Arquivo mensal: julho 2007

Sweet Chaos

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Sabe esse negócio que tem aí do lado? Esse espaço onde a gente coloca links e tals? É, esse aí. Olha lá embaixo. Tem os livros que li, estou lendo e lerei. Juro que não tenho a mínima idéia do porque fiz desse jeito. Tipo, sempre gostei de pôr os livros que estou lendo e vou ler porque, primeiro, me lembra das minhas pretensões e me dá um pouco de foco. Senão eu saio lendo tudo. Um parágrafo aqui, outro ali. Aí vocês olham pra essa foto aqui embaixo e percebem o tanto que eu estou perdida se eu não tiver um minimozinho de foco.

Sacou o drama? Essa é a estante do meu quarto. Por sinal, tá uma poeira só. Vou limpá-la hoje. A preguiça reina demais, mas sou um ser humano que tem limites para aguentar um quarto bagunçado hoje em dia. Faz quatro dias. Acho que chega.

Então, foco.

Outro motivo pelo qual faço isso aí é porque aí eu posso comentar os livros que li e estou lendo e tals e vocês não ficam tão perdidos, porque os nominhos aí têm links pra wikipedia e afins e tudo mais.

Terceiro demonstro pra vocês que eu sou inteligente demais!

Mas, então. Adianta nada. Tipo, não estou lendo Crime e Castigo. Não porque não seja capaz, afinal, livro preferido de 90% do orkut não deve ser tão difícil de ler. Problema é que Dostô é escorpiano demais pro meu gosto e eu gosto de limites. Vai saber expressar o tormento de uma alma assim lá na Sibéria! Não é momento, sabe?

Toda vez que li dostô eu tava numa nize. Quando li Memórias de Subsolo chorei demais porque identifiquei os sentimentos deprê, mas tava assim, naquele momento em que tá tudo em paz, embora uma semana atrás tava tudo destruction mode. Eu diria que era um momento seis de espada, assim, tarologicamente falando. Eu não estava assim, no exato momento em que a vida está horrível, e mais numa filosofia “shit happens, so, whatever, dude“.

Quando eu li O Idiota, cara, tava bem demais! Nunca fui um ser humano tão focado e in action na minha vida. Fazendo Curso de Verão, depois de sofrer hiper decepção, fui super madura e me disse: Te dou uma semana pra ficar chateada e depois vamos resolver essa parada. Passei uma semana sendo best friend da Tyra ( vendo American Next Top Model e acumulando sabedoria) e comendo. Depois, bicho, fiz as matérias de Verão, comecei meus estudos pro IRBr e ainda comecei minha reeducação alimentar que me fez perder nove quilos! Dos quais só voltaram para visitar dois (e já estão sendo expulsos).

Momento sublime do equilíbrio emocional.

Já hoje, não é que toda minha maturidade tenha ido para sempre junto com meus nove quilos, mas é que assuntos mal resolvidos estão sendo resolvidos na marra e aquele momento sublime da vida de quase todos os recém formados. “E aí? Faço o quê agora?” Procurar emprego, viver em casa de mãe, ganhar pouco, estar a família inteira numa pindaíba de dar dó (ontem ganhei a disputa com a minha irmã. Ela tinha doizão, já eu tinha oitenta e cinco. Centavos. Mãe, A rica mór, tinha cinco conto.). Além daquela situação bo-ni-ta de, “Futuro? Sei não. Só a Deus pertence, né não?”

Vou ler a profunidade da culpa do cara que resolve cometer um crime? Toda aquele tormento, todos aqueles bandos de pensamentos que se passam em um imenso parágrafo na mente neurótica do personagem principal e na do Dostô? Não, filha, vou ler Buda que é o que mais seria recomendado…

Aí, na verdade estou lendo Erich Fromm. E rola, antes de acabar de ler o livro (que é tão demais que eu to grifando as frases), aquela vontade imensa de sair comprando no sebão todos os outros. Que bom que a chefa me emprestou outro dele que tem um título escrito bem grande assim “Ter ou Ser?” aí eu me toco de que nem acabei O Medo à Liberdade ainda. Mas, preciso demais TER e SER A Arte de Amar!! Dezesseis legais e eu consigo comprar. Só vou pagar um mês da Renner!

Minhas prioridades me deixam maravilhada! Já contei pra vocês que eu morro de saudades da época em que eu podia escolher entre comer ou comprar sapato? Comer ou tomar ceveja? Morro!

Pobres dos meus amigos, pagavam o pato. Mas, não, muitas vezes a UnB levava meu dinheiro em livro e xerox. Não era só peruagem não, na maioria das vezes, quando eu peruava, comprava umas comidas tosks e vivia delas. Tipo, almoço de pobre todo dia. Arroz, ovo frito, tomate com azeite e uma banana. Nossa, bom demais. Ou uma macarronada que durava semana.

Thiago odiava me ouvir falar pela quinta vez que eu ia comer macarrão com salsicha e me levava pra comer comida de vegetariano. Nossa, coração até amolece de saudades.

Mas, então. Foco. Antes do Erich Fromm, li Harry Potter, obviamente. Erich Fromm chegou embrulhadinho via estantevirtual no dia exato em que fique sabendo do bafão que Harry potter tinha vazado. Como que fica tranquila e vai ler outra coisa? Não, não. I go through the distances, lembra? Pelas coisas e pessoas que eu amo. Destruo meus nervos ópticos! Lembram?

Aí Os Cisnes Selvagens que seria a próxima leitura e que eu já comecei, vai ficar não sei pra quando. Porque agora tenho que ler muitos livros de Psicologia pro concurso da Eletrobrás e quero ler o livro de gestão cultural que comprei também e fazer o projeto do site dos Imaginários que eu acho que rola muito de fazer e conseguir uma verba. E tenho que arrumar o projeto de Pacífica e dos Caçadores de Informações, fazer um mini roteiro e quando sair edital do MinC pedir verba pra comprar a alma de um desenhista. E tenho muito que aumentar a frequência de traduções do GVO Português . E tenho que ali arrumar meu quarto.

Mas, então, como o Casa é super minha casa e por ser minha casa vive passando por momentos de caos e arrumação, caos e arrumação (Marte em Virgem luta sozinho nessa vida, sabe? Contra um bando de planetas amontoados na terceira casa e apoiados pelo Sol. Marte em Virgem só não desiste porque está na primeira casa e é brasileiro e não desiste nunca). Eu estava qui pensando em ter um ooooooutro blogue. Um mais… Profissional, sabe? Acho que essa minha incursão no GVO Português me fez ver o tanto que um blogue pode ser sério e o tanto que isso pode contribuir pra alguma coisa, nem que seja aos poucos, indo pelas beiradas, mas contribui.

Aí o Casa continua sendo o espaço onde eu faço textos à toa, e a Marina vem e fala que tem português errado e me consola dizendo que eu não emburreci, só preciso de foco (constante na minha vida, héin?). E o Casa fica sendo meu espaço livre, enquanto no outro blogue… Não, eu não vou escrever só textos sérios, mas vou tentar fazer uma coisa espontânea de menos, por assim, dizer. Uma coisa em que eu preze mais pelo entendimento do leitor. Onde eu posso fazer colunas, onde posso fazer textos sobre os livros que leio e onde posso enfiar uns projetinhos de escrita que vivo tendo e que toda vez que penso em fazer no Casa, acho que não tem nada a ver.

Mas, então, será? Porque aí vou ter três blogues e vocês sabem o quanto a palavra constância é uma coisa estranha pra mim em termos de escrita. Mas, eu estou progredidndo, Penny Lane já tem dois fascículos prontos e um começado, os prontos só esperando uma revisãozinha. Quando a história da minha filhota acabar, usarei o espaço para enfiar contos, principalmente contos dela. Vai ser muito divertido.

Marte em Virgem gosta muito de separar as coisas, e organizar e dizer “Você se expresse à vontade aqui, trabalhe aqui, crie ali. Agora, todo mundo fazendo seu cronogramas, vamos parar de jogar papelzinho aí no fundão? Ó o respeito, né minha gente!” E como meu mapa astral é meio idêntico a uma sala de aula dos “alunos problemas”, com um bando de planetas metidos a intelectuais autônomos, uma vênus super man eater, uma lua super eu quero ser original e um plutão eu-sou-o-cara-atormentado-e-creepy-do-fundão, o Marte tem que fazer um esforço dobrado.

Eu acho que seria legal… Eu acho que eu poderia me esforçar… E eu acho que algum amigo legal webdesigner poderia fazer template pra todos eles. =)

Bem, projetos. Vou planejá-los com atenção. provavelmente vou fazer o planejamento aqui. Aí vocês vão ver o tanto que eu sou original. Planejo numa espécie de caos criativo e faço o brainstorm mais organizado do planeta.

Lua em Aquarius, gente, aprende aí.

E Se Eu Fosse Brega

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Meu perfil no orkut seria assim:

Luazinha

quem sou eu: uma pessoa como qualquer outra e como qualquer outra, muito especial. Amo minha família e tenho os amigos que pedi a Deus. Sei demaaaais que lá em cima estávamos todos os dias planejando as farras de se acabar que faríamos aqui embaixo. Amo minha vida, amo todos ao meu redor. Acho que o amor é a dádiva que faz nossas vidas continuarem e permanecermos todos juntos. A união faz a força, galera! Não gosto de solidão, de injustiça e nem de falsidade. Gente hipócrita e que não é de bem com a vida deveria morrer. Minha filosofia é sinceridade sempre!! Gente, sinceridade é o essencial. Odeio mentiras. Adoro bichos, minha pretiiiinha linda, olha lá o perfil dela nos meus amigos, ela é A amiga! Adoro dançar e me divertir. Não gosto de ficar down! É isso: uma menina-mulher sempre de coração aberto e sorriso no rosto!

Beijos no coração de todo mundo!!!

Esportes: faço academia sempre. Esporte é vida.
Paixões: Minha família, meus amigos. Minha vida!
Atividades: Estudo enfermagem e adoro sair com os amigos. Faço trabalhos voluntários também.
Livros: Tolstói, O Código da Vinci, O Pequeno Príncipe, Platão, Violetas na Janela.
Música: Gosto de todos os tipos de música. Sou uma pessoa super eclética. Aberta a toos os tipos.
Programas de TV: Jornal Nacional, Globo Repórter, Fantástico, A Diarista, Big Brother – Vai Alemão e Siri!
Cinema: Cidadão Kane, O Código da Vinci, Beleza Americana.
Cozinhas: A da minha mãe!

Notas: Adoro livros e cinema no perfil de gente brega. AMO! Primeiro tem aquela coisa que ela diz, que é incrível como todo mundo lê tolstoi, dostoievski, enfim, autores russos. É chique demais ler autores russos. Meu eu brega na verdade só gosta de Violetas na Janela, que a tocou profundamente, já leu cinco vezes, porque ela gosta muito de ler, é intelectual. Ela leu o Código da Vinci não, ela viu o filme, mas diz que leu. Então né, Código da Vinci é tuinteligente. Aquelas teorias sobre Jesus ter amado uma mulher de verdade, tuprofundo. É muito bom, aí ela coloca como filmes que ela viu e gostou, já Uma Linda Mulher, ela acha que é meio demais, mas na verdade ela ama.

Cidadão Kane é que nem o Platão lá que ela pôs nos livros. Teve umas aulas na faculdade que falaram deles. Sabe, umas aulas que nada tinha a ver com o curso de enfermagem, mas ela fez porque é intelectual.

Na verdade, cara, não é não, fora do orkut meu eu brega tem muita noção da vida, ela fez porque se amarra em cara metido a intelectual de óculos, adora um pseudo-atormentado e tinha um lá que era demais, por trás daquela carinha de intelectual havia um HOMEM ali, ela sabia, aí ela põe esses negócios aí que é pra fazer uma média. Tem que fazer auto-propaganda, ela não vai falar no Orkut que o único livro que ela gosta é Violetas na Janela e na verdade ela acha versão de cinema super melhor que os livros porque “uma imagem vale por mil palavras”.

Aí, Beleza Americana. Adoro. É um clássico de quem acha que é cult. Todo mundo se amarra. É super profundo. Gosto do filme, mas tenho muita implicância de quem começou a fingir que o filme transformou a vida deles e saem por aí falando “é só um sofá!”. Affe.

Minha foto seria assim, um photoshop básico, com efeito, e os truques que eu aprendi no American Next Top Model. Olhando meio pra baixo, um braço como que se abraçando. Na verdade, se você olhar pelo jogo de sombras, vai ver que eu estou pelada. E vai ter umas coisas marimoon old school assim, no álbum de fotos. Umas borboletas no canto, umas poesias, umas molduras, uns emoticons. Fiz curso de photoshop na Microlins e papai me deu uma câmera digital com tupixel.

Aposto que eu ia abafar!

Aí, os depoimentos. O da Bianca ia ser assim:” Menina incrível essa Luana viu, nunca vi alguém tão carinhosa, legal, sincera. Ela não é egoísta, é sempre os amigos em primeiro lugar. Um poço de equilíbrio, amor e compaixão. Tiamo amiga!”

O da Lud já seria mais animadão: “Minha amiga das faaaaaarrras e da cervejada. Gosto demais! Não tem night que não arrepie com essa menina junto! Tristeza, tô fora! Best friend foreeeeever!

Chão! Chão! Chão! x) “

O da Deborah: “Pitelzinho! E ae gata, a boa da hoje, é aonde você estiver, héin? 😉

hahahahhaa

Brincadeiras à parte, a Lua é a conselheira maior. Um poço de solidariedade, aquela que abraça o mundo e faz todo mundo feliz. Te adoro demais amiga-irmã. Beijo no seu coração grande e lindo.”

Porque a Deborah, no meu mundo paralelo brega, não vai ter vergonha de publicar as cantadas de pedreiro que ela me dá.

O da Marina. Uai, o da Marina ia ser um que ela já me fez! Porque a MArina também sabe demais ser brega. “Estranho seria se ela não fosse minha amiga. Porque afinal eu só gosto de gente que nem ela.Quem conhece a Luana sabe que ela é uma mulher batalhadora, não tem medo de obstáculos, uma mulher guerreira. Solidária, companheira. Ela faz o bem sem olhar a quem, não guarda nenhum rancor e sabe perdoar.Enfim, um exemplo a ser seguido por todas as mulheres desse meu amado brasil.”

E o do Marcus seria.: “Uma gata, roubou meu coração, me deixou doidão.”

Porque o Marcus era meu ex namorado malucão….

O Sobrenatural de Almeida, deixaria: “quando vamos assar esse leitão?”

E eu acharia zéguizi. Tipo, mó tesão num doido desbocado. Sobrenatural de Almeida é meu amante já faz uns três namorados.

Ah, e fora do Orkut, quando a Lud me ligasse, o toque ia ser um Ivetão cantando: Ou seja, cerveja!

Os Truques de Lua

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Lembrei demais porque sou mulher moderna, sofisticada, que acha que quem nasceu pra forno e fogão é homem. Acho que a submissão feminina combina com cozinha. O homem decide o que fazer, o homem escolhe os ingredientes, o homem cozinha. A mulher serve vinho pro maridinho, ajuda a picar as coisas, dá uns apertos e uns beijinhos nele pra ele se sentir “o bom” (e continuar pilotando o fogão).

Acho lindo. Por que? Tem vários motivos…

Primeiro. Nunca fui em escola com laboratório de química, sabe? Na Psi não rolava dessas também. Tudo super teórico. Aí assim, essas coisas alquímicas, só tenho no arquétipo do signo de escorpião. Só. Tenho DDA, cara, como que alguém com DDA frita a carne e cuida do arroz e fica ali, num ambiente só? Que jeito? E aquela coisa na internet, e aquele projeto que de repente você tem uma idéia super legal? E aquela amiga que te liga? E aquele negócio que você esqueceu de falar pra sua avó? Vai deixar pra depois? Depois esquece. Rola não.

Só consigo fazer sobremesa, sou boa na sobremesa. O processo alquímico é simples. E sobremesa simples é avec, chique, sofisticado. Assim, que nem eu, sabe?

Segundo motivo: Herança familiar. Papai cozinha, mamãe ajuda, e nós ajudamos quando somos laçados e arrastados. Papai lidera. Leonino. Dá ordens, mas de mansinho, porque ele é leão manso. Faz comida de-li-ci-o-sa e pronto. A gente come. Trabalho mecânico, conversa agradável, “serve vinhozinho pro papai?”, “pega a câmera ali e tira uma foto dessa flambada”. Olha só, que coisa mais agradável. tem que ficar de longe pra tirar a foto da flambada.

Terceira razão: Tem uns momentos na vida que o amor toma conta do meu coração. Faço uns exercícios de chackra, minha tpm fica sensitive mode on. Aí quero amar as pessoas. Quero dar carinho e não me preocupo em receber nada em troca. Quero compartilhar, to share. Dar.. Assim, no sentido… Cristão da palavra.

Tipo antes de ontem. Tive a idéia de que queria fazer um jantar para uns amigos. Aí você chama os amigos, abre um vinhozinho (sacaram que esse padrão é super repetitivo né?), bate um papo na cozinha… Faz aqueles pratos que parecem ser simples, mas têm assim, uns toques, sabe? Já viram que cozinheiro sempre tem “uns toques”? É um aipo, uma pimenta, um bregueço enrolado no canto do prato, “um toque adocicado que é o diferencial do prato”. Ouço isso demais. Sou fã da Nigela do GNT, ela tem toques e freezers cheio de coisas super meio prontas. Acho que meu sonho é ser a Nigela.

Então né, falei com a Ci, que, se tudo der certo, vai dividir um apartment comigo na capital federal onde moraremos com um cachorro e dois gatos, no mínimo. Uma família feliz. “Ci, quero fazer um jantar aí”. Ci responde: “ADORO, faz no meu aniversário”. Pronto. Homem da casa vai ser ela, já viram, ela decide as coisas. Só que aí, cardápio deixa que eu monto, afinal, eu que quero cozinhar, tipo um presente não só pra ela, mas pra Dida, pro Alce, pro Xela, pra Arma, pra Falls, pruns amigos da Ci…Enfim. Amor. Comida é amor. Todo mundo sabe disso. Como eu vou cozinhar, eu vou escolher.

Começa o sofrimento aí. Não sou super cozinheira, tem que ter vaquinha pra pizza e senso de humor de back up (porque não choro mais quando a comida não dá certo, peço pizza). Anyway, não posso de jeito nenhum escolher qualquer coisa. Mas, mesmo que eu pudesse… Gente, como a indecisão reina no meu ser! Já decidi com firmeza que vai ser carne com pimenta, risoto de abrobrinha, um risoto demais do Jamie Oliver, um spaghetti com rúcula e tomate seco (clichezaço).

Decidi, no final, parar de decidir.

Por isso estou esperando meu pai. Cozinheiro. Vai decidir: Faz isso! E eu vou obedecer, como a boa mulher submissa – na cozinha, com prazer – que eu sou.

In Penny Lane…

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Vocês lembram de Penny Lane? Pois é, eu lembro. Já escrevi um novo fascículo, mas estou segurando. Já estou quase no final de um outro, mas também não sei quando vou publicar. Quando terminar esse fascículo que estou escrevendo pretendo fazer uma super revisão, de novo, na história inteira. Erros de Português, alguma informação que eu tenha inventado e que possa vir a contradizer os capítulos futuros. Plot holes. Aí vou consertar tudo na versão daqui do Blogger, então, e só então, lançarei o próximo fascículo. Acredito que o décimo terceiro? Sim, o Décimo Terceiro. Chama Constelação Familiar. Pronto, uma pista. Já perdi a maioria dos meus leitores com essa enrolação toda, mas, como está especificado na página, não se segue só a história lá. Se segue todo o processo de criação.

E a D.P sabe que tenho karmas magníficos com meus livros. Na minha cabeça eu já tenho três HQs, uma delas, Pacífica, era originalmente um livro e pode voltar a ser. Uma saga de treze volumes, que convive comigo desde meus doze anos e, segundo um místico, algumas vidas também e Penny Lane. Minha filha caçula, a primeira que deu às caras no mundo, mas só um pedacinho pequeno.

Eu fiz uma promessa a mim mesma em relação a little Lane, mas eu não vou contar a ninguém….

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Uma discussão muito boa e rápida aconteceu no thread do Global Voices Online Português, depois que eu comentei que estava ausente por Potter motives. Comentávamos, eu, Dani e Paula sobre o vazamento do novo livro do Harry Potter e como o mundo da informação evoluiu tanto e as editoras de livro parecem que acabaram de descobrir a imprensa. Não levam em conta a internet, não levam em contas os buracos que existem e tratam uma história como se fosse algo físico e pesado, difícil de se extraviar como uma imensa barra de ouro.

As pessoas, hoje, ainda não sabem dizer como funciona o mundo da internet. Não digo que isso seja culpa só das editoras. Eu não sei tão bem. As gravadoras de cd também não sabem muito o que fazer, mas garanto que estão à frente das editoras. Tratam a internet como um veículo ótimo de propagação da informação, de propaganda, de formas das pesoas conhecerem seus produtos e comprarem-nos. Porque, a compra, a posse, a necessidade da propriedade privada, é uma coisa cultural muito arraigada nas nossas vidas, e muitas pessoas ainda compram cds. O problema é depender de rádios para conhecê-los. Rádios e seus jabás. Sem contar que o que se faz nessa vida sem dinheiro? O que se faz nesse mundo capitalista sem capital? Quem ama a Lily Allem baixa seus discos na internet, vê seus clipes no youtube, vai nos seus shows, compra seus cds ao vivo, suas versões diferenciadas, seus cds cheios de fotos. Compra suas roupas. Lily Allen tem uma coleção de roupas, sabiam?

E Lily Allem começou aqui, na internet. Pelos meios mais fáceis de se comunicar com o mundo. O meio que não requer agente, dinheiro, jabá, influenciar doze pessoas, conquistar duzentas, enfrentar aquela tpm da secretária do dono da gravadora, depender do mal gosto e da falta de criatividade dos cargos administrativos que não entendem muito de música.

O que vende? Eles perguntam. A Internet não pergunta nada. Absolutamente nada. Você grava, você coloca na internet. Você paga muito menos por isso e corre muito menos risco de não chegar até os ouvidos daqueles que irão gostar do que você tem para falar.

Agora sobre o fenômeno Potter… Primeiro eu gostaria de pedir desculpas a amadíssima J.K Rowling que tanto pediu para não estragarem a história dela. Eu li antes de lançar. E deve ser por isso que eu ainda tenho nervos, porque houve um probleminha e meu livro chega aqui na sexta, quase uma semana depois de seu lançamento. Eu amo demais aqueles livros e estava ansiossíma para ler. Sabia que muitos mistérios estavam todos contidos naquele último livro. E meu coração temia demais pela vida dos meus amados personagens. Eu sou assim, totalmente sentimental e envolvida com os livros que leio. Mas, se a Jk está preocupada com não vender seus livros, acho meio estranho ela sequer pensar nisso já que Deathly Hallow já pegou o primeiro lugar dos livros mais vendidos por antecipação.

Poucas pessoas que, como eu, leram antes do lançamento, não compraram o livro antes de lançar. Eu já tinha dado o dinheiro. Estava só esperando, como ainda estou. Como vejo os filmes mesmo eles sendo ruins só porque quero ver os thestrals, quero ver Hogwarts. Quero ver quadribol. Vou comprar os outros livros em inglês, vou no parque temático quando for rica.

Mas, se o suspense era o mais gostoso (e mais dolorido também, para alguém tão curiosa quanto eu), que fizessem direito, não é mesmo? Não levaram em conta a internet, aquele tipo de ameaça pequena e furtiva típica da rede. Um funcionário rouba alguns livros e vende. Pode ser um cara que carrega caixas, ou que monta os livros. Ou talvez a imprensa não poderia ser um pouco mais rápida? E o lançamento poderia ser tão world wild que poderia ser world wild web.

Mas, esses são erros de um problema de adaptação ao mundo ao seu redor que seres humanos têm quanto mais grandes empresas. O pior tópico que foi levantado na nossa pequena discussão foi a Rocco, a versão brasileira e a tradução. Dessa vez não vou xingar a Wyler.

Novembro. Gente, Novembro! O livro vai ser lançado aqui em Novembro! Vamos contar: Julho, Agosto, Setembro, Outubro, Novembro. Cinco meses! Vamos tirar Julho e Novembro, sim? Porque eu acho que é no comecinho de Novembro, meu presente de aniversário (as if I care) e foi lançado mais pro final de Julho, né? Vamos ser legais. Três meses! No mundo da informação que hoje é rápido e informal, a Rocco vai demorar 3 meses para traduzir e lançar o livro.

Sites com forças-tarefas voluntárias, já estão acabando, se já não acabaram de traduzir o livro inteiro. Ela leu traduzido quando vazou! Pra quê esperar três meses quando no mundo real tudo é mais rápido?

Sei que é lindo ter um livro nas suas mãos, cheirá-lo e guardá-lo. Muitas pessoas amam. Mas, no mundo da informação, não é bem o concreto que mais conta. E 3 meses é tempo demais. 3 meses para fazer uma edição mais bem trabalhada, eu entendo. Mas, se bem me lembro do sexto livro, tinham versões com uma diagramação muito pobre que foram vendidas mais barato.

Mas, demoraram o mesmo tanto.

Sou psicóloga e entendo a dificuldade do homem de sair de seu local seguro e evoluir. Mas, também aprendi que isso é necessário para a saúde mental das pessoas. E no caso das empresas, a saúde financeira também.

DIários de Uma Vida Congelada 2

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Outro exercício de paciência: Harry Potter and the Deathly Hollows. Último livro do “bruxinho”, que já não anda tão “inho” assim. Começou fácil. O livro chega dia 21 às livrarias of the whole wilde world. Marmmys aceitou comprar o livro na Cultura dividido em 3 vezes, eu prometendo pagar algumas prestações. Porque sou cliente mais cultura e enchi a cara de livros lá no começo do ano, tinha vinte conto (4 cinco contos) de desconto (quanto conto). Tive permissão de pedir entrega expressa. Só no caso de algum avião explodir com meu livro, ou os controladores de vôo atrasarem o avião do meu livro, ou a Gol, ou a TAM, ou seja lá que companhia aérea sobrou nesse país exploda ou se atrase por aí com o meu livro, ele não chega aqui dia 23 no máximo!

Estava tudo feliz, até uma galera roubar os livros que já estavam impressos, vender no DeepDiscount.com, e, um “bom” (ou não) samaritano tirar as fotos dos livros enquanto enchia a cara de cerveja. (Não acredita? Take a look).

Na verdade, péssimo samaritano, não teve cuidado de pegar uma boa máquina, não tirou o flash, não endireitou as páginas para que a gente pudesse ler aquela parte próxima da dobradura do livro, não tirou o dedão feio com as unhas roídas da frente. Não tirou o flash!! Não escaneou e passou para nós, leitores obsecados, podermos ler em letras grandes, com o fundo do word preto.

Não, fotos da porcaria do livro. Você tem que pôr zoom e a máquina não é assim, 10.8 pixels, sabe? Então as letras vão ficando embaçadas. E o fundo da página do livro, obviamente, é branca, e a anta pôs flash! Flash! Algumas páginas são ilegíveis!

Li cinco capítulos, porque como Hercules, I go through the distances, pelas coisas e serezinhos humanos que eu amo. Só acho que ando precisando reconhecer meus limites. Chega dia 23, no máximo! Hoje é dia 19! Meu nervo óptico começou a pular depois de um tempo. Fiquei zonza. O jeito vai ser ficar fora das comunidades do Orkut e ameaçar a vida e o bem estar da família de todos os meus amigos que ousarem querer me contar alguma coisa. E, claro, esperar minha cópia.

Isso, se a Cultura enviar para o endereço correto, que eu já corrigi, que eu já mandei email avisando que havia corrigido e que eles poderiam, muito bem, me responder: “Sim, senhora Luana Ortencio, nós já corrigimos o endereço do seu pedido, obrigado por escolher a Cultura, contamos com a sua preferência”. Mas, não, eles não dão sinal de vida.

Aiai, drama, drama, drama….

Manifesto do Global Voices

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> Copiado e colado do site da GVO Português

Veja o manifesto em outros idiomas.

Nós acreditamos na liberdade de expressão: protegendo o direito de falar — e o direito de ouvir. Nós acreditamos no acesso universal as ferramentas de expressão.
Para esse fim, nós queremos que todo mundo que queira se expressar tenha os mecanismos adequados — e qualquer um que queira ouvir e entender essa mensagem, tenha os recursos para ouvi-la e compreendê-la.

Graças as novas ferramentas, as formas de expressão não precisam mais ser controladas pelos que possuem os mecanismos tradicionais de publicação e distribuição, ou pelo governo que pode restringir a reflexão e a comunicação. Agora, qualquer um pode experimentar o poder da imprensa. Todos podem contar suas histórias para o mundo.

Nos queremos construir ligações entre as culturas e línguas que dividem as pessoas, para que elas se entendam mais profundamente. Nós queremos trabalhar juntos e mais efetivamente, agindo de forma mais enérgica.

Nós acreditamos no poder da comunicação direta. O elo entre indivíduos de diferentes mundos é pessoal, político e poderoso. Nós acreditamos que o diálogo através das fronteiras é essencial para um futuro livre, justo, próspero e sustentável – para todos os cidadãos deste planeta.

Enquanto nós continuamos a trabalhar e a se expressar como indivíduos, nós também queremos identificar e promover nossos interesses e objetivos comuns. Nós nos comprometemos a respeitar, assistir, ensinar, aprender e a ouvir o próximo.

Nós somos o Global Voices (Vozes Globais)

Diários de uma Vida Congelada 1

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Minha vida anda sendo um contínuo exercício de paciência. Exercício esse no qual tiro nota zero a dois em todos os meus deveres de casa. Tia D.P (Divina Providência) não me deu nenhuma estrelinha ainda. Ela pode ter me dado uma nota boa e um abraço no exercício “vai catar o que fazer enquanto isso”, mas não anda sendo suficiente… Bem, pra variar, ninguém está me entendendo. Vamos começar de novo.

Minha vida anda sendo um contínuo exercício de paciência. Minha vida, a vida de recém formada que voltou para sua cidade natal e para a casa dos pais, não é bem uma vida. Ainda mais que a única amiga goiana que possuo, foi se divertir nas Minas Gerais. Ainda mais que estou na minha semana de férias. Ainda mais que não existe nem uma esperança de emprego pra sonhar, como existiu umas semanas atrás. Nem fazer planos eu estou podendo fazer.

Anyway, resolvi arranjar o que fazer, né? Vai dando experiência e ocupando a mente ociosa. Virei tradutora voluntária do Global Voices On Line em Português. O GVO é um site muito legal onde colaboradores do mundo inteiro compartilham informações e fazem um link entre todas as mídias de informação livre do mundo. A gigantesca blogosfera do mundo e todas as informações que você pode adquirir sobre culturas desde blogs pessoais até políticos. Já traduzi 3 textos, um falando dos blogs do Irã, outro do de Honduras e o último, de Bangladesh. Graças a eles já li sobre uma interessante tese sobre a sociedade do Irã, vi fotos dos espetaculares bosques nublados de Honduras e fiquei interassidíssima (mesmo!) pela situação política de Bangladesh, que tem duas líderes políticas presas por um regime militar com objetivos dúbios.

E, também, arranjei o que fazer. Por enquanto, estrou na média de uma tradução por dia, e pretendo continuar, já que, pra variar, vou ter muito tempo hoje. Os textos são interessantes, fáceis de traduzir e faz bem pro coração ser voluntária em uma causa nobre: disseminar informação por todo o mundo.

Dêem uma olhada aqui.

Lia Wyler e seu despeito

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“Os jovenzinhos que criam comunidades no Orkut para tudo, inclusive para insultar meu trabalho, ficam bravos com a minha tradução porque têm vergonha de admitir que gostam de um livro para crianças.”

Essas são as mui inteligentes palavras de um dos maiores nomes em tradução do país. Lia Wyler. Ao invés de admitir que infantilizou a maioria das traduções que fez do livro da JK Rowling, por ser, em princípio, um livro voltado ao público infantil, Lia Wyler e seu despeito, resolveu pôr a culpa em seus críticos. Para ela, somos nós, jovens adultos, ou adolescentes em fase mais avançada, que temos um problema, que temos um defeito que não queremos encarar: Gostamos tanto, meu Deus, de um livro para crianças.

Agora, será que ela pensaria a mesma coisa daqueles que não têm essas mágoas, essas “podridões” a encarar? Será que ela receberia as minhas críticas? Sim, as minhas. Eu não estou nem um pouco preocupada se o livro é infantil ou não. Desde criança eu leio qualquer livro que me interesse, eu tendo a profundidade emocional e intelectual para entendê-lo. Livros infantis, agora que sou adulta, obviamente caem no meu entendimento. Talvez eu até analise mais profundamente e veja coisas que, quando criança, não veria.

Mas, antes de tudo, o que eu sempre soube é que crianças não são estúpidas. Algumas podem até ser, a maioria, por não terem acesso a cultura de verdade. Eu quando criança lia Charles Dickens, um homem que escrevia sobre crianças, para adultos. David Copperfield era meu namoradinho, a pessoa absurdamente real e ao mesmo tempo com a cabeça absurdamente no mundo dos dramas, que eu queria conhecer e casar. Simplesmente porque quando criança, era sensível até demais e tinha o mesmo nível de drama que Master Davy, e, como toda criança dramática, achava que estava só nesse mundo.

Hoje empresto minha paixão à minha personagem que, como eu, não se importa muito se o livro é de adulto ou de criança, contanto que seja bom. Meu sonho é escrever um livro infantil com as ilustrações fofas da minha irmã. Aqueles livros de capa dura, com ilustrações mágicas que enchiam seus olhos quando você lia, lembra?

Então, queridíssima Lia Wyler, eu não me importo em ler livros infantis, na verdade, não me importo nem em amá-los de paixão. Pelo que li, e eu li demais, sobre a nossa estimadíssima e milionaríssima J.K Rowling, ela também não estava se importando muito com isso. Pensou em uma história sobre um bruxinho e foi construindo a história ao longo dos anos. Aconteceu que foi classificado como infantil. Não era pra menos, afinal, retratava maravilhosamente bem a visão de uma criança de dez anos. J.K não se importou. Disse ter ficado um pouco apreensiva porque via crianças muito pequenas, mais novas que o próprio Harry, lendo sobre as guerras e crueldades que o inimigo do bruxinho -Voldemort – e seus capangas faziam.

Mas, J.K Rowling também não acredita que as crianças sejam burras. J.K Rowling não “inglesou” os nomes dos personagens que vinham de outra cultura. Rowling inventou desde nomes totalmente bobos (quando cabia) principalmente os dos doces e “travessuras” que aparecem nas lojas de Hogsmead e nos bolsos dos gêmeos Weasley até nomes altamente bem estruturados, com misturas de línguas diferentes, de mitologia e outras coisinhas culturais. Até trivialidades bobas como um detalhe no livro Fantastic Creatures and Where to Find Them – um livreto que ela lançou para a Comic Reliefs em uma das muitas caridades que se dispôs a fazer depois que recebeu a responsabilidade de ser extremamente rica e figura pública transformada em exemplo para crianças – em que comenta sobre um bruxo que tentou domar um cavalo alado dos mais bravos e acabou caindo dele. O tal do Belerofonte. Mitologia Grega.

J.K Rowling levou seu bruxinho a idade adolescente e com ele muitos dos seus fãs. E ela retrata tão bem os sentimentos de adolescente que, agora, os adolescentes não se preocupam mais se seu livro favorito é infantil. Na verdade, Harry Potter agora é considerado infanto-juvenil. Digamos que Harry Potter seguisse até os 30 anos do bruxo, talvez a lista do NY Times o colocasse em livros para adultos e talvez os críticos começassem a dizer que é um livro quase filosófico.

Não exageremos, né?

Eu acho isso tudo bobagem. O que eu acho grave é uma tradutora, com a cabeça pequena e bem esquecida, achando que toda criança é idiota, imbecilizar um monte de coisas do livro através da sua gloriosa tradução. Quando ganhei Harry Potter – do meu pai que sabia do hype e da minha idolatria a livros sobre mitologia, magia e cultura inglesa e irlandesa – li alguns capítulos e larguei pra lá. Era obviamente um livro bobo de criança. Mas, quando o boom potteriano foi aumentando e a warner foi fazer um filme, minha curiosidade e minha lei suprema do ler antes de ver, prevaleceu e lá fui eu voltar à minha cópia do tal Harry Potter. Li até o final, achei interessantíssimo, como um livro infantil. Fui lendo os outros e, como minha fome literária não encontra limites, sai baixando os originais na internet. O mesmo aconteceu com a minha mãe, que não tinha interesse nenhum nos livros, até ler um original.

Outro mundo, não é mesmo? Adeus palavras imbecis, adeus nomes aportuguesados em uma sociedade inglesa. Adeus Lia Wyler, here comes the real JK. Apaixonei. Amo. Idolatro. Venero. Minha mãe, por sinal, aceitou dividir comigo o sétimo, e já pedimos, antes de lançar. O livro bem escrito (embora com algumas falhas devido à pressão, como aquele capítulo infeliz do Grope), não por Lia Wyler, mas por J.K Rowling.

J.K Rowling, meu role model, eu que não tenho pretensões de ser escritora que só atinge alguns poucos metidos a intelectuais que acham que só eles têm profundidade suficiente para entender os “segredos da vida”, eu que gosto de livros para qualquer idade e qualquer público contanto que sejam bons. Como não amar alguém que fez crianças crescerem investigando mitologias e histórias de santos para adivinhar o que acontece nos próximos livros? Leiam alguns ensaios da mugglenet e vejam a que nível chega algumas análises literárias daquelas crianças e adolescente (e muita gente da minha idade ou mais velhos, sim). Uma profundidade que minhas colegas das disciplinas de letras que fiz seriam incapazes de acompanhar.

Aí, eu lembro que algumas daquelas pessoas ignorantes que faziam disciplinas de letras, viram tradutoras, viram Lia Wyler, e acham que sabem alguma coisa. Tiram da cabeça que crianças não vão entender se o nome for em inglês, mas que elas vão achar muito bom pessoas inglesas chamadas Tiago. Tiram toda a complexidade de um monte de coisa, não infantiliza, mas imbeciliza as palavras e o texto. E depois vem colocar o despeito em nós, leitores críticos. Talvez ganhe algum reconhecimento daquele bando de gente que fala mal de Harry Potter sem nunca ter lido. Talvez porque essas pessoas devam agradecer a ela achar que o bruxinho é bobo, infantil e imbecil, principalmente porque o mais porco dos trabalhos dela, foi aquele que ela teve mais tempo pra traduzir e aquele que os críticos ignorantes de Harry Potter não gostaram ao ler um capítulo.

Nada contra quem não quer entrar no universo potteriano. Nada contra quem não gosta. Nada contra tradutores que cometem um erro e agora têm que continuar com esse erro. Tudo contra pessoas que julgam o que não conhecem e ainda se acham melhores que os outros por isso, tudo contra quem não gosta sem nem ler, tudo contra pessoas que cometem um erro e não admitem e jogam em cima dos seus críticos o despeito tremendo que guardam.

Mas, não se preocupem crianças, quando eu fizer meu livro infantil, não vou julgar que vocês são estúpidos e não vou deixar que ninguém transforme significados como Marauder em Maroto. Pelo menos nos meus livros não.