Arquivo mensal: agosto 2006

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Happy Blog Day

Hoje, 31 de Agosto, é o Blog Day. Vi isso no blog do Duende, o New Alriada Express. Duende sempre foi blogueiro de verdade, eu não sei muito bem qual é meu objetivo com o Casa. Já tive muitos, mas a minha patologia do anti-compromisso acaba abarcando todos os âmbitos da minha vida, inclusive o meu blog e tudo que eu escrevo. Ontem fui apresentada a uma pessoa como escritora. “Na verdade, mais escritora do que eu porque ela escreve coisas grandes.” O dono do Alriada que me apresentou assim. EU discordo dele.

Afinal de contas, o meu querido amigo Daniel Duende passou pelo parto de publicar um conto na Overmundo , um conto muito bom, Reflexões Sobre o Fio de uma Faca. Eu não costumo me animar a publicar muitas coisas nem mesmo aqui. Tudo bem, já tive minhas fases de publicar contículos, perdidos nos arquivos que estão perdidos nas mudanças de templates (pelo menos não pra mim, mas tudo que eu escrevo é sempre só pra mim).

Não estou aqui, querendo dizer novamente que deveria fazer desse blog algo mais literário, nem sair publicando contos. Eu lá sei escrever coisas pequenas, eu gosto de me perder em personagens que convivem comigo o resto da minha vida.

É só uma reflexão. Eu deveria talvez ter mais carinho com as coisas que eu escrevo, cultivar o gosto por escrever para balancear o imenso amor que eu tenho por minhas histórias. E talvez, parar de me importar com o fato, de que meus livros não seriam do imenso agrado de todo mundo. Já que são do imenso agrado da minha pessoa.

É apenas uma reflexão pelo ato de publicar. A dor que é e o tanto que é difícil enfrentá-la. Afinal, é como deixar à deriva do mundo, os filhos que você mais ama, é mais ou menos como uma síndrome de ninho vazio. Ou filhos entrando na adolescência.

Eu ainda não sei. Eu fiz o favor de fazer um mundo para os meus para que eles não sentissem tanta vontade assim de olhar para fora. A impressão que me dá é que tudo é bem mais mágico antes de tomar a forma real.

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Não somos zebras, somos, hexa, a Itália é uma decepção e a França não consegue ganhar do Brasil ^^ Bem vindos ao mundo do volêi. Pena que eu não consegui acordar cedo e a Globo não divulgou os horários tanto quanto deveria. >/

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Errata

Eu escrevi sexta básica no post lá de baixo. Nem conseguir dar uma explicação nonsense pra frase eu consegui inventar. SEXTA BÁSICA foi triste. Nem corrigi, que é pra ficar documentado.

Origens

Jacopo Belbo, personagem criado por Umberto Eco, em o Pêndulo de Foucault, junto com Casaubon e Diotallevi, escolhe algumas frases e as coloca em um programa de Abulafia, seu computador, para ver se ele consegue, ordenando as frases, chegar a uma verdade suprema. Abulafia lhe dá uma certa combinação e ele chega a uma conclusão. Isso é apenas alguns parágrafos do livro, mas, vejam se vocês não reconhecem alguma coisa.

“Um tanto confuso” disse Diotallevi

“Não sabes enxergar as conexões. E não dá a devida importância à interrogação que ocorre duas vezes: quem se casou nas bodas de Caná? As repetições são chaves mágicas. Naturalmente integrei, mas integrar a verdade é direito do iniciado. Eis minha interpretação: Jesus não foi crucificado e é por isso que os Templários renegavam o crucifixo. A lenda de José de Arimatéia envolve uma verdade mais profunda: Jesus, e não o Graal, desembarca na França entre os cabalistas de Provença. Jesus é a metáfora do Rei do Mundo, do fundador real da Rosa Cruz. E com quem desembarca Jesus? Com sua mulher. Por que nos Evangelhos não se diz quem se casou em Caná? Simplesmente porque eram as bodas de Jesus, bodas de quem não se podiam falar porque eram com uma pecadora pública, Maria Madalena. Eis por que então todos os iluminados, de Simão o Mago a Postel, vão procurar o princípio do eterno feminino num bordel. Portanto, Jesus é o fundador da estirpe real da França.

(fim do capítulo 65)

66

“Se nossa hipótese é correta, o Santo Graal… era a estirpe e os descendentes de Jesus, o ‘Sang real’ de que eram guardiães os Templários… Ao mesmo tempo o Santo Graal devia ser, ao pé da letra, o receptáculo que havia recebido e contido o sangue de Jesus. Em outras palavras devia ser o seio de Madalena.”
(M. Baigent, R. Leigh, H. Lincoln, The Holy Blood and the Holy Graal, 1982, London, Cape, XIV)

“Bem”, disse Diotallevi, “ninguém te levaria a sério”.
“Pelo contrário, venderia alguns cem mil exemplares”, disse sério. “A história existe, foi escrita, com variações mínimas. Trata-se de um livro sobre o mistério do Graal e os segredos de Rennes-le-Château. Em vez de só ler os manuscritos devias ler também aquilo que publicam os outros editores”

Dan Brown leu esses parágrafos, correu atrás do tal livro de quem fala Belbo e que está bem especificado na citação no começo do capítulo, e resolve somar sua fórmula medíocre que já vinha experimentando a muito tempo por saber que é a base de qualquer thriller.

Mais muitas centenas de milhares de exemplares.

Ele se saiu bem do processo que os autores do livro The Holy Blood and the Holy Graal fizeram contra ele? Se sim, como pode???

Mistério

O que o blogger está fazendo com meus comentários? Eu ainda adicionei um comentário alternativo que sumiu.

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This is the End

Segunda feira volto para Brasília, com o melhor sentimento possível que se pode ter nessas horas. Um misto de felicidade e tristeza. Isso quer dizer que eu gosto da minha vida o suficiente para querer voltar para ela, mas que também gostei o bastante das minhas férias para não querer que acabem logo.

Passei dois dias em São Miguel do Gostoso. Não é um nome adorável? Li muito, escrevi mais um grande bocado, tive boas idéias e anotei todas. Pensei sobre a vida, caminhei numa praia bonita, vi barquinhos, achei uma pedra esquisita que mais parecia um monstro ou um rosto fantasmagórico. Desisti de ser morena, mas, felizmente, também desisti de ser gorda. Meu regime começa amanhã porque hoje eu vou estrear o Sanduba do Pierre, que a gente fala em bom sotaque français e que abriu essa semana aqui em Natal.

Falando em Estrangeiros…

Estava eu filosofando e me horrorizando a mim mesma em relação ao meu próprio self. Estou preocupada com minha mente liberal, meu coração libertário, minha alma lockeana. Não passei um dia sem me espantar com algo que eu já conhecia. O tanto que tem gente feia, gente ignorante, gente pobre, político ladrão e gente mal educada por aqui.

Sei que parece racismo dos mais horríveis e pode até ser, mas, é a experiência que eu sempre tive.

Voltando. Estava eu no Midway Mall, que nós chamamos carinhosamente de Minduim Mall ou Me Dei Mal, novo shopping da capital potiguar, querendo me livrar dos pensamentos críticos e pedantes e não conseguindo porque meu senso estético era violado de minuto a minuto, quando vi um casal típico. Europeu bonito, italiano que eu pedi a Deus, com uma moça feinha, magrinha, barrigudinha e com três bambini dos mais fofos.

Perante prole tão simpática, tive um pensamento “melhoramento genético” e quase chorei de horroro a mim mesma. Minha mãe riu da minha cara e simplesmente disse que miscigenação, ao contrário do que acreditava Hitler, sempre fez bem pra espécie e que eu estava até um tanto certa. Meu coração libertário e que ama todas as raças, que já vem se chateando consigo mesmo devido ao fato dele ter horror a Hizbolahs da vida e preferir Israel a palestinos comandados por radicais armados, ainda não se acalmou.

Depois, mais fatos cruéis da vida. Conversando em família, chegamos à conclusão que europeu vindo catar prostitutas no nordeste é o que há de melhor para as garotas. A maioria são filhas de alcóolatras, que antes teriam na vida apenas a chance de ter um filho do próprio pai, ou arranjar um marido que tivesse a mão menos pesada. Agora elas podem sonhar em ir pra Europa e não apanhar mais. Ajudar a família daqui, ter roupas bonitas e filhos que vão ser atendidos por uma rede decente de saúde. Não terão que dar seus filhos, como seus pais fizeram.

É fato e já foi visto. Conhecemos uma pessoa que sempre “adotou” garotinhos. Os pais procuram ele e lhe oferecem seus filhos pequenos por uma sexta básica por semana durante um ano, e já ofereceu uma menina também, para caso ele conhecesse alguém que gostasse de meninas. E eles não fazem isso porque são pessoas malvadas e que vão para o inferno. É melhor para os filhos deles, serem os garotinhos de algum pedófilo com dinheiro do que continuar naquela vida.

Por que eles iriam achar o contrário? Só quem tem dinheiro para alimentar todos os filhos que tem que acha um absurdo sexo infantil. Eles acham um absurdo fome. Pai bêbado. Pai que estupra os próprios filhos. Crime. Tudo bem real. E essa questão desse conhecido nosso adotar meninos sempre foi para mim uma coisa sobre a qual eu sempre preferi não dar opinião. Ele sempre tirou seus garotos das piores das vidas e deu casa, comida, roupa lavada, estudo, emprego. Um deles, tem, hoje, uma vida normal e feliz, trabalha, é formado, tem família bonita, filhos que herdaram a pele morena e os olhões verdes que atraíram o pedófilo. Só que ele não vai precisar vender um filho dele, graças a Deus.

É muito difícil ser idealista no Brasil.

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Os Adventos do Progresso

Essa é a praia de Ponta Negra. Uma das mais bonitas do estado. Da cidade com certeza é. A verdade é que, mesmo não sendo afeita à praias, a considero uma das mais bonitas do país. O morro do careca é sua marca registrada de onde todas as pessoas que vieram à Natal tem boas lembranças. Ponta Negra e Pipa é o que há de melhor e mais famoso por aqui.

Ambas as praias estão cheias de estrangeiros ultimamente.

Eu não acho ruim o turismo internacional aqui em Natal. Pipa, que sempre foi super simpática, está cada vez mais. Na noite que fui lá, vi um grupo de meninos batendo lata. Meu pai e meu irmão não gostam muito porque os meninos não são lá muito bons, mas eu gostei. Acaba que o clima da cidade faz as crianças tocarem, dançarem capoeira e “se amostrarem” (chia bastante no s) de alguma forma para conquistar os turistas. Pipa ainda tem gente de outros estados misturado com os gringos. Há muito tempo Pipa ganha com essa característica de cidade charmosa, com uma noite interessante e agitada, o que faz o comércio de lá ter um funcionamento diferente e fechar às onze.

Ponta Negra já não teve a mesma sorte.

O bairro, antes, quando viemos para cá, era periferia. Os ônibus nunca foram muitos. 46 e 56 eram os que eu pegava, ambos iam pra Ribeira, lá na “cidade”, um pela costeira, o outro pela cidade. A gente tinha que acordar super cedo pra pegar o costeira que ia mais rápido pra poder ir pra escola. No bairro só tinha gente de fora. Os chamados “sulistas” pelos nativos (no nordeste muitos dividem o Brasil em Norte, Nordeste, Bahia e Sul, então, eu sou sulista). Gaúcho, goiano, brasiliense, carioca, paulista. Nós éramos tudo farinha do mesmo saco.

Hoje, Ponta Negra continua sendo bairro de gente de fora. Só que fora do país. Italiano, espanhol, nórdicos em geral, português. Estão sendo construídos vários prédios altíssimos aqui que serão vendidos diretamente pra Europa. No terreno da minha casa irão construir um. Foi vendido a uma empresa espanhola. A gente fica aqui imaginando os esgotos – que não são dos melhores, a gente teve fossa em casa durante muito tempo – na época de temporada. Vai ser como na nossa época, que fugíamos daqui nas férias porque faltava água.

Mas, nem é isso que me incomoda. O que me incomoda é que essa praia linda, hoje, está horrorosa. Última vez que vim aqui, lá era onde ficava o buchicho. Lá e na rua aqui de casa, mas na praia era puramente estrangeiro. Vivia cheio, fosse qual fosse o dia, ter um restaurante na praia era maravilhoso. Abrir um era caríssimo. Meu pai só podia sonhar.

Hoje estamos aliviados por só termos sonhado. A praia está feia, cheia de pequenos pedaços de metralha que o mar devolve. As barraquinhas que tinham feito ao longo do calçadão estão quase todas fechadas. E à noite, dá dó. Meu pai gosta de passar lá pra avaliar a decadência. Enquanto descemos a ladeira vamos vendo os italianos descendo. É fácil discernir. O jeito de andar com o peito estufado, as camisetas coladas, os cabelos arrumados. Metrossexuais clássicos. Todos descendo depois do jantar pra conseguir a sobremesa.

Prostitutas, óbvio.

Quase nenhum restaurante funciona lá mais. Os que funcionam têm poucas mesas, no calçadão as prostitutas e os travestis (maior produto de exportação brasil->europa) se exibem. Os meninos, ao invés de se “amostrarem”, ficam seguindo os estrangeiros com cara de pobre coitado (a esmola que eles dão é uma notinha de dez, então…).

Triste, triste, triste. Quando eu cheguei no aeroporto, a primeira coisa que eu notei é que tem um vídeo que fica passando o tempo inteiro enquanto você procura suas malas, em inglês, contra prostituição infantil.

Sei que é assim desde o início dos tempos, mas ver isso acontecer no bairro onde eu me criei, fugindo da praia, brincando no cemitério e jogando queimada na rua é de cortar meu coração.

Infelizmente, a maioria dos europeus que aparecem por aqui são ignorantes, vindos de algum interior. Mafiosos também, lavando dinheiro. Tem algumas pessoas legais, o dinheiro é bom. Sei também que não é culpa deles, é culpa da infra-estrutura daqui, da pobreza, assim como também não é culpa nossa o que acontece com a imigração dos países de terceiro mundo pra lá.

Por isso agora eu tenho alguma coisa muito pessoal pra esfregar na cara deles se algum europeu ignorante for reclamar que nós, latinos, tiramos o emprego deles ou aumentamos a violência.

Vocês fizeram minha infância de bordel, e daí?

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Tá vendo esse sapato do template? Quero.

Então, template novo pré fabricado. Sempre perco meus arquivos e meus comentários nessas porcarias de mudança de template. Perdi meus comentários, coloquei os do blogger.com.br e seja o que deus quiser.

E tá tudo com caracteres bizarros. Pfff…

Hope you all liked it.

Baci!

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Minhas Férias

Um

Só como nessa vida. Às vezes me bate meio segundo de meia culpa, mas não dura. Eu moro sozinha, faço minha própria comida e sou uma péssima cozinheira, aqui tem papai cozinheiro, mamãe fazendo almoço bom, restaurante, chocolate, bolo, queijos, heineken. É um pecado ficar fazendo regime aqui. Passo três semanas vivendo à base de fruta e, quem sabe, vou caminhar no parque. Mas, fazer regime aqui, Deus não perdoa um pecado desses.

Dois

Meu pai passou toooooodas as fotos pro laptop dele. Nem sei a senha do homem. E ele não pára em casa. Quando pára eu esqueço de pedir pra colocar as fotos no outro computador (o que uso agora). Depois, estou gorda, não vou gostar de nenhuma foto. Deixa como está.

Três

Tomei sol uma vezes. Só. Depois choveu, e eu não tenho muito saco pra descer pra ponta negra. Quando tenho, chove. E tem outra, a estrangeirada tá toda aqui, não vou desfilar com meu novo biquini de bolinha branca pros estrangeiros, sou branca azeda e tenho corpo de quem daria uma boa mamma, já vi que vou ter que arranjar meu estrangeiro rico na base do charme e da inteligência. Então, vou ganhar a vida sendo inteligente mesmo, desisti da vida de lavadora de cuecas.

Até segunda ordem, claro.

Quarta feira eu vou pra outra praia, quem sabe eu tomo sol.

Quatro

Já¡ ouviram (Pedro e Tininha meus únicos leitores) falar dos nomes de banda de forró daqui da região nordeste? É um primor. Faz um tempo que estou a-pai-xo-na-da em um outdoor espalhado por todas as cidades do estado. É um show que tem de uma vez: Lagosta Bronzeada (letras maiores), Facho de Menina (letras medianas) e Cinzeiro de Motel (letras menores)

Lagosta Bronzeada só não é melhor que Cinzeiro de Motel. Primor! Genial! Arte!

Cinco

Falei com a Janice hoje. O filho dela deixou a menina magra de novo. Terei um filho, é ocupação e exercí­cio garantido por um bom tempo. =D

Seis

Mãe: “A amiga da Luana fica ligando pra ela de Paris pra contar as novidades”
Eu: “Tadinha, tá sozinha lá sem poder usar as piadas internas com ninguém!!”

É, o tanto de mensagem que eu mando pra Nhá¡ e pra Dida nessas férias não tá no gibi.

Sete

Por falar em gibi, decidi que quero fazer Pací­fica em quadrinhos, mas eu descobri também que estou enroladaça com o começo, aí­ estou testando todas as formas possíveis. Qualquer coisa faço um gibi super moderno com partes em quadrinhos e partes na bela escrita com algumas gravuras que é pra alimentar o lado visual da coisa.

Só falta eu me desenrolar no começo. E arranjar um desenhista =D

Oito

Falta a esculhambassão. Não sobrou ninguém preu sair pra farra aqui. Pior que a farra é aqui na minha rua. Quarta feira e fim de semana bomba. Mas, eu ainda não cheguei ao ní­vel da independência em que se vai pra farra sozinha.

Sabrina me muda pro Rio de Janeiro. Hmpht.

Nove

Decidi que vou participar de todas as promoções da Nokia. No momento estou concorrendo a uma viagem pra Itália, um 3250 e um N90. Apaixonei no N90 pra sempre.

Nokia 3250 Twist e Nokia N90. Quero. Por enquanto o que eu posso fazer é criar frases “criativas” e ver se eu ganho. Sempre achei que nessas promoções você tem que ter pistolão. Mas…. Custa nada tentar. E sonhar :9~~

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Por uma Questão de Estética

Meu lado glamour, perua, que acha que o importante em um sapato é ser bonito me faz sofrer. Esse modelo de sapato que vocês vêem aí do lado é tudo o que eu procuro há anos. A Melissa vai e me faz o sapato perfeito. Eu não sou fã numero um da Hello Kitty e nem das estampas Louis Vitton. Da Hello Kitty gosto quando estou perto da Clarisse, embora também não desgoste quando estou longe. Da estampa Louis Vitton não gosto nunca. Acho aquelas bolsas feias. As falsas então, nem se fala.

Mas a Hello Kitty ao estilo Louis Vitton no modelo perfeito da Melissa ficou simplesmente demais.

Ontem eu fui ao shopping com Mammys. Ela queria me dar um tênis. Como eu sou uma label queen eu fui nas lojas esportivas e só olhava pra adidas. Tinha uns tênis bonitos da Nike também. Mas, eu sou uma mulher fiel. Eu amo as três listras. E não, eu não sou indie. Mas tênis eu amo adidas. Puxei do meu padrinho. All Stars ou Adidas. Só. Estava absurdamente em dúvida entre um marrom com listras rosa, super lindo e um do mesmo modelo só que clássico, preto com listras brancas.

Quase resolvi essa dúvida quando passei pela Ecológica por uma questão de lógica (é uma loja que existe em Natal desde tempos imemoriais e cujo slogan marcou minha cabeça e cujas propagandas me fazem sentir arrepios até hoje)e experimentei a melissa preta.

Como diriam aqui, pense em um sapato bonito! Pense num pé que fica adoravelmente bem modelado! Pense no fato dele ser uma mistura de básico com um colorido diferencial! Lindo! Apaixonei. Detalhe fofo: a fivela é dourada, e tem uma pequena hello kitty (a carinha dela) pendurada. Fiquei rindo e falando que nem uma débil mental enquanto experimentava. “Ai que coisa mais fofa, gente” e eteceteras.

Ridículo.

Mas, minha mãe é um ser humano com ascendente em Virgem. Até chegou a cogitar me dá. Mas, preferiu me dar um tênis. Eu também preferi. Estava querendo um outro tênis faz tempo, meu branquinho tá marrom coitado.

Acabei resolvendo minha dúvida comprando um verde, parece aqueles feito de fibra de cannabis. Lindo e básico. Amei.

Mas, agora preciso fazer um plano pra conseguir comprar a melissa. Pagar o cartão de crédito. Dividir em dezoito vezes. Se eu tivesse arranjado meu marido rico, estaria tudo resolvido.

Ai vida de gente pobre….

HQs

Procura-se desenhista incrivelmente talentoso disposto a fazer uma HQ com um roteiro levemente complicado feito por uma pessoa extremamente chata.

E cuja história de amor central é gay

Alguém se habilita?