Arquivo mensal: maio 2006

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LUDS DIDA´S PAJAMA PARTY

Grande evento desse sábado dia 03 de Junho, ainda maior e melhor que o Porão, que a festa da Nipo e tudo o mais. Hmmm, tá, na Nipo tem sushi, mas na festa da Luds vai ter pijamas, pillow fight, adrena (café, leite condensado e vodka), drinks de morango, chocolate quente e quitutes saborosos, hits da Luds, pantufas, ponchos, bichinhos, lava lamp, videos, desenhos, video games e mais video games e, óbvio, GLAMOUR!

A Festa!

Um conceito de Casa de Espeto Trade Mark e um evento Biscks e Mocrs Produções.

Porque a gente arrasa!

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O Mundo Paralelo de Luana Selva
as coisas que só acontecem na minha cabeça

Caro senhor síndico,

Como foi requisitado na última assembleia, estamos te mandando os horários em que nós chegamos à noite em casa para que a segurança seja reforçada. Em anexo está uma tabela dos horários em que chegamos de carro e os dias em que costumamos sair tarde da noite. Gostaríamos de requisitar que aos fim de semana a segurança de madrugada seja maior porque muitas vezes já chegamos e não encontramos o porteiro para assegurar uma entrada segura de nossa parte no bloco.

Entretanto, como o senhor pode averiguar no anexo, lá está o horário de apenas duas de nós e, como todos sabem, somos três. A questão particular de nossa terceira moradora nos faz pedir apenas que, em qualquer noite de qualquer dia a qualquer horário, por favor esteje alerta para a chegada segura dela. A Lu, como a chamamos carinhosamente, tem uma vida social complexa, às vezes intensa, às vezes quase nula. Ela com certeza prefere à noite ao dia e costuma jantar em horários esquisitos como uma hora da manhã. Ou não. Às vezes ela pode chegar cedo (meia noite), às vezes ela pode dormir fora de casa em um dia de semana, às vezes ela pode passar o fim de semana inteiro trancafiada no quarto lendo e vendo seriado. Às vezes ela vai pra goiânia todo final de semana durante dois meses. Nós não temos muito como dizer.

Também não podemos te dizer que ela sai todo dia toda noite e chega tarde sempre. Por motivo nenhum (pelo menos aparente), ela fica extremamente caseira e participativa em casa, ou, fica tão caseira e anti-social que nós esquecemos que ela está em casa (o que anda acontecendo agora). Posso assegurar que suas atividades em relação a Unb são todas de manhã e à tarde e que possa haver uma possibilidade de que toda quarta feira ela chegue às nove da noite vindo a pé das 409, mas isso ainda não foi confirmado.

Como não podemos deixar nada certo a ponto de lhes pedir alguma coisa, apenas te pedimos para alertar ao porteiro que preste atenção quando ela estiver saindo de casa à noite (ela faz questão de dar boa noite ao porteiro), e que fique alerta a qualquer horário assim que a vir saindo, pois ela pode voltar, sabe-se lá que horas, sabe-se lá como.

Atenciosamente,

Irina e Débora Alencar

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Lua e as Baratas

Sim, aqui estou eu falando das malditas baratas de novo. Elas ṣo meus inimigos naturais, a esp̩cie que me afronta, a que deve morrer porque EU sou superior. Maior, mais esperta Рmenos resistente, eu sei, mas ainda conto com a ben̤̣o do raid.

É injusto. Dos meus três apartamentos na capitar, esse é o mais limpinho e organizadinho (sei que não é mérito meu, mas eu melhorei bastante também), mas é o que mais me deu trabalho baratais. Começa com o fato de que eu sou o homem da casa. Minhas roomies todas têm pânico de inseto, e sou eu que levo as mariposas pra fora e massacro abelhas. Como eu sou fofagressive, meu horror a insetos se tornou raiva. Meu sonho é substituí-los por nanorobôs só pra manter o equilíbrio natural.

O segundo fato importante é que meu bloco é um laboratório para se criar uma espécie de baratas que irá tomar o mundo da raça humana, organizado pelos ets do mal nazista da raça …cinza, eu acho. As malditas baratas são vermelhas, imensas, e possuem súditas normais. É como se elas fossem as rainhas, leoas caçadoras que vêm me atazanar e pular em cima de mim vinda de uma toalha de rosto.

Essas eu grito muito de raiva e nojo quando esmago. Eeeeew!

A primeira guerra da minha vida foi contra a formação de Baratópolis dentro da minha banheira. Mais especificamente dentro da paradinha da hidromassagem (não me peçam para exemplificar, meu maior drama é que eu sou uma escritora de fantasias que não sabe descrever bem). Na verdade, eu imagino que Baratópolis seja um complexo que corre dentro dos muros desse bloco maldito e um dos “portos” comandado pela barata vermelha do mal alfa era na paradinha da hidromassagem do meu banheiro.

Essa barata em específico foi a que me fez uma emboscada na toalha de rosto enquanto eu enxugava minhas mãos. Nojenta. Depois de várias tentativas eu a destruí, depois a Riri destruiu suas comparsas e nós tivemos uma vida feliz por alguns meses.

Até a barata vermelha do mal alfa-beta aparecer. Juro. Elas são identicas, vermelhas, enormes, nojentas, antenudas, parecem reencarnações. Nunca as encontramos pequenas ou ao menos de tamanho médio tolerável. Elas brotam mostruosas e vermelhas. E antenudas.
E elas sempre aparecem sozinhas.

E são rápidas. Elas desapareciam misteriosamente enquanto eu me abaixava para pegar o chinelo e, de alguma forma me dava a impressão de que passavam através da parede. Até, claro, minha inteligência superior encontrar o ninho delas. Das normais, eu digo, o ninho que a alfabeta nojenta protegia e guardava. Matei a alfabeta, com muuuuuito veneno em um dia em que ela decidiu se achar superior a mim e, vejam só, me enfrentou!

Como eu sou uma escorpiana vingativa e escrota considerei uma afronta pessoal e enchi ela de veneno, para deixar de ser besta e ficar passeando enquanto eu ia pegar minhas armas se achando tão superior.

Eu tenho uma sorte muito grande em estar sozinha quando essas coisas acontecem. Porque eu disse umas poucas e boas pressa barata que me valeriam uma estadia no Instituto de Saúde Mental.

Vocês acreditam que elas ficaram com tanta raiva de mim que resolveram me atacar em meus próprios aposentos pessoais? No meu armário!! Meu próprio e querido armário cheio com as MINHAS roupas!! E sempre fugindo misteriosamente por buracos bizarros que só elas conseguem ver. E, óbvio, lá estava a alfa beta gama!! Outra barata infernal do nono círculo gigante e vermelha.

Isso me custou acho que um domingo ou um sábado. EU tirei toooooooodas as minhas coisas do meu armário, coloquei tudo na sala, enchi meu armário de veneno e fiquei esperando as nojentas saírem desesperadas.

Quase morri envenenada. Tive que ir pra cozinha, sentar, ler vogue e ficar ouvindo uma ópera que rolava na tv senado enquanto cantarolava “eu sou uma bicha, eu sou uma biiiiicha”. Achando, então, que minha tentativa tinha sido frustrada, abri a janela e fiquei papeando no msn combinando com o Marcus de ir comer crepe com ele. Quem aparece? Alfa beta gama! Tonta, feliz e contente, bebaça saindo pra curtir a night.

Eu tenho tanto nojo de barata que eu joguei meu chinelo e gritei de nojo muito alto, muitas vezes e senti uma raiva tão imensa que só pode ilustrar a batalha entre duas espécies que se odeiam. Três. Eu também odeio ets, que me atacam através de baratas de laboratório.

Mais uma vez eu estava Home Alone.

Desde então, nada de baratas alfabetagamadelta. Mas, hoje, eu vi uma barata minúscula desaparecer na parede do banheiro. Seria uma batedoura mirim avaliando o terreno para uma próxima batalha?

E antes que vocês falem que eu sou esquizofrênica e que essas baratas não existem, minhas colegas já viram todas. Como todas são iguais, nós as nomeamos, simplesmente de Dona Baratinha.

Mas, vocês vão ver. EU vou ganhar essa batalha.

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Blockbuster

Eu li o Código da Vinci. Dan Brown escreve mal. Ponto. Mas, durante todo o tempo em que li uma coisa ficou na minha cabeça: Daria um filme muito bom. E esse personagem é um personagem muito Tom Hanks.

E aí está o Código Da Vinci estrelado por Tom Hanks e Audrey Tatou (Amelie!!!) nos cinemas, estreando daqui a umas duas semanas. Estou ansiosa para ver o filme, porque, eu sei que a trama te prende e os enigmas e a velocidade do livro dariam um ótimo thriller de suspense com alguns assuntos interessantes como seitas, simbologia, obras de arte e qualquer coisa que meta pau no catolicismo (ainda mais na Opus Dei) que me interessam muito.

O senhor Dan Brown é fruto de um dos fenômenos da literatura americana, dos livros que são escritos já com a idéia de virarem filme lá na frente. Isso se deu porque Hollywood é uma indústria imensa sempre a procura de histórias já que está sempre produzindo cada vez mais filmes cada vez mais rápido.

Não tenho problemas com isso. Acho legal quando leio um livro e sei que ele vai virar filme porque, apesar de sempre gostar mais do livro (mais espaço para desenvolver idéias, pensamentos, características das personagens, sua própria imaginação trabalhando, muito menos cabeças se intrometendo no processo criativo), é sempre bom poder ver algumas coisas da história que você tanto gosta. Por isso ainda vou ver os filmes do Harry Potter. É bom ver Hogwarts, foi bom ver a segunda tarefa do Torneio Tribuxo, é legal ver o estádio da Copa Mundial de Quadribol. Aquele filme não é o livro que eu li, aqueles não são os personagens que eu amo. Mas, é tão legal ver os quadros se mexendo, você sente que seu livro ficou mais próximo do real, porque você leu.

Mas, o Código da Vinci, é quase um roteiro de cinema. Era um detalhe irritante que se intrometia no meio da minha leitura: o fato de que o escritor não sabia escrever. Ele criou uma história legal, idéias legais e fez um thriller instigante com teorias interessantes e pistas para você seguir. Mas, a pobreza das descrições, a profundidade de pires das personagens e os diálogos poucos inventivos eram irritantes. Fechei o livro depois de ter passado a noite inteira feliz porque já sabia que o Ron Howard ia fazer o filme, torcendo pra ser o Tom Hanks.

Agora, daqui a umas duas sextas feiras eu e minha família (que praticamente lemos o livro juntos – enquanto um dormia o outro roubava o livro e lia) iremos ver o filme, as cenas de ações terrivelmente descritas mas que irão ficar legais na telona, o Tom Hanks, alguns outros ótimos atores que darão mais profundidade aos seus personagens (afinal, bons atores são aqueles que fazem suas personagens reais em poucos olhares e palavras) e espero que os roteiristas que fizeram a “adaptação” coloque uns diálogos melhores, semi precisar tirar os bons diálogos do Dan Brown, já que eles são poucos.

Mas, para não destruir Brown e suas obras, o cara tem um conhecimento ótimo de história das artes, simbologia, sabe fazer teorias da conspiração ótimas (eu queria que ele mestrasse iluminatti pra mim ) e tem uma criatividade fenomenal. E sabe prender nossa atenção mesmo quando sua pobreza literária irrita. Eu acho isso louvável e acredito que como a prática leva à perfeição -e ele já está acho que em seu quarto livro – ele pode se tornar um ótimo escritor pop.

Mágoas

O fenômeno Código da Vinci me deixou algumas coisas pra sempre: EU nunca mais olho prum quadro de Leonardo da Vinci sem procurar detalhes escondidos, seja de que natureza forem. E algumas mágoas.

Primeiro: milhares de coisas que eu falava pros outros xingando a Igreja Católica e mostrando o bando de coisas que ela resignificou (pra pior) das religiões pagãs e toda a filosofia enganosa do cristianismo, de repente viraram coisas maravilhosas e super novidades que só lendo o Código da Vinci você vai saber, o que me fez perceber que ninguém me escuta MESMO.

Segundo: ganhei de Pappys um livro com as anotações de Da Vinci e percebi que todo o trabalho gráfico do livro remetia para o Código da Vinci. Desde quando Leonardo precisa de um livro que bebeu nas suas obras e seus ideais pra vender todas as idéias geniais que ele teve na vida?

Post Scriptum

Estava com um texto aqui preparado sobre o Pop, tudo que é Pop. Mas, perdi e estou atrasada. Amanhã escrevo.

Bubye