Arquivo mensal: outubro 2007

The Heart-breaking Dreams of an Over Stressed Mind and a Dramatic Heart

Padrão

Gente, deixa eu fazer uma confissão. Primeiro eu preciso dizer pra vocês que eu sei que alguém entra aqui. Alguém de vez em quando pelo menos olha a cara desse troço. Vocês podiam ao menos deixar um “hello”, né? Meu aniversário está próximo, estou ficando velha, o estresse está subindo cada vez mais, obviamente que a carência impera. Ainda mais que tem dias, como hoje, que vejo o mundo só porque vou no meu avô almoçar, ou pra reunião da AIESEC. Estou até fazendo uma regressão comigo mesma e percebendo que eu divido meu ano em um semestre mais sociável e outro ultra caseiro. É cíclico.

Segunda confissão. Quero casar, ser sustentada e viver só pra escrever e cuidar dos meus filhos, gatos e cachorros. Eu sei. Vocês já leram esse papo antes. Costuma ser coisas do tipo “quero lavar cueca de italiano”, “vou dar o golpe da barriga em alguém” ou qualquer tipo de statement que eu só falo quando cansei pra sempre desse negócio de me desenvolver para o futuro. E se você pensar que eu ainda quero fazer Mestrado, Doutorado e o escambau, estamos todos no sal.

Mas, a verdade, é que eu queria dizer pra vocês o que eu realmente queria pra minha vida e quem sabe algum de vocês não me ajudariam a encontrar um meio prático para chegar lá….

Primeiro, apesar de ter fobia à compromissos (estou me curando!), sou uma mulher romântica. Em todos os sentidos da minha vida. Sabe a Sofia de Vanilla Sky (Penelope Cruz)? Então, sou eu. Abra los ojos… Eu acho que somente coisas boas podem acontecer com pessoas boas, eu acho que a arte vai mudar o mundo, experiência estética é minha experiência religiosa, i believe in love, meu coração se enche quando ouve U2 e Live, eu acredito na Humanidade. Essas coisas todas. Sou idealista. Ainda acho que eu posso ajudar em alguma coisa boa pro mundo.

Eu sei… Tô fudida, mas eu acredito. Eu vejo meu futuro ideal bem simples. Por sinal, eu acredito na simplicidade também, que se todo mundo buscasse a simplicidade todo mundo teria menos problemas psicologicos, que a maioria das coisas que nos incomodam não são reais.

Mas, vamos ao meu futuro. Eu me vejo no futuro trabalhando em alguma coisa socio-cultural. Levando cultura pros necessitados, e não só os economicamente necessitados, e sim os culturalmente necessitados (tipo o Brasil inteiro, que não consome cultura). E isso porque eu acredito que a cultura é um ótimo agente de mudança social, melhor, por exemplo, que o esporte, que parece ser o único agente de mudança em que o Brasil acredita. Então, no fundo eu estaria trabalhando com mudança social, no campo da psicologia mesmo. Psicologia Social. Eu estudo desenvolvimento sustentável porque eu acredito que um mundo sustentável necessita de uma revolução para existir. Uma sociedade de neuróticos nunca será sustentável. A mentalidade tem que ser reformulada aos poucos, a cultura, pra mim, é a maior benção da raça humana, é o que provocou a maior parte de sua evolução (o resto foi a maravilha do polegar opositor =D).

Bem, mas, vamos voltar aos aspectos práticos. Eu não quero trabalhar para ser rica. Eu quero ter tempo. Eu quero poder escrever. Eu tenho “filhos” a entregar para esse mundo. É mais ou menos como pegar todas as minhas ideologias, enfeitá-las com histórias divertidas e entregar para o mundo e ver se o mundo gosta. Minhas maiores ambições são para eles. Meu trabalho social, por exemplo, não precisa ser globalmente revolucionário (embora eu e meu ascendente leonino tenhamos uma tendência a pensar tudo grande ). Meus livros eu quero que atinjam o mundo inteiro. E deve ser por isso que eu procrastino forever com eles. Eu acho que não escrevo bem o bastante e, como toda boa procrastinadora, não aprendi a parte do esforço intelectual porque antes o aprendizado todo me era bem fácil.

Mas, eu juro que eu estou tentando.E também confesso que somente produzí-los já me causaria uma satisfação imensa.

E, por último, o não menos importante aspecto familiar. Eu posso muitas vezes fingir que sou mulher moderna, dizer que nunca vou ter filhos, mas eu não engano ninguém. Eu quero casar e ter filhos, e quero cuidar dos meus filhos e o pai que se estresse em lhe dar recursos monetários e intelectuais, porque eu pretendo me focar em formar pessoas emocionalmente saudáveis e íntegras. Pessoas que tenham a capacidade de desenvolverem seu potencial, porque eu sou prova viva de que não adianta nada ter super potencial se você não sabe como desenvolvê-lo. Eu quero muito ver como seriam filhos meus. E, sinceramente, não quero ser mãe solteira. Não me vejo conseguindo fazer isso sozinha. E uma coisa que eu tive e que quero que meus filhos tenham porque a sociedade de hoje tende a pensar que é algum conteúdo de contos de fadas, é um casamento sério, que dure, baseado em parceria, cumplicidade e amor, não a paixão desmedida que muita gente acha que vai ter pra sempre.

Trabalho sócio-cultural, família estável e arte. Parece simples, mas às vezes eu acho que eu quero demais e que está tudo longe…………

Artemisia Sustainability Challenge

Padrão

Artemisia Sustainability Challenge

Gente, eu estou apaixonada. Sabe quando um monte de coisa que você se interessava e pareciam nunca conseguir se conectar, de repente, começam a formar um todo? Quando você finalmente monta uma parte boa do quebra-cabeças?

O ASC é um desafio do qual estamos participando na AIESEC e que procura soluções inovadoras para casos de empreendimentos sociais que também sejam sustentáveis, ou seja, gerem renda própria. Claro que esses empreendimentos todos são voltados ao desenvolvimento sustentável e socialmente saudável de todas as formas possíveis. O período de capacitação está me dando coisas que eu sempre gostei de estudar e ler sobre. Em um dos textos que eu tive que ler para discutir na nossa primeira reunião, havia um texto da Lala, que foi a mediadora da oficiana de Economia da Cultura que eu fui lá em Bsb. E que amei…

Acho que Júpiter está bem alinhado no meu mapa ;D

Personal Timing

Padrão

Personal Timing

Eu ando em uma situação em que parece que finalmente muitas coisas andam se encaixando na minha vida. Desde meus planos para o futuro até meus relacionamentos passados, incluindo os familiares. De uma forma parece que eu estou voltando a ser a pessoa que eu era antes, voltando a procurar uma vida espiritual, a saber o que quer e ainda aprendendo a ter mais que a UnB e a casa como obrigação.

Mas, vamos com calma né? Ainda estou aprendendo, por isso, o estresse ainda precisa ser manejado. Não consigo pensar em qualidade de vida quando você só trabalha e estuda. Pra mim qualidade de vida inclui também uma produção totalmente prazerosa, como escrever, e prazeres absurdamente passivos, como ler e ver seriados (já falei da minha quinta-feira). Inclui casa mais organizada, evitar brigas, saber o que exatamente te incomoda e brincar com sua gata maluca um tempinho.

Aí, por isso, resolvi ser brega mesmo e ando consumindo, não com o mesmo ímpeto que The 4400, textos sobre Gestão de Tempo. Na internet. É. Altas coisas óbvias, mas ando achando pelo menos umas orientaçõezinhas básicas. O único problema é que eles costumam ser voltados só pra vida profissional e eu já fiz uma lista para cada área da minha vida. Espiritual, anímica, mental e física.

Incrível como a mental é ativa e a física é completamente negligenciada, a espiritual desapareceu e a anímica anda totalmente confusa.

Então eu defini diversas prioridades para cada uma, tentei deixar minhas metas baixas porque estou no começo de uma vida adulta aonde existe mais que a Unb (minha bolha encantada no meio da ilha da fantasia (l)), e, principalmente, tentei definir ações concretas e simples para podermos marcar se a fizemos ou não.

Eu meio que estou aprendendo isso com a AIESEC porque lá a gente tem que fazer planos de carreira e entregar pro nosso coach. Chique. Meu marte em virgem quase pulou de emoção. E minha nova amiga taróloga, a Carol, falou que eu deveria amar esse marte e dar mu-ui-ta atenção pra ele.

Minha lista de ações ficou um pouquinho grande e meu estresse quase me deixou com uma presão sanguínea saudável, mas eu respirei fundo e passou. Estipulei prioridades e agora só falta eu fazer uma agenda. Com deadlines. Até tal dia, fazer isso. E então, passar para aquela outra fase. A agenda diária eu resolvi fazer toda noite. Porque não dá muito pra planejar a semana, sendo que minha vida ainda é um pouco estranha. Com viagens e algumas surpresas apontando sempre. Eu posso estipular algumas coisas que eu tenho que fazer na semana, mas esse objetivo tem que ser um pouco flexível.

É a história do viver um dia de cada vez…

A separação das áreas foi bem astrológicas, com a diferenciação que a água ficou só no espiritual. Minha terapia emocional está sendo isso tudo. E a cada dia uma coisa desponta, uma descoberta sobre coisas que antes eu achava que eram forças misteriosas que simplesmente me erguiam e me faziam agir como uma louca que foge de alguma coisa invisível. Parece que meus esqueletos resolveram sair do armário por conta própria. E eu ando lidando bem com eles, como se eu sempre soubesse que eles estavam lá.

A dificuldade é que eu nunca soube qual esqueleto causava o quê. Agora que eu sei, fica fácil de lidar.

Porque, bem.. é só um esqueleto, sabe? Não tem lá muita força….

Padrão

Roupa Nova

Gente, não aguento. Enquanto eu não fizer um curso de webidesáine, ali na Microlins (ha! breguérrimo) vou ter que viver desses templates pseudo-modernos, que eu acho chique, básico e fofo, mas que a maioria dos meus leitores não gosta muito. Deve ser porque a letra é pequena e porque não tem muito espaço entre os posts… Mas eu gosto é assim…. Odeio os templates do blogger e acho que existe uma diferença entre simples e tosco.

É. Pronto. Divirtam-se com o cafézinho, porque eu estou voltando a tomar café feitolouca. E sou feliz =)

E Gilmore Girls finalmente chegou na parte da última temporada que eu ainda não tinha visto. Quinta feira não existo mais. House, Gilmore Girls e CSI, cada um em um canal.

What Goes Around Comes Around

Padrão

Hoje minha bolsa desapareceu. Havia mais de 300 reais lá, sendo que apenas 60 eram meus. Eu desesperei. Chorei. Fiquei paralisada. E a primeira coisa que me veio à cabeça foi que eu não afanei o i-pod de 60 gigas que apareceu na minha mão, eu dei para o professor mandar pros achados e perdidos, devolver pro primeiro desesperado que aparecesse.

Alguém havia achado minha bolsa e, nem encostou no dinheiro (visível na bolsa externa lateral) e guardou na salinha do zelador do prédio.

Isso se chama lei kármica….

=)