isso. Acredito que a chave da arte-terapia (nunca estudei isso, por isso uso a palavra acredito) seja essa transformação, essa possibilidade de pegar seus sentimentos (ruins, bons, melancólicos, animados, etc.) e transformar em algo, algo bonito, algo concreto. É a tal da propriedade alquímica da arte, da ocupação, da produção de algo.

E por favor, não usem a palavra trabalho. Hoje em dia não é mais isso que acontece. Quem consegue ter isso através do próprio trabalho é uma pessoa com sorte e com alta possibilidade de cura e de não voltar mais nisso. É um dos meus cálices sagrados. Alguém que me ame e que eu ame de volta (um dia também escrevo sobre a beleza e a raridade da reciprocidade) e um trabalho que me dê essa possibilidade de criar, de me envolver. Que não seja apenas uma atividade que eu faça bem e ganhe dinheiro por isso.

Já vi um stand up do Chris Rock em que ele fala sobre a diferença de ter um trabalho ou uma carreira. Em linguagem engraçada e desbocada, é isso mesmo o que eu acho

Anyway, romantismos aside, esse blog até que me ajuda nesses bad days em que eu consigo produzir alguma coisa. Se não for escrevendo, pode ao menos ser arrumando template ;p

Estou tentando usar de arte auto terapia leiga comigo mesma nos dias piores e nos só ruins. Mas, confesso que é difícil. Meus livros continuam parados, eu tenho muitas idéias nesses worse days, mas não consigo passar pro papel nem por decreto.

Gone With the Wind

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Moving out

Olá queridos, bem vindo ao novo endereço do Casa, agora casadeespeto.wordpress.com. Larguei o blogger, acho que sem volta.

Estou me mudando por alguns motivos básicos que irei enumerar agora:

  1. Precisava eu aprender a mexer com WordPress pro meu trabalho já que muitos o consideram uma ferramenta de blog melhor que o blogger e outros, então, fiz um blog aqui pra testar e adorei. Resolvi migrar o Casa também, centralizar as coisas é muito bom;
  2. Eu tenho mania de querer reconfigurar e enfeitar meu blog de tempos e tempos e achei mais fácil aqui. O WordPress tem muitos templates de vários tipos e, em alguns deles é estupidamente fácil mudar algumas partes. O Blogger era pra ter essa vantagem também, mas eu estava sempre me frustrando;
  3. Toda vez que eu recomeço a escrever aqui eu tenho que mudar alguma coisa. Esse blog é um camaleão que começou como blig, foi apagado uma vez (ou duas, não lembro, mas acho que só uma), mudou de template quinhentas vezes, então, por que não vir para o WordPress? Outra coisa, acredito que a necessidade de mudança aqui vai ser mais fácil de ser saciada;
  4. Last and not least, achei o WordPress mais interessante, com ferramentas fáceis, mais organizado e mais bonito. E ainda pude importar tudo do Blogger pra cá, bem fácil.

É isso, gente, bem vindos a nova casa do Casa de Espeto, a place of beauty, freedom, truth and above all things LOVE.

The Wind

Eu gosto de vento, e vocês? Eu gosto muito, muito mesmo, e acredito que todo mundo em lugares quentes como Goiânia, deveria ama-l o, mas, é incrível como todas as pessoas tendem a corta-lo, na hora.

Não vou dizer pra vocês que gosto de todo tipo de vento, por exemplo, carro na estrada com vidro aberto é meio chato. Cabelo voa na sua cara, você tem que falar alto, o rosto e o cabelo ensebam, uma hora enche o saco. Mas, no começo eu gosto. Também não deixo janela aberta em tempestade, não acho legal ter as coisas ao meu redor caindo.

Agora, uma coisa que me dá uma raiva tremenda é a mania que todo mundo tem de achar que vento adoece. Me irrita em um grau gigantesco. Meus pais têm mania de me dizer que faz mal o jeito que eu durmo, com a janela escancarada (no décimo quinto andar) e a cama voltada para a janela. Ou, em outros lugares, com ventilador, caso a arquitetura não me proporcione um ventinho fresco vindo do lado de fora. Dizem que resfria, que adoece. Eu acho isso coisa de velho. Tem um ditado que meu avô dizia sobre vento nas costas matar.

Coisa de velho, de gente que não come manga com leite. Agora eu vou ficar dormindo no abafado e no calor? Quer coisa mais horrível do que acordar suada e com o corpo todo quente? E mesmo acordada, quer coisa melhor que um ventinho fresco no rosto?

Mania que o povo tem de reclamar de clima. É incrível. As pessoas reclamam quando está calor, aí chove elas reclamam, venta, elas reclamam e fecham a janela, fica frio, elas reclamam. Gente, escolhe pelo menos um pra achar bom?

Rain Lyrics
The Beatles

If the rain comes they run and hide their heads.
They might as well be dead.
If the rain comes, if the rain comes.
When the sun shines they slip into the shade
(When the sun shines down.)
And sip their lemonade.

(When the sun shines down.)
When the sun shines, when the sun shines.
Rain, I don’t mind.
Shine, the world looks fine.
I can show you that when it starts to rain,

(When the Rain comes down.)
Everything’s the same.

(When the Rain comes down.)
I can show you, I can show you.
Rain, I don’t mind.
Shine, the world looks fine.

Can you hear me, that when it rains and shines,
(When it Rains and shines.)

It’s just a state of mind?
(When it rains and shines.)
Can you hear me, can you hear me?

If the rain comes they run and hide their heads.
sdaeh rieht edih dna nur yeht semoc niar eht fI.
(Rain)

niaR.
(Rain)
enihsnuS.

Eu reclamo só do calor. Tá, abro uma possibilidade de reclamar de frio quando eu souber exatamente o que é isso.


Depression Diaries 1

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“É a solidão dentro de nós que se torna manifesta, e destrói não apenas a conexão com outros, mas também a capacidade de estar apaziguadamente apenas consigo mesmo” Andrew Solomon, O Demônio do Meio Dia.

O Demônio do Meio Dia é um livro que comprei em 2001, escrito por Andrew Solomon cuja entrevista pra Veja li no meio de uma das minhas crises depressivas, em Natal. Foi lendo essa entrevista que, no meio de uma solidão gigantesca, encontrei um “amigo”. Aquele tipo de amigo que você nunca conhece, com quem nunca conversa, mas que, por uma entrevista, um livro, uma história contada por alguém, um filme, etc. acaba lhe tocando. Muitas vezes esse tipo de amigo acaba lhe ajudando mais do que muita gente ao seu lado.

Eu já tive algumas crises depressivas, e na última, prometi pra mim mesma que não teria mais. Uma promessa ridícula, porque, sabe-se lá o que mais poderia acontecer na minha vida. Uma promessa ridícula porque eu não “resolvi” o meu problema, eu só me fechei e fechei minhas fontes de sentir e elaborar esses sentimentos.

Mas, como se “resolve” esses problemas, não é mesmo? Eu não sei. Eu sei onde estou agora e o que resolvi fazer à respeito.

Antes, no final de 2009, eu tive várias crises de ansiedade e tensões musculares muito chatas, doloridas, que dificultavam o sono, resultavam em bruxismo e me fizeram um pouco dependente de dorflex. Procurei tratamento pra isso com uma médica que trabalha com homeopatia e fitoterapia e comecei a tomar alguns remédios (caros, no total) que me ajudaram muito na tensão e na ansiedade, mas que acabaram colocando em foco, e deixando bem claro, uma tristeza e um desânimo muito grande além do efeito amplificador básico de transtornos do humor, fazendo com que qualquer problema e desconforto ficasse gigantesco.

Eu sei que, hoje, estou chorando pelos cantos (embora esteja melhor que semana passada), irritadiça, cansada, mas, graças aos medicamentos ainda com capacidade de fazer o que eu tenho que fazer (apesar da memória empobrecida que eu espero compensar com um pingo de organização). E, também, graças ao medicamento, com a clareza de que não é só a parte química que vai me ajudar.

Pode ter parecido que o remédio piorou porque, de repente, eu comecei a chorar todos os dias, mas, o que eu percebi foi que minha tensão anterior era de segurar a depressão. Depressão e ansiedade estão muito ligadas, não é diferente comigo. A clareza que eu tenho hoje me dá a resposta simples do que me deixa assim. Me falta prazer na vida, me falta motivação, coisas que eu adore fazer; me falta amor, eu me sinto sozinha, irremediável (assim parece) sozinha, mesmo com uma família atenciosa e amigos.

“Quando estão bem, alguns amam a si mesmos, alguns amam outros, alguns amam o trabalho e alguns amam Deus: qualquer uma dessas paixões pode fornecer o sentido vital de propósito que é o oposto da depressão.”
 Andrew Solomon, O Demônio do Meio Dia

Nua e cruamente, eu não tenho filhos, nem um grande amor, minha família mora longe, eu não tenho nenhum hobbie que amo, nem sou absurdamente dedicada a um trabalho ou a uma carreira (nem trabalho tenho ainda, começo na quarta). Eu tenho o plano de ir pro Canadá, mais pra achar algo que me mova e animar um pouco a vida, estudar, aprender a viver em um país diferente, quem sabe passar em Montreal e aprender francês. Alguma coisa.

Eu tenho um sonho desde criança: ser escritora, mas, quem me visita por aqui sabe que mal consigo escrever nesse blog, quanto mais meus livros, minhas histórias. Isso mexe comigo, me decepciona, em uma medida muito grande. Meu bloqueio anda me drenando.

E o que foi que eu resolvi fazer? O básico. Nas minhas crises anteriores eu acabava voltando pra casa dos meus pais e, sendo depressão uma doença cíclica, eu simplesmente lambia minhas feridas, recebia tudo que meus pais podiam me dar (muito) e depois voltava pra minha vida (o que não era sempre fácil, mas eu conseguia). Dessa vez, quero tentar achar meu propósito e tratar minha depressão dentro do meu dia-a-dia, mudar minha vida, me provar que eu consigo mudar ou aguentar meus baixos sem ter que fugir do mundo.

Remédio eu já comecei. Terapia, ainda estou analisando porque os remédios já são quase 300 reais, terapia mais barata em Brasília  fica mais ou menos 400 por mês. E eu quero guardar dinheiro pra minha viagem pro Canadá. Indo a um psicólogo ou não, existe um outro tipo de terapia que quero fazer: Escrever.

Escrever sobre o que eu sinto, desabafar, tirar esses sentimentos pra fora e, me reacostumar a escrever sempre, me disciplinar para escrever meus livros. Quem sabe recuperar aquele amor que eu tinha, por minhas histórias e meus personagens.

Não quero fazer do Casa unicamente um blog sobre depressão. Espero escrever outras coisas também como o porquê de eu odiar jornalismo esportivo ou o que eu quero ser quando crescer (o JJ Abrams), ou meus últimos pensamentos sobre Lost ou Fringe. Mas, verdade seja dita, estou colocando como ponto de tratamento analisar minhas antigas crises, documentar meu estado de ânimo e meus pensamentos sobre estudos sobre depressão e seu tratamento (como por exemplo, O Demônio do Meio Dia, uma anatomia da depressão, de Andrew Solomon). Parece nocivo ficar estudando sobre um transtorno de humor, mas, é incrível como um único capítulo do livro já me fez ver com mais clareza coisas que eu sinto.

É bem melhor do que pensar coisas esdrúxulas, ou viver no escuro que a tristeza às vezes nos dá.

Quem ler esse blog e tiver algo a falar sobre esse demônio tão “popular”, por favor, compartilhe.

Love and Peace of Mind 😉

Lua