Arquivo mensal: junho 2007

Imaginários.net

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Atenção, atenção! Como primeiro passo da minha resolução de voltar a investir no nosso fabuloso grupo, os Imaginários, estou mudando de endereço, agora tenho endereço próprio na Imaginários.net! Agora o Casa mora no http://www.imaginarios.net/casadeespeto e todo mundo que acessar o antigo endereço será redirecionado pra cá. E vamos encher meu novo endereço virtual de amor e arte nessa casa imaginante (l)

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Que discurso mais sem estrutura, quanto erros de português. Vou deixar assim que é pra ficar bastante ilustrativo…

Delírios de Enxaqueca

De repente minha saúde começou a descer ladeira abaixo, se machucando muito no percusso e em direção a um local super conhecido e não muito agradável. Não sei se minha saúde começou a piorar porque meu inconsciente, a quem prometi dar atenção (podendo ou não) este ano, começou a vomitar todas as coisas que ele quer que eu resolva, ou, se meu inconsciente começou a ficar assim porque minha saúde começou a piorar. A enxaqueca é o sintoma universal do meu corpo quando ele quer chamar minha atenção. Minha carência dos signos de terra no mapa e o fato de que eu sou do signo oposto-complementar aos taurinos faz de mim uma pessoa que, ao contrário dos últimos, consegue muito bem abstrair dos desconfortos do corpo.

Meus sapatos são comprados com a prioridade beleza bem à frente da qualidade conforto. Meu tênis adiddas que calço no momento é o único dos meus tênis 37 (calço 37/38, então, tênis é só 38 em nome do conforto) pelo simples fato de que eu o queria e se deixasse pra depois talvez não o ganhasse. Sou capaz de ler com dor de cabeça, ficar muito tempo em posição não confortável e aparecem hematomas no meu corpo que eu simplesmente não sei de onde vieram porque eu costumo ignorar certas dores e desconfortos. É chato ir ao salão de manhã depilar porque às vezes a cera está muito quente e eu estou muito ocupada revolucionando Plutão pra avisar a esteticista.

Com enxaqueca, o buraco é mais embaixo, ou melhor, em cima, não, o buraco é em todos os lugares. Enxaqueca, pra mim, é um estado de espírito, principalmente porque seus sintomas às vezes mudam, e eu tenho que dar níveis a elas. A enxaqueca causada por alguns desequilíbrios corpóreos básicos (muito sol na cabeça + péssima noite de sono) é a que me rende um estado de consciência particularmente interessante. Meu humor não fica ruim, ele sai pra passear. Meu ritmo é lento e minhas sensações são como ouvir alguém gritando quando se está numa sala de vidro grosso. Meio difíceis de entender. Na maioria das vezes, minhas necessidades se confundem e eu sinto fome, quando na verdade estou com sono, sede, ou vontade de ir ao banheiro. Parar e fazer uma pesquisa comigo mesma às vezes dá certo. Muitas vezes eu saio experimentando saciar algumas necessidades pra ver qual realmente necessitava ser saciada.

Parecido com quando meu fígado se afoga no álcool e eu tenho que cheirar comida pra perceber quando que eu deixei de passar mal por causa do álcool pra passar mal de fome. Acho que eu não tenho muita sintonia com meu corpo.

Sonhos já me deram enxaqueca. Pelo simples fato de que eles me deram depressão, mal humor, vontade de mudar pra outra dimensão. É o alerta geral do meu corpo, que também não sabe conversar muito bem comigo.

Já meu inconsciente não sabe conversar com nenhuma das partes. Sendo todo inconsciente alógico, ele fica sendo aquele irmão doido da família que interfere na vida de todo mundo, faz merda, causa revolução e é difícil entender o por quê. Inconscientes são como emos. Você pede pra ele fazer café, por favor, e eles começam a chorar e vão se trancar no quarto, criaturas incompreendidas. Emos ou deprimidos, ou mulheres com tpm, mas estas são bem mais perigosas.

Também pode ser igual àquelas namoradas que, de repente, desenterram uma mágoa de dois mil anos, que não tem mais sentido, hoje em dia, que não se tem mais como resolver. E você fica lá, pensando… “De onde que isso veio, mesmo?”. Odeio admitir, mas já fiz isso com alguém. Naquela época eu era um id ambulante, ou seja uma imensa estrutura alógica inventada por um austríaco cocainômaco.

Como que dá certo, não é mesmo?

Bem. O superego super desenvolvido que sempre tive foi recuperado e até foi negociada uma relação mais liberal. Digamos que meu superego e eu estamos em um relacionamento aberto e flexível, com muito espaço pra discutir a relação. Algumas regras são rígidas. Citando um exemplo: se a tequila entra, o superego sai, o ego vai pular nas alturas (e talvez se perder) e o id vai ter a hell of a night. Meu ego também anda se achando. E tendo todo cuidado de curar das feridas dele sem inflar. E continuando se achando. Conseguiu umas coisas que sempre quis e acha que pode partir atrás de todas.

Ruge toda noite e toda manhã que é pra ficar aquecido.

Então, não sei mais funcionar daquela forma id, principalmente porque quando meu id é liberado, minha memória se perde, ficando apenas uns fragmentos. Sem memória não se tem aprendizado. Não sei o que fazer com meu inconsciente e nem com a minha enxaqueca. Não sei se estou irritada porque meus pés doem, porque eu quero definir minha vida, porque eu estou com sono ou porque só eu acho que eu engordei. Não sei se é tpm. Não sei se leva a sério as associações livres e totalmente sádicas e inconvenientes do meu inconsciente.

E isso porque sou bacharel em psicologia… Mas na UnB ninguém nunca me falou muito de Jung… Minha enxaqueca também faz meu cérebro funcionar com falhas. Não sei mais porque comecei esse post…

Diários de uma Vida Simples

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Eu sou uma pessoa extremamente complexa. Ok. Complexos todos nós somos, eu sou complicada, que é uma espécie de sinônimo mais pejorativo da primeira palavra, bem mais chique e sofisticada. Embora algumas pessoas discordem, eu não me considero complicada do tipo que não sabe o que quer, que complica o que pode ser simplificado, que acha que a vida é um joguinho cheio de regras e acaba sendo uma pessoa de difícil convivência. Eu me considero de fácil convivência. Fui educada pelos princípios de que perder a educação e a compustura é só para quando o sangue italiano ferve e sou adepta da diplomacia. Acho que tudo pode ser conversado chegando-se, assim, a um acordo minimamente satisfatório para ambas as partes.

Minhas complicações são muito mais intrínsecas e, por mais que alguns membros da minha família achem que sobre muito pra eles, ainda considero essa complicação toda bem pior pra mim. De alguma forma eu faço bastante esforço pro rojão estourar só pro meu lado. Mas, de qualquer forma, é meio impossível não sobrar para os mais próximos nem que seja umas faíscas.

Hoje eu tenho uma série de instrumentos que me ajudam a procurar uma vida bem mais simples, porque a verdade é que eu sempre sonhei com isso. Meus sonhos mais profundos sempre foram escrever minhas histórias, ter uma casa funcional, alguns bichinhos de estimação, um jardim pra poder cuidar, manter minha saúde, amar e ser amada, ter um emprego, um carro, poder sair com os amigos e tomar umas cervejas. Claro que eu tenho outros sonhos muito mais espalhafatosos, mas, os que eu sempre levei a sério consistem em uma vida funcional. Não preciso ser rica, nem ter o namorado mais cool do mundo, minha casa pode ser pequena portanto que minha, meus bichinhos de estimações não precisam ganhar prêmios, o emprego só precisa não ser uma fonte de infelicidade cotidiana, meu carro pode ser um 1.0 fajuto (na verdade, sonho com até um fusquinha invocado que meu pai me prometeu), meus amigos eu prefiro que sejam esses que eu já tenho porque gosto muito deles. A única coisa que exijo é que a cerveja seja, no mínimo, uma Bohemia, porque não sou muito fã das mais baratas.

Não me importo de dividir a casa, o carro, os bichinhos, os amigos … O namorado eu não me importo em dividir com os amigos (como namorado eu me importo sim, nem tanto)…

Só que aos vinte e cinco anos eu não consegui ainda tirar uma carteira de motorista, ter um relacionamento de verdade, desde que saí de Natal, aos 14 anos, que não consigo ter um animal de estimação por morar com pessoas que ou davam meus bichinhos para os outros ou não permitiam que algum entrasse na nossa casa, faço muito esforço pra os meus níveis de ansiedade não subirem até o everest nessa angústia (normal a todos) que é procurar um emprego. Dentre outras coisas.

Hoje, como estava dizendo, tenho uma série de instrumentos que me ajudam a discernir minhas complicações, encruzilhadas e paradoxos. Depois de sete anos, consegui me formar em Psicologia. Nesse caso, muito mais importante que todas as teorias e técnicas que a Psicologia me trouxe, foi o fato de concluir alguma coisa e de ter superado todos os obstáculos que apareceram na frente (muitos colocados por mim). O exercício de auto-superação foi extremamente mais importante. Assim como conseguir, depois de anos começando e largando milhões de dietas, emagrecer nove quilos. Conseguir as coisas que antes pareciam tão distantes quanto a carteira de motorista me parece hoje, quanto a perspectiva de ter uma vida independente, é um dos maiores instrumentos que fazem alguém ter a esperança necessária para ir atrás das outras coisas que faltam.

Além da Psicologia e do exercício da auto-superação, eu confesso que utilizo da Astrologia, do Tarot e do Budismo. Todos atrás do auto-conhecimento. O essencial é ter em mente que, se você quer ter uma vida funcional e possui objetivos bem delineados, primeiro você precisa saber quem é e como você funciona.

Nós somos essas estranhas máquinas complexas que possuem tantos fatores influenciando em como anda nossas vidas que, muitas vezes, perdemos noção de quem somos, o que queremos e como funcionamos. Entramos em modos mecânicos aprendidos, muitos deles não tão bem adaptados ao que vivemos, a quem somos e o que queremos. Quantas vezes você já não se pegou agindo exatamente como seu pai? Nenhum problema com isso, se funcionar para você. Mas, “se funcionou pra ele, funciona pra mim” não é uma verdade universal. O ser humano aprende por exemplos e é de um potencial de adaptação incrível. Mas, o ser humano também tem uma capacidade de aprender e reaprender quase ilimitada e tem que saber diferenciar o que antes funcionou e que não funciona mais. E pra isso, nós precisamos nos conhecer, identificar como agimos, porque agimos, como aprendemos, o que aprendemos, o que queremos, porque queremos. Para então mudar o que não serve mais.

Também precisamos, como estou aprendendo ultimamente, ter uma paciência totalmente demodé nos dias de hoje. Nossos hábitos são mudados na base da persistência e da paciência. E eu, que nasci com pouca, estou tentando aprender a manter a persistência simplesmente buscando uma vida mais simples, mais leve, mais funcional, menos existencialista, menos apressada, mais saboreável e saboreada. Bem mais agradável e na qual possa discernir resultados.

(L)

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Não existe coisa mais saborosa nesse mundo do que receber livro pelo correio. Receber coisas pelo correio. Imagina, você está feliz e contente indo para o trabalho e seu porteiro lhe entrega um pacotinho pardo, todo lacrado, e lá dentro tem um livro: Mercado Cultural de Leonardo Brant. Aquele que você esperava para além de sexta feira, que custou só dezoito reais com frete. Toda feliz você vai caminhando para o trabalho, com o pacotinho na mão, toda aquela preguiça se esvaiu porque agora você quer chegar em algum lugar que tenha tesoura, onde você pode abrir o pacotinho, sem estragar o livro. Quem se importa se você não mora em São Paulo ou no Rio aonde se aglomeram os melhores sebos do país? Eles têm convênio com o Estante Virtual e você não só pode comprar os livros, como eles virão pelo correio, chegarão na sua casa, empacotadinho em papel pardo.

Meu coração chega a inchar.

A primeira vez que tive essa benção foi quando pedi As Crônicas de Nárnia pela Siciliano Online já que lá em Natal, na época, não tinha nenhuma major bookstore . Um dia chegou um moço da Varig, com um pacote azul escuro, me pediu para assinar um papel e lá dentro havia plástico bolha e um livro L-I-N-D-O, grande, de capa dura, cheio de gravuras, com cheiro de livro novo. Meu coração, que na época era tão pequeninho, triste e deprimido, cresceu tanto, que eu achei que ia explodir. E explodiria feliz.

Meu maior sonho quando criança era que alguém batesse na minha porta e me entregasse um livro, qualquer um que valesse a pena ler, era uma espécie de sonho fantasioso idealizado delirante mór. Estar sem esperar nada na sua casa e, de repente, um livro, um mundo, uma história.

Agora eu posso fazer isso acontecer. E não só com livros… Viva a internet, os correios e um mínimo de independência econômica, nem que seja capenga, como a minha, que mal é classificada nos anais das independências.

(l)!

P.S: www.estantevirtual.com.br , a fonte dos prazeres (l)

Papos Astrológicos 2.0

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Queria vender idéias. Sempre tenho idéias bizarras e (consideradas por mim) originalíssimas que eu adoraria ver acontecer, mas, não por mim. Mesmo eu estando disposta a colocar algumas muitas das minhas idéias em prática, não dá pra colocar todas. Inviável. Há de se ter prioridades.

Queria um site de horóscopos bem humorado. O meu, hoje, por exemplo, diria: Pare de inventar bobagens e vá pra casa comer sorvete e ver comédia romântica. Podia ter algum tipo de personalização também, baseada no seu mapa como um todo (analisando sua personalidade) e em algumas entrevistas. O meu, por exemplo, de quinta feira passada diria: Não faça sexo. Nem com proteção. Não se arrisque. Vá para uma montanha e medite ou corra o risco de só poder fazê-lo quando conseguir despachar o rebento para alguma faculdade longínquia (se é que você vai conseguir).

Meu horóscopo quinta feira dizia que era um ótimo momento para concepção e que eu estava “danada” como diria o pibe. Não achei engraçado. De jeito nenhum.

Papos Astrológicos

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É só entrar na TPM (controlada pelo intermédio de pílula anticoncepcional), que meus horóscopos na astro.com saiem com umas conjunções bizarras relacionadas à lua. Sim, lua, aquela que rege os mares, os ciclos das mulheres, e toda instabilidade e complexidade emocional do seu mapa astral.

Pode-se dizer que é coincidência, mas eu aprendi que quando a coincidência acontece muitas vezes é porque tem uma correlação aí. Pode até não ser de causa e efeito, mas que tem, tem.

Cartas a Divina Providência , o Retorno

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Queridíssima Divina Providência,

Faz um certo tempo que não escrevo a você. Isso é porque eu, como boa ser humana que sou, só lhe escrevia para pedir alguma coisa ou para que parasse de pegar no meu pé. O que aconteceu, como você bem sabe, não é que parei de querer coisas, não sei se haverá esse dia na minha vida, mas, de repente virei uma pessoa que prefere fazer as coisas que comprar feito. Digo isso como metáfora para as coisas da vida, você me livre de ter que confeccionar minhas próprias meias. Isso só quer dizer que eu prefiro ir atrás ou fazer o que eu quero fazer com a minha vida ( e não que alguém faça por mim), ao invés de querer que as coisas caiam na minha cabeça, principalmente porque dói muito. Ou pelo menos você fez questão que fossem super desagradáveis todas as coisas que você jogou na minha cabeça. Palhaçada.

Por falar em palhaçada, lembrei que seria bom voltar a lhe escrever porque ontem um palhaço passou bem perto de mim quando eu e mais um bando de pessoas esperávamos o sinal de pedestres abrir. Ele estava de bicicleta e fez aquelas palhaçadas normais pra gente, como se fosse o máximo da graça e merecesse um prêmio por ter posto alegria nos nossos corações. Tive muita vontade de meter o chute no pneu da bicicleta dele, mas meus reflexos não foram ninja o bastante. Lembrei que você me dá reflexos ninjas em momentos randômicos. Sim, randômicos, porque não vejo a semelhança entre chutar uma bola de futebol que atingiria o carrinho do Pedro sem nem notar conscientemente que ela estava vindo na direção dele e salvar o chão da Ludmila de ser sujo por um pote de molho agridoce caindo de cima da prateleira.

Ou isso, ou suas prioridades são piores que as minhas. Nunca me ensinaram muito bem esse negócio da Divina Providência ser sábia. Só que ela existe, ela é forte e tem um senso de humor peculiar, uma mistura de humores. Mais ou menos igual àquelas pessoas que não sabem classificar seu estilo de humor no orkut provavelmente porque nâo têm nenhum) e (como se acham super engraçadas) marcam todas as classificações. Só que eles são humanos perdidos e você é a Divina Providência.

Então, essa enrolação toda, querida divindade providencial é pra ver se a gente volta a ter nosso bate papo natural de sempre. Antes eu sempre escrevia pro Ilustre Desconhecido, minha idealização mór, meu amor platônico e para você, Divina Providência. Mas, cansei de amor platônico. Tá chato, batido, previsível. É sempre a mesma estória chata: apaixona, vive entre angústia e arroubos de alegria, aí conhece só um pouquinhozinho assim e perde toda a graça. Podia pelo menos esperar casar, fugir do país, provocar alguma revolução em algum país, uma guerra. Não. Nunca dura esse tanto. Como todas aquelas heroínas conseguiam manter a ilusão delas por tanto tempo? Fala a verdade, isso só durava por causa da repressão feminina e era tudo só sexo. Por isso que hoje só acontece entre as puritanas.

Maldita educação liberal! As católicas se divertem mais… Ou não.

Primeiro ítem, I.D, fora da minha lista de correspondências normais. E você? Se tivesse um jeito de te chutar pra fora da minha vida, tinha feito isso quando nasci. Mas, o máximo que se pode fazer são umas trocas desagradáveis ou virar, eu mesma, a Divina Providência. Ascendente em Leão, claro, mas não exagera. Taí uma coisa que nunca vou querer na minha vida: Altos cargos de direção em que você é o topo da hierarquia. Credo. Ninguém pra jogar a culpa, tendo que resolver o problema de todo mundo e, se o barco afunda, todo mundo pode se jogar, menos você. Você afunda com o barco, você é o barco.

Te deprimi? Espero que sim. Me esforço muito, sem muitas expectativas, você sabe que encho o saco pelo prazer de encher o saco. Os resultados são lucros. Correr atrás por correr atrás, eu estou aprendendo. Assim, meu sonho é me divertir com o processo e não com a fantasia da conquista, mas é um aprendizado duro. Acho que em mais três vidas eu consigo. Se bem que leram minha mão e dizem que minha alma é velha, motivo pelo qual eu digo pra minha mãe que minhas somatizações não são somatizações e sim umas espécies de reumatismo da alma. Ela não entende, mal ouve, já conclui logo que é besteira.

Aposto que você também não entendeu. Tem planeta demais na minha terceira casa, sabe, meu processo de comunicação é totalmente poluído. Tudo culpa sua. Meu grande amigo, sábio e editor aficcionado do jornal da faculdade, MarcUs, me disse um dia que acredita que Deus é um ser personificado só pela esperança de um dia poder chutá-lo. Para mim, escrever cartas dizendo “CUL-PA-SU-A” já libera muitas tensões. É um prazer escorpiano sádico. De uma pessoa que entende que não existe tortura maior para um ser humano do que lhe delegar funções e responsabilidades.

Tem gente ainda que acha legal, que é um voto de confiança. Bobinhos…

Mudando de assunto… Acabei de ler um artigo com entrevista da chefe/mestra sobre auto estima e fiquei orgulhosa de mim mesma. Peguei todos os sintomas maiores e pensei: “Ah, eu tenho isso… Quer dizer, tinha.” Não é lindo? Claro que tudo não foi embora, mas também não tenho mais minhas crises homéricas. O perfeccionismo não me deixa, isso é verdade, e por isso eu procrastino escrevendo pra você (achou que eu estava te dando atenção porque você é especial?), porque o currículo lattes está me deixando frustrada. A procura de empregos também, e eu fui criança metida a gênio, então não lido bem com frustração e demoras nos processos da vida.

Falar em processos demorados da vida, porque você também não entra pro mundo da velocidade da informação, héin?

Enfim, a autopiedade às vezes aparece também, mas é preguiça. Dá aquele desespero assim, uma vontade de chorar mas nem eu acredito mais em mim mesma. Pura preguiça, pura vontade de ter coisas caindo na minha cabeça de novo. Falei pra minha mãe, todo libriano é preguiçoso, ela negou e foi tirar um cochilo. Sim, ela é libriana (culpa sua! =D ). E minha casa três regida por libra, héin? Dá preguiça suprema de pensar às vezes. Preguiça de ler, eu tenho principalmente quando não são as literaturas divertidas. Por isso inventei o método de leitura dinâmica porca. Funcionou muito bem na faculdade, e não me esfregue a demora de sete anos para me formar porque não foi bem meus métodos de estudos que me prejudicaram.

Meus métodos de estudos sempre foram ótimos. Leitura dinâmica porca, super embromation method com ainda o adendo das palavras mágicas para cada área (aquelas palavras que alguns professores gostam tanto de ler e ouvir, que nem percebem que estão numa frase que não quer dizer absolutamente nada), e o método “o que meu professor quer ler nessa prova?” Sempre existiam aqueles que queriam ler suas próprias palavras (admiro muito um professor que tive na Letras que sequer disfarçou essa sua preferência, já disse logo, o trabalho tem que ser baseado no que EU disse. Mas, também, professor de estética, se ele não fizesse isso ia ter tanta baboseira nas provas defendidas pela filosofia do “isso é como eu vejo a estética, a beleza é subjetiva e bla bla bla”). Existem também aqueles que querem ler determinadas palavras de seus mestres divinos (autores, filósofos, algum palestrante, ou mesmo o professor titular da disciplina que apareceu só no dia de apresentação da mesma) e tem aqueles raros que realmente querem ler aquilo que você aprendeu.

Na mesa da minha formatura tinham quatro desses últimos. Foi tão lindo!

Então, eu tenho auto estima agora. Você me ama mais? E quem disse que eu me importo? Ha! Convenci? Não? Droga!

Então é isso, cansei de escrever e eu tenho que voltar ao lattes. Espero que nossa conversa continue sempre e que eu não demore tanto para lhe mandar as correspondências quanto demoro para lançar os fascículos de Penny Lane. Se bem que você podia me devolver minha inspiração, né?

Quer dizer, esquece, eu vou procurar melhor no meu armário.

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Talento Nato para o Mal

grungepaladin@yahoo.com.br (E-mail Address Not Verified) says:
uma amiga minha falou que a UnB tem tudo para formar a nata do jornalismo…
grungepaladin@yahoo.com.br (E-mail Address Not Verified) says:
daí eu soltei… Nata, aquela parte gordurosa e nojenta do leite, o liquido branco com gosto de cu!
grungepaladin@yahoo.com.br (E-mail Address Not Verified) says:
eu odeio leite…
Le Chat Noir says:
eu odeio nata
Le Chat Noir says:
gosto de leite desnatado
Le Chat Noir says:
leite meio comuna assim
Le Chat Noir says:
sem elite
grungepaladin@yahoo.com.br (E-mail Address Not Verified) says:
aaaaaaaaaaaaaaaaaaai!
grungepaladin@yahoo.com.br (E-mail Address Not Verified) says:
infamia!
Le Chat Noir says:
=D~
Le Chat Noir says:
ahn?
Le Chat Noir says:
ehhehehehhee
Le Chat Noir says:
só vc pode, né?!
grungepaladin@yahoo.com.br (E-mail Address Not Verified) says:
vc tb… mas vc pegou pesado…
grungepaladin@yahoo.com.br (E-mail Address Not Verified) says:
hauhauhauahu
grungepaladin@yahoo.com.br (E-mail Address Not Verified) says:
alias eu acho que vc deveria praticar mais vezes sua infamia…
Le Chat Noir says:
cara
Le Chat Noir says:
eu sou assim
Le Chat Noir says:
odeio infâmia
Le Chat Noir says:
quando faço
Le Chat Noir says:
é boa
Le Chat Noir says:
pesada
Le Chat Noir says:
rock and roll
Le Chat Noir says:
merece meu esforço criativo, sabe?
Le Chat Noir says:
se bem q não rola muito esforço pra falar essas merdas não
grungepaladin@yahoo.com.br (E-mail Address Not Verified) says:
esforço… entao nao eh inspiração?
Le Chat Noir says:
respondido antes de vc perguntar
Le Chat Noir says:
=p