Arquivo mensal: outubro 2008

Lady Lory of The Highest Tower

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Junto com toda a reclamação sobre a prática da escrita, da leitura e a falta que me faz minhas madrugadas, vêm as reclamações espirituais e místicas. Para quem não me conhece bem a fundo eu sou uma pessoa mística, na melhor forma possível.

Qual a melhor forma possível, você pergunta?

Uma forma que não seja totalmente alienada, nem absurdamente teimosa e cega, muito menos intolerante.

Voltando ao meu own personal misticism, eu cresci lendo sobre astrologia, holismo, espiritualidade em geral e práticas alternativas. Na adolescência fui bruxa, as if aquela que pratica as antigas artes espirituais e religiosas de comunhão com a natureza, o cosmo e, principalmente consigo mesma. Também tinha contato com o lado feminino da divindade e etc. e tal.

Claro, fazia feitiços. Envergonho-me um pouco, porque eu discutia com wiccas, mas orgulho-me de ter seguido passos mais guiados pelas práticas antigas pagãs do que por modismos modernos.

Sim, amo charmed até hoje. E lia senhor dos anéis e brumas de avalon. Gosto até hoje.

Comecei a ler tarot na adolescência também e a juntar astrologia com psicologia junguiana. Gostava de tópicos sobre meditações, embora não fosse capaz de tanta concentração – e ainda não o seja. Também lia muito sobre chacras. Me instiga até hoje o potencial humano espiritual, o que algumas práticas fazem com um indíviduo que o transforma de uma forma alquímica.

Adoro símbolos e contos de fadas e mitologia. Já pratiquei muitas coisas místicas e espirituais, algumas ainda pratico. Já vi fantasmas, já fiz brincadeira do copo. O mundo além sempre foi meu mistério favorito.

Infelizmente esses portais em mim são bastante fechados hoje em dia. Uma medida que tomei para me proteger e que não sei muito bem como reverter. Ainda leio tarot e interpreto astrologia, mas confesso que a intuição não é mais um grande fator em nada disso (astrologia não tem nada a ver com intuição, por sinal). Não vejo mais fantasmas também, disso não sinto falta.

Mas sinto falta de me conectar com mistérios e ter fé suficiente para correr atrás deles. Mas, como me prometo mais estudar essas coisas ocultas, que eu até poderia usar para meus livros, se não ando estudando nem pro concurso?

Se bem que estou de saco cheio de direito e história e não de taromancia. =)

Exertos

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Penso eu que, pelo fato de ter feito muitas provas na vida, pelo menos vários simulados dela, eu tenho aqui para comigo, que o estilo bloguístico de escrever é ideal para o brasileiro. Fico eu aqui, lendo os exertos de provas do Itamaraty e vejo como nossos mais ilustres escritores, gostam de escrever nesse estilo pseudo-jornalístico, sobre qualquer coisa que lhes passa pela cabeça, ou até mesmo pela boca de alguém que passou por ele na fila de banco e começou um processo criativo longo.

Outra coisa: Escritor adora escrever sobre escrever, sempre com aquela afeição que se tem pela própria arte, a idéia de que é uma classe destinada a ser sofredora, como se dor e aventura fizesse parte do tempero essencial de um escritor.

E talvez o faça. Acredito eu que sim.

By Night!

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Verborragia

Meu problema não é bem insônia. Pelo menos não mais. Já sofri de insônia a ponto dela atrapalhar o andamento da minha vida inteira e me fazer desistir de matérias na faculdade que eu adorava. Outras consequências eram enxaquecas, algumas alucinações sonoras e bastante desequilíbrio emocional.

Meu problema, ultimamente, é o mesmo que sempre tive: Minha cabeça funciona magnificamente de madrugada. Eu tenho várias idéias, escrevo de modo mais fluido, espontâneo e, segundo meus critérios, melhor. Tenho soluções para problemas, penso nos problemas. Toda e qualquer atividade intelectual se sai melhor de madrugada. Principalmente atividades no seu sentido mais literal, de ação, escrever por exemplo, fazer trabalhos, análises inspiradas. Estudar nem tanto. Sempre estudei melhor de manhã. Aí mora a contradição.

Não, não sou nenhum Leonardo da Vinci nem Miguel Falabela. Preciso de oito horas de sono. Algumas vezes durmo mais, de gula. Sei que já comentei isso milhões de vezes, mas aqui estou eu de novo. Procuro uma forma de parar de jogar fora esses momentos preciosos. Já que só estudo e o trabalho, quando tenho, é pela internet, terei que resolver os horários melhores para cada um. Único problema é que eu tenho que conciliar estudo, academia e essas inspirações noturnas, ou madrugueiras. E trabalho, quando tem, mas, talvez só depois do dia 20.

Estudo umas duas horas entre a academia e o almoço, depois do almoço, meu rendimento é baixo, é demais para os meus cerca de cinco litros de sangue, estudar, digerir a comida e me manter acordada. Posso dormir nessa hora, talvez até umas quatro, quatro e meia. Aqui em Natal, meu pai costuma chegar às seis e as vezes vamos caminhar. Estudo das cinco às seis, caminhamos, voltamos umas sete horas. Estudo das sete às dez. Se não saímos. Se eu conseguir, com duas televisões ligadas em um apartamento minúsculo.

Plano B. Dou um tempo depois do almoço, cochilo e começo a estudar às três, três e meia. Estipulemos três e meia. Até às seis, duas horas e meia, mas as duas horas da manhã, quatro horas e meia. Pouco. Chego às sete e resolvo e estudar até às dez, trancada no quarto que estiver vazio, com fone de ouvido e música apaziguante. Temos umas sete horas e meia. Aceitável.

Plano C. Não caminhar. Só academia está bom. Meio chato, porque meu pai precisa caminhar e ele gosta da companhia. Talvez eu possa convencê-lo a comprar a esteira que ele quer comprar antes do que ele está planejando… Ou deixar para minha mãe a missão de acompanhá-lo…

Enfim… A gente vai tentando. As madrugadas, eu reservo para sonhar acordada e escrever. De qualquer forma, aceito sugestões.

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Nota

Terrível ouvir last fm aqui de noite. A conexão é péssima. Socorro!

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Live Brave

Sou moça antiga, dessas que gosta de pensar em valores e virtudes. A virtude que mais prezo, claro, não sei qual é, porque sou péssima em nomear preferidos. Talvez eu seja essencialmente polígama e não saiba ainda, talvez isso não tenha nada a ver. Uma das virtudes que mais prezo é a coragem. Um dos zilhões de motivos que tenho em admirar tanto a JK Rowing como escritora e pessoa. É a virtude que ela, monógama, mais preza.

Sempre fui um pouco confusa em relação a essa virtude e à minha relação com a mesma. Não me considero a pessoa mais corajosa do mundo, mas acho que eu tenha meu cadinho de coragem e um certo potencial. Eu tenho muito problema em enfrentar alguns medos e isso me deprime muito, porque, mais uma vez, prezo a coragem e o que se preza, em relação a virtude, deve-se querer para si. Esses medos têm em comum a característica de serem obscuros e não compreendidos por mim. Algumas vezes eu posso dar a noção de que compreendo completamente o que acontece, qual o meu medo e como mudá-lo. Muitas vezes, é uma racionalização de algo que não tenho a mínima idéia do que é.

Sofro de desconexão total dos meus componentes. Hardware, softwares e certos aplicativos. Desconexão corpo e mente, diagnosticada por assim dizer, desconexão emoção/razão. Como se enfrenta e se resolve aquilo que se desconhece?

Me frustra a idéia que eu tenho, de que quem tem coragem vive a vida de uma maneira mais simples. Não mais fácil, mas, mais simples. Por quê? Porque acredito que grande parte das nossas complicações na vida são de mecanismos de fuga. Infelizmente eu sou uma pessoa complicada.

Me deixa um pouco mais feliz porque acredito ser corajosa a forma como eu encaro a vida.

Compreendo que, na maioria das vezes, quando se fala de coragem se pensa em alguém ativo enfrentando as coisas da vida, de uma maneira bem expansiva e extrovertida. Um sujeito corajoso é um sujeito extrovertido. Um herói.

Primeiramente, deixemos claro que a figura do herói está sempre ligada à coragem e há heróis de todos os tipos, alguns deles bem introvertidos. O Cavaleiro de Ouros, do tarot, é essa espécie de herói. Ele não é expansivo, flamboyant, aventureiro como o Cavaleiro de Paus. Ele é um herói prático e simples, que enfrenta todos os deveres da vida com coragem e sem reclamar.

Meu ponto de vista também não é tão clássico, tão Cavaleiro de Paus. Acredito que encarar a vida com coragem é sempre querer evoluir. Crescer. Descobrir-se. Ilimitar-se. Verbo novo esse, mas eu gosto. Estar sempre testando seus limites, sempre fiel ao que se quer, sempre tentando. Tentando. Tentando. Às vezes acho que eu tento demais, nunca realmente fazendo ou conseguindo. Sei que não passo essa impressão porque eu sou extremamente crítica e tendo a dizer “não dá pra fazer isso”. Mas, eu sei que em grande parte do tempo eu falo essas coisas para aquilo que eu não quero fazer.

Acho que viver com coragem é tentar conhecer seus medos, é tentar se conhecer sem procurar caminhos fáceis, é não se ater aos limites demarcados e sim testar os seus, é saber como as coisas se adaptam a você, é saber ir atrás do que se quer. Acho que também é fazer coisas que não se quer, mas que se tem que fazer, coisas essas que me irritam e contra as quais eu luto, mas que acabo fazendo, porque não há nenhuma saída a não ser as que não admito.Teve momentos na vida em que achei que estava sendo covarde ao aceitar situações e resolver vivê-las, sempre pensando que eu deveria ter lutado mais, não aceitado as coisas, feito minha parcela de besteiras para conseguir “do meu jeito”. Hoje sei que é preciso coragem aceitá-las, sacrificar meus desejos e enfrentar algo que é maior que eu. Enfrentar e lutar, de forma serena, para mudar de situação. Ser maior do que esse algo, que já foi maior que eu.

De alguma forma eu vejo no meu futuro alguém que sempre teve um coração corajoso, embora confuso, finalmente conseguindo viver da forma mais corajosa e simples que conseguiu imaginar. Com a capacidade de entender o que se passa dentro e fora de mim, enfrentando-as e resolvendo-as.

Eu ando extremamente otimista quanto a isso. Principalmente depois que parei de cair em abismos depressivos. Hoje eu enfrento qualquer tipo de desespero que antes me derrubava por inteiro. Nem que seja de forma precária, porque não entendo tudo, eu enfrento e me seguro com o que tenho. Ajudou também quando deixei de sentir tanta urgência. Segundo algumas correntes budistas eu tenho muitas mil existências pela frente. Aqui entre nós, acho que consigo nessa vida mesmo.

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Itamarateco

O mundo está à beira de uma recessão e tudo que eu penso é na prova pra entrar no IRBr. Sei tudo da crise econômica que se aprofunda. Estou relendo sobre crise de 1929, Keynesianismo, liberalismo e neoliberalismo e até wellfare state. Sei quê que é alavancagem, sei porque os EUA estão com a economia capengando mas o dólar só se valoriza, entendo o funcionamento das bolhas, até sei que uma das primeiras foi no século XIX e envolvia tulipas holandesas. Não sei o que diabos são os fundos de hedges e acredito que ninguém saiba porque não vi em lugar nenhum uma explicação inteligível (e olha que estou aprendendo a falar economês).

Meu pai diz que tem uma boa na Exame ou na Veja (estou apostando na primeira, héin?), mas vou ter que investigar antes de dar minha opinião.

A contistituição de 1988 faz 20 anos. Estou me concentrando nas constituições enquanto estudo História do Brasil. Pegando suas características. Estudando as características dessa.

E toda vez que eu gasto minha tarde estudando essas coisas, e pego as provas do Itamaraty eu me lembro que eles têm mania de ignorar alguns fatos históricos, que eles não são vestibular para cobrar atualidades e que pode estar acontecendo uma revolução na política externa brasileira, e que você pode estar sabendo todos os detalhes dessa reviravolta por ser amiga pessoal do Ministro Amorim, mas eles não vão te perdoar se você não souber todos os detalhes da relação Brasil e Argentina desde seus primórdios até os planos pro futuro.

Minha esperança que essa vertente só seja verdade na TPS que, é, como o nome diz, um teste de pré seleção e se espera cobrar o básico, a história, do candidato e não sua análise sobre os perrengues atuais.

Por isso que continuo firme e forte seguindo as matérias dos manuais. Primeiro, eu enfrento a TPS, quando eu passar, me esforço mais pra descobrir o que é um fundo Hedge.

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Fundo de Hedge

‘Os fundos de hedge, ou hedge funds, podem ser definidos como fundos que adotam um número de estratégias que não podem ser adotadas por fundos tradicionais de investimento, mas isso não implica necessariamente se são mais ou menos arriscados.Embora o nome indique hedge, isso não significa que todos os fundos desta categoria utilizem estratégias de hedge para proteger o desempenho de suas carteiras. Mesmo dentro da categoria, a variedade de estratégias que podem ser adotadas acaba dificultando a comparação entre os fundos, de forma que não pode se definir uma linha única de atuação’

O conceito é confuso em si mesmo…. =/

Tirado daqui ó