Arquivo mensal: setembro 2007

Programa de 12 Passos

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12 passos não bem delimitados ainda. Como nunca encontrei o MADMA (mulheres que amam de menos anônimas) ou o Fobia a Compromisso Você pode Vencê-la! Fiz eu mesma, durante uma certa parte da minha vida, meus próprios passos de recuperação em busca de uma maturidade emocional plena e de casar meus desejos de “ter alguém” com meus atos que sempre foram de “ter ninguém”.

A primeira coisa que uma mulher com fobia a compromisso tem que entender é que ela tem um problema. Na verdade, mulher com fobia a compromisso tem vários problemas. Homem acha legal ter isso. A maioria já nasce com isso. É algo cultural e fácil de se diagnosticar. Eles não têm vergonha, eles se acham cool e eles vivem querendo acreditar que são ilhas até que alguma mulher os lace quando eles já estão cansados de ter que caçar o sexo de cada dia. Toda noite.

Já mulher não tem isso. Muitas mulheres com fobia a compromisso não sabem o que têm. Dizem para si mesmas que é óbvio que elas querem encontrar alguém para amar, ninguém mais nesse mundo de meu Deus quer é só que… Não tem nada muito interessante. Ou senão, nenhum dos homens com quem eu fico presta. Meus relacionamentos por algum motivo não vão para frente.

Então vamos ao primeiro passo. Imagine-se casada. Imagine-se com filhos. Imagine-se tendo pessoas dependend0 de vocês. Deu falta de ar? Bem vinda, colega. Por sinal, alguém depende de você nessa vida? Alguém poderia depender de você mas você fez de tudo para essa responsabilidade cair sobre outra pessoa? Você que cuida do seu cachorro, gato, periquito, papagaio? Alguma coisa demanda que você tenha uma rotina? Você cumpre essas demandas com gosto? Quando não pode tem vontade de compensar? Não para todas? Bem vinda colega!

Você sente uma certa dificuldade em manter alguns hábitos? Por quanto tempo seu programa favorito se manteve nesse posto? Pouco tempo, né? Então, bem vinda. Você mantém o hábito de se interessar por moços comprometidos? Você já teve muitos amores platônicos? Você acha difícil demais se interessar por pessoas? Você treme quando alguém te conhece a pouco tempo e diz que você é linda, maravilhosa e encantadora? Você sente uma angústia suprema quando o mocinho te diz aquelas palavrinhas mágicas eu- te -amo?

Passado o primeiro passo, pare de chorar e vamos para o segundo. Segundo passo: Seja leal a alguma coisa estúpida. Quando digo leal não quero dizer que você é uma cachorra que sai traindo seu namorado. Mas, você bem pode ser. Eu não consigo namorar, porque provavelmente passaria mal ao trair. Na verdade, já passo mal quando alguém depende de mim. Nunca cheguei a algo tão profundo. Meu caso é grave. Quando eu digo leal eu digo constante, comprometida, faça como minha Alma Gêmea, continue vendo Naruto mesmo quando está uma bosta. Se apegue àquele aparelho eletrônico velho não porque não pode comprar um novo, mas porque você ama o dito cujo e ele precisa de você (ai!). Meu segundo passo foi com celular. Assim que eu entrei pra Tim eu me prometi ficar nela forever. Mais porque não tinha muito mais para onde ir (já que não suporto a Claro e quero que a Vivo exploda) do que por uma questão de crescimento pessoal. Mas, resolvi me aproveitar da situação. Eu prometi ficar na Tim always, resolver de uma vez qual marca de celular eu gostava (Nokia) e me manter nela e manter meu aparelho por mais de um ano, de preferência por quase dois anos.

Meu segundo passo está sendo um sucesso. O engraçado é que esse é meu primeiro celular sem nome, mas é o que eu mais amo. Consegui me manter fiel a uma companhia telefônica (por mais que já tenhamos brigado e discutido a relação umas várias vezes), a uma marca de aparelho (Nokia, não me decepcionou nenhuma vez, algo que me faz ter esperanças de que talvez o namorado perfeito exista =D) e a um aparelho em si. Então, esse foi o compromisso que honrei com uma coisa estúpida.

Bom, mas, compromisso com essas coisas estúpidas é fácil. Elas não precisam de você para sobreviver. Sim, o terceiro passo é isso mesmo que você está pensando. Arranje um bicho de estimação. Se você acha que bichinho é demais, ou você mora sozinha e não pode fazer esse papel, o mais próximo do maternal que você talvez seja capaz de chegar, compre uma planta. Mas, não vale cactus. Até Gigi cuida dum cacto. Compre um bonsai, que é cool e você sobreviveu esses tempos fingindo que era cool, mulher moderna, bem resolvida, que se bastava (mentiiira). Bonsais têm suas delicadezas mas também não são aquelas plantas dispendiosas. Eu já tive um. Fazia aquele sucesso. Obviamente consegui matá-lo na seca de Brasília no meu apartamento onde a luz do sol não entrava e 90% das pessoas fumava. Mas, ele teve seus dias de glória e hoje eu sei que um bonsai pode sobreviver a mim.

Meu terceiro passo foi Gigi. Nome de batismo Angela Davis. Uma gata preta, mignon, magrinha, pretinha básica, que tem algum contato com traficantes do prédio porque ela parece que está sob o efeito de estimulantes o tempo inteiro. É igualzinha a um viciado, quando não tá alucinando com uma caneta, com alguma coisa invisível ou com o próprio vento, está dormindo. Ou se deleitando com Paulo Francis, meu ursinho de pelúcia. Gigi depende de mim. Tudo bem que sempre que venho pra Brasília minha irmã olha ela um pouco. Mas, quem cuida de Gigi sou eu. Eu sou a mãe. Eu que levo os arranhões quando ela tem que tomar banho. Eu que não saio de noite depois de passar o dia inteiro fora porque Gigi ficou o dia inteiro sozinha na área de serviço. Eu que tropeço nela quando saio do banho porque ela ficou me esperando na porta do boxe, eu que limpo a caixinha de areia dela, eu que tenho que ligar pro veterinário da UNIP assim que eu chegar em Goiânia, eu que briguei com ela enquanto tava tentando limpar o ouvido da pobre coitada. Meu quarto que é o mais destruído da casa porque eu tenho dó dela ser gata de apartamento e deixo ela fazer do meu quarto o seu playground.

Cara, vocês não têm noção do nível elevadíssimo de compromisso que isso é pra mim. Estou fazendo planos de deixar ela em algum lugar aqui quando eu vier pra Brasília pra ficar mais tempo, só pra Gigi não ficar sozinha demais já que a Jade fica fora de casa o dia inteiro.

Quarto passo: Comprometa-se com um ideal, uma área de estudo ou um conceito! Ha! Aposto que você, como eu, é cheia de ideais, quer salvar os golfinhos, as baleias, os meninos de rua, os 4400 (=~~). Aposto que se amarra na sua profissão. Algumas pessoas usam a área que abordamos no quarto passo como escape. Mulheres workaholics, independentes, que não podem se dar o luxo de se comprometer com um gatinho… Nhé. Não me engana não. Mas, só pra vocês terem uma idéia do nível da minha doença, eu sempre sonhei ser como você, mulher man eater, agressiva no trabalho, que mergulha de cabeça em um projeto e um ideal. Pff. Consigo não. Quer dizer, consigo sim. Pensamento positivo, tipo ensinaram no Segredo (argh, eco, ew!). Não costumava conseguir, sabe? Ando me aprimorando no quarto passo. Resolvi me manter na Psicologia (talvez porque a carreira diplomática é isso, uma carreira, um bando de passos que
você tem que trilhar, um processo ao qual você tem que se comprometer…), resolvi psicologia Social, resolvi laboratório deambiental. Aí entrei na AIESEC e vou me comprometer com algo concreto (afinal de contas nunca traí o Tom Cruise, nem o Brad Pitt e muito menos as duas dúzias de personagens que chamo de marido, namorado, queridinho e etc. Quer dizer, pelo visto, traí sim, né? =/), vou gastar dinheiro (=~~), mas também vou me beneficiar com o processo, eu planejei um futuro, eu me meti a me preparar pra fazer mestrado (juro que me acalmo dizendo pra mim mesma que eu ainda posso fugir =D~). Mas, então, pelo menos eu fui com a vontade suprema de me comprometer (palavra maldita) e quando eu disse na entrevista pra AIESEC “Eu estava procurando algo ao qual me comprometer e achei a AIESEC” não falei só porque é uma coisa tubonita de se falar em entrevista (fica aí a dica).

Nesse caso, como vocês podem ver, eu especifiquei uma área e fiz um projeto mas ainda tem muita coisa aberta e flexível. Primeiro porque controlar a vida é uma coisa meio difícil, um troço que aprendi com a minha família, segundo porque uma coisa que mulheres com fobia à compromisso tem também uma necessidade de controlar tudo e, como elas sabem que controlar um ser humano é foda, preferem não enfiar um na vida delas.

Meu quarto passo ainda está meio em andamento. O quinto, já entra numa questão mais voltada ao alvo do nosso programa: Comprometer-se com um ser humano. Para algumas mulheres, do sexo oposto, o que não é fácil, porque, por mais que mulheres com fobia a compromisso sejam mulheres com algumas características tipicamente masculinas, ainda somos mulheres, ainda temos o nosso modo de agir e pensar. Que é bem diferente do deles.

O quinto passo seria se dê a chance de provar que você estava errada. Essa é horrível, mas o pior que pode acontecer, se você pensar bem, é você provar que estava certa. Que é algo bom pra caralho. Não me entendeu? Exemplos pessoais. Nunca ficaria com um amigo, seria estranho. Fiquei. Check. Tava certa. O tal do papo “eu tenho um amigo pra te apresentar, com certeza vocês vão se dar bem”. Gentch! Quando eu fazia segundo grau, isso aparecia nos meus pesadelos. A galera apresentava o cara e saía e eu ficava lá erm… então…tchau. Porque simplesmente eu achava a situação ridícula. Graças a Deus eu cresci e meus amigos também e ninguém mais sai correndo, mas, eu nunca aceitava esses tipos de set up. Aceitei. Foi ótimo. Não deu certo, também não deu errado. Faria de novo. Check! Conhecer um total desconhecido com quem você esbarra em alguma ocasião, tipo as coisas que você vê em Sex and the City… Erm.. Tá, exagerei. Ainda não sei no que vai dar, posso sair correndo e cancelar tudo a qualquer momento, não esqueçam de checar se eu estou viva amanhã. =D~

Então, a não ser que vocês sejam tão loucas quanto eu, o pior que pode acontecer é você descobrir que estava certa esse tempo todo e continuar com aqueles pré-conceitos com os quais você vivia tão bem. Agora, se vocês forem tão loucas quanto eu… Quero nem pensar no pior que poderia acontecer.

Ainda estou parada nesses passos. Tenho que me provar ainda um bando de coisas que eu usava como defesas supremas e ainda tenho que passar no teste do me comprometer a um ideal, uma organização, uma coisa maior que eu. Gigi vai muito bem, obrigada, meu celular é fofo, eu e a Tim ainda estamos resolvendo nosso último desentendimento, eu ainda não fugi da idéia de fazer mestrado. Mas, eu ainda estou batalhando contra o meu maior vício: Amores platônicos (l). E séries de tv, claro… Quando estiver em um trabalho fixo e namorando sério. Aí, estarei curada!

Mas, pode rolar mais uns sete passos até lá.

Ah, e se você gostou do nosso programa de passos, siga-o! Se você tem idéias para mais passos, diga-nos! A equipe Casa de Espeto vai adorar ouvir suas sugestões! Agora, se você acha que seu namorado, ou o carinha distante e fechado por quem você está apaixonada poderia se beneficiar com o programa, cuidado, esse programa foi feito para mulheres (principalmente aquelas que não se imaginam sendo mãe sem existir alguma catástrofe relacionada) e pode não funcionar com homens.

E também não me venham mandá-los vir conversar comigo. Homens comprometidos ou distantes foram e são, minha defesa suprema contra o tal do compromisso (relações seguras) e eu não ando afim de recaídas. >D~

P.S: Não me levem a sério…. Ou melhor… Levem sim. ;*

Crazy, Crazy Life of Mine

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Coisinha diz em seu último post: “ando com tanta coisa para dizer que no final não consigo dizer nada” É mais ou menos o que anda acontecendo comigo. Quantas vezes já sentei para postar alguma coisa aqui e n-a-d-a? Muitas.

Verdade é que minha vida anda mudando rápido em uns aspectos, devagar em outros e o calor anda me castigando mais que o necessário. Junta-se a isso a inclinação que os seres humanos têm em usar seus impairments como desculpa para fugir daquilo que não suportam. Eu, por exemplo, depois que descobri que todos os meus ataques durante os dias mais quentes do ano (quem sabe da década? Ou do século?) não são em vão, que eu tenho uma pressão sanguínea baixíssima, um coração que bate 54 vezes por minuto e uma possibilidade muito grande de que, quando eu sinto que vou desmaiar a qualquer momento andando nesse calor ridículo, não é drama, é fato. Aí gente, aí que eu não saio mais de casa nesse sol mesmo! Essa coisa violenta que tá me assando enquanto eu estou bem protegida na casa do Dani, não vai incindir sobre minha cabeça enquanto desço pra UnB de jeito nenhum! Depois que a chuva chegar, o tempo esfriar e esse sol ridículo parar de brilhar tanto, aí eu corro para pesquisar tudo que eu tenho que pesquisar lá na BCE.

Por enquanto minha vida anda nessa luta básica entre opostos (nem um pouco complementares). Faço matéria de mestrado como aluna especial (Planejamento de Pesquisa), toda quarta feira de manhã. Ainda moro em Goiânia (sim, me arrasto pra Brasília toda terça e volto quarta à noite ou quinta de manhã). Paralelamente ando tentando (viram que eu frisei o tentando né?) estudar psicologia ambiental para delimitar o que diabos eu vou fazer da minha futura dissertação de mestrado.

Também acabei de entrar pra AIESEC, e já entrei participando de desafio, já me colocaram exatamente onde eu queria ficar (fe-liz =D), já tenho que ir para uma chácara em trindade sábado de manhã, participar de festa com direito a fantasia (segundo o email o lema da organização é work hard and play even harder) e tem mais por vir no feriado de Outubro.

Ainda trabalho no meu esquema freelancer lá no CIPPE. Participei de curso de Orientação Vocacional esse fim de semana. Continuo pobre e continuo fazendo coisas que pessoas na minha situação não deveriam fazer. Mas, fuck off.

Até hoje não revelei meu primeiro filme fotográfico. Acho minha câmera digital ruinzinha demais. Já li o livro de fotografia inteiro. Quem sabe não leio uma outra vez pra ver se substitui a prática? =D

Ainda não sei como voltar pra Brasília. Dei um tempo de procurar emprego desesperadamente desde a entrevista na embaixada da Índia. Sei lá como que eu vou fazer para fazer mestrado e trabalhar ao mesmo tempo. Mas, o mestrado mesmo é só ano que vem.

O resultado disso tudo é que ao mesmo tempo em que eu estou animada, eu estou exausta. E essa última semana eu consegui ver duas temporadas de The 4400 em dois dias. Ando sofrendo de crise de abstinência por não ter passado ontem ou hoje vendo a terceira temporada. Estou pensando em alcançar a Universal até sexta feira e me condicionar a ver um episódio por semana. Mas, o problema disso tudo é que já existe a quarta temporada inteira pra baixar e eu sou maníaca.

Penny Lane também tem um fascículo pronto e outro já pensado, mas, toda vez que eu resolvo fazer alguma coisa, são tantas coisas pra fazer, que eu acabo não fazendo nada.

Eu vejo The 4400 =/~