Arquivo mensal: abril 2006

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Viva! Viva a Sociedade Alternativa

Dentro do zeitgeist contemporâneo está a diversidade. É aquela utopia social, aquele idealismo cultural que tentamos cobrir nas escolas e falhamos miseravelmente, sem nem pedir desculpas, na vida real. Diversidade de raças, diversidade de credos, diversidade de nações, diversidade sexual. Todos têm que possuir uma chance, um espaço, o direito de se expressar, o direito de ir e vir.

Esse sonho, de uma sociedade que abarque toda essa diversidade, é muito forte no movimento hippie e muitos sonhos de sociedades fora desse esquema capitalista, grande e sufocante de cidade grande nasceram com todo o movimento de paz e amor, sexo livre, drogas, etc. A maioria desses projetos de sociedades alternativas consistiam em ir para algum lugar isolado, em contato com a natureza, fazer comunidades menores, cooperativas onde a compreensão mútua e a cooperação ajudariam a diversidade se sentir, digamos, à vontade.

Entretanto, esse conceito de diversidade nasce no crescimento das grandes cidades, sendo que elas são o caldeirão maior da diversidade, com tantos grupos se amontoando em casinhas umas em cima das outras, por emprego, oportunidades, cultura ou porque simplesmente são metropolitanos de nascença. Em toda história de cidade pequena tem alguém que quer mais, ver mais, ir além. Naturalmente essas pessoas são as que simbolizam a diversidade. São diferentes e inadaptáveis. Ou simplesmente não querem se adaptar.

Pequenos grupos de paz, amor, drogas e nudez não são o tipo de sociedade, ao meu ver, que irá abarcar a diversidade e o entendimento de todos. Ao meu ver, é mesmo a maléfica, sufocante, barulhenta e angustiante sociedade capitalista, globalizada, metropolitana, cheia de megalópolis, prédios altos, e coisas esquisitas.

Porque quanto mais você os vê, quanto mais você convive com gente que é diferente de você, quanto mais pessoas envolvidas em algum lugar, em alguma atividade, nem que seja sobreviver, faz com que você tenha a oportunidade de se baterem, de se esbarrarem, de se chocarem até que saia guerra ou entendimento. A diferença de resultados virá da abertura das pessoa, do fato delas serem ignorantes ou não, do fato de serem maleáveis.

Isso é uma coisa que se vê no filme Crash que ganhou o Oscar de melhor filme esse ano. Los Angeles é uma cidade grande onde a diversidade está em todo lugar, e essas pessoas se batem uma com as outras porque elas estão separadas. Separadas em grandes grupos de medo, preconceito, onde sempre um é o inimigo do outro. Os negros odeiam os brancos que os oprimiram por anos, os brancos odeiam os negros que roubaram seus empregos e suas oportunidades pelo simples fato de serem negros, os latinos são considerados intrusos pobres, inconvenientes, mas necessários, os árabes são perigosos. Estão todos por todos os lados. E eles se chocam. Alguns tem a cabeça fria e bem educada, mas ainda têm medo e acabam cometendo os mesmos erros que os ignorantes cometem. Alguns simplesmente aprendem.

Mas, se não houver esse choque, se todos não forem obrigados a viver lá, no mesmo lugar, se batendo, produzindo, se esbarrando, e um dia salvando a vida um do outro, ou um dia acabando com a vida do outro, nessa dualidade que é a vida humana, como que a gente vai saber que eles, aqueles que são diferentes de nós, na verdade são iguaizinhos? Se a gente se restringir a pequenos esteriótipos, aos que se defendem do preconceito sendo agressivos, sendo tudo aquilo que a gente gostaria que eles não fossem, como que vamos aceitar a diversidade, criar oportunidades a todos, fazer um tipo de lugar onde você possa, simplesmente ser e viver?

Como vamos crescer, também, e entender que a diversidade existe em nós mesmos, por isso reagimos tão mal a ela?

Ao meu ver, o que há de pior, infelizmente, é essa fase que ainda estamos na busca do entendimento da diversidade. A identidade. A busca da identidade de um grupo para nos sentirmos orgulhosos, melhorarmos nossa auto-estima, amarmos a nós mesmos e por isso termos forças pra ir de encontro a tudo que temos que mudar. Esse passo ainda requer a diferenciação entre eu e o outro, o ódio e a secessão. Acho que esse passo já foi entendido, conquistado e que poderíamos ir ao seguinte. Ao momento em que não precisamos de símbolos, nem de hábitos, nem de nomes, nem de roupas, nem de cores para sabermos quem somos, nos sentirmos seguros e confiarmos. Em nós mesmos.

Porque se começarmos a ver que somos tão mutáveis, tão flexíveis, tão cheios de possibilidades e oportunidades que, no fundo, somos todos tão únicos e todos tão diferentes, que somos dúbios, quando aceitarmos essa dualidade, essa fusão, essa alma não separada, completa e caótica, assim como aceitamos nossa lógica, quando entendermos mesmo a arte e a colocarmos nas nossas vidas, vamos aceitar muito melhor que isso acontece no mundo exterior, que é natural, que podemos aprender e nos divertir bem mais assim.

O que cada um pode fazer é trabalhar essa mudança de passo em si mesmos, já é uma grande mudança para o mundo. Você agirá diferente, você provará que não há motivos para ódio, que há a possibilidade de mudança e entendimento.

Mas, primeiro, tem que haver o choque, tem que haver os esbarrões do diferente, tem que haver a agressividade de algo completamente diverso sendo apresentado a você. Na maioria das vezes através do que há de mais primitivo e básico na nossa vida: sexo, violência, cor, música, imagem. Choque.

Viva Babilônia, a torre onde ninguém falava a mesma língua, o primeiro lugar onde as pessoas tinham a oportunidade de aprender a se entenderem apesar dos pesares.

Um texto sério e cheios de ideais do Casa, para vocês.

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Manual de Condunta do Calouro UnB

Ã�tem Primeiro: O Minhocão é um grande corredor de passagem. Não há bedéis, nem sinal, mas há centenas de milhares de alunos indo de um lado para o outro para irem de uma aula a outra. Não é um lugar onde grupos isolados de jovens deslumbrados ficam conversando muito alto, muito empolgadamente, obstruindo todo o corredor e atrapalhando o fluxo. Existem as “praças” e os banquinhos ao longo do ICC (sem contar as entradas) para isso, favor utilizá-las.

�tem Segundo: Funcionamento do ICC. Não é muito difícil, existe um sistema lógico, placas e orientações, uma vez que você leia isso não vai mais precisar tentar entender o que aquelas letras e números quer dizer. O ICC, vulgo Minhocão, é dividido em A e B, A está a Oeste, B a Leste, isso cobre a primeira letrinha. Uma vez que você sabe em qual lado do Minhocão sua sala está, vamos descobrir em qual andar. SS, quer dizer que está no subsolo, T, no térreo e 1, no primeiro andar. Agora é só achar o número da sala, elas estão distribuídas de sul a norte do Minhocão, é só seguir os números que tem no teto, depois de um tempo isso será natural e você não precisará ficar olhando para cima o tempo inteiro. É bem simples, vocês têm sorte de entrarem agora, quando as placas são simples e objetivas quanto à localização de salas, institutos e faculdades e não apontam o céu, onde tem oxigênio, onde achar uma árvore ou coisas óbvias desse tipo.

�tem Terceiro: Anf quer dizer anfiteatro, não vou te explicar o que é um anfiteatro, você passou no vestibular.

�tem Quarto: CO quer dizer Centro Olímpico, não Centro de Orientação. Vocês não caem nessa, caem? Mande os veteranos sem senso de humor refinado à merda.

�tem Quinto: O corredor do Minhocão é um lugar amplo, livre onde você pode sentar e conversar com seus amigos enquanto mata uma aula ou espera por outra ou nenhuma das opções ditas, apenas mata tempo a toa. Mas, não se esqueça que logo ao lado está tendo uma aula. Às vezes, várias. Então não fique gritando, converse como um ser humano educado, o que você deveria ser. É bastante constrangedor para você, o professor e os alunos, que não querem saber das matérias, mas também não querem saber da sua vida pessoal.

Cansei de ser veterana amarga, só inventei cinco ítens. Mas, isso em fez lembrar uma coisa boa: Qual era daquelas placas, mesmo? Vocês lembram? Umas que apontavam o céu, o oxigênio. Aposto que aquilo era pra ser arte. Acertei?

Dialogs

Você então vai apressar sua formatura…

Apressar? Em que mundo você vive?

Bom, quero dizer, não vai formar mais devagar e trabalhar.

Mais devagar… Interessante a relatividade dos conceitos, não?

E quando você formar, o que você vai fazer?

Não me faça pensar nisso.

Você precisa pensar nisso. Você vai deixar de ser universitária.

Eu vou pensar nisso semestre que vem, tá, se eu realmente tiver a possibilidade de me formar.

Mas, é quase certeza né?

É.

Então, qual vai ser seu próximo passo na vida?

Você não prefere ser mais budista e se focar aqui, here in the now?

Hm?

Meus projetos de agora?

Quais são?

Fazer estágio, passar em todas as matérias e…

E…

Descobrir o que eu quero da vida.

Ahn. Você me disse que ia ser diplomata.

Eu mudo todo mês.

Exatamente. Foi o que eu disse. Mas, esse tava durando mais de um mês.

Então…

Então?

Se eu achasse uma coisa que eu realmente gosto de fazer, eu sei que eu seria feliz e daria muito certo porque eu sou uma pessoa muito criativa e…

Vamos à conclusão.

Eu não sei qual vai ser o próximo passo, mãe, eu só quero me desesperar semestre que vem, tá?

Tá. Mas, você tem esse ano inteiro pra pensar, não é mesmo. Ou, melhor, menos de um ano.

Sem pressões, né?

Considerações

Prof de estética disse que um dos problemas do mundo é que a arte não está inserida nas nossas vidas.Precisamos mais de estética. Sem entrar nos méritos sobre arte e inserção, o que ele quis dizer é o que eu sempre digo. Falta Glamour.

Só porque eu falo mais simples, não me levam a sério.

Adorar o Nando Reis, ganhar uma credencial de imprensa, ficar lá sentadinha, feliz, vendo o show, sair antes de acabar (porque ele tava começando a cantar aquelas músicas que eu não gosto) e não considerar esperar e pentelhar por uma autógrafo quer dizer que eu sou blasé?

Eu não me vejo pentelhando alguém por um autógrafo.

Verdades

Eu nunca minto.

Mentira.

Vou falar sério agora:

Viva! Viva a Sociedade Alternativa

Dentro do zeitgeist contemporâneo está a diversidade. É aquela utopia social, aquele idealismo cultural que tentamos cobrir nas escolas e falhamos miseravelmente, sem nem pedir desculpas, na vida real. Diversidade de raças, diversidade de credos, diversidade de nações, diversidade sexual. Todos têm que possuir uma chance, um espaço, o direito de se expressar, o direito de ir e vir.

Esse sonho, de uma sociedade que abarque toda essa diversidade, é muito forte no movimento hippie e muitos sonhos de sociedades fora desse esquema capitalista, grande e sufocante de cidade grande nasceram com todo o movimento de paz e amor, sexo livre, drogas, etc. A maioria desses projetos de sociedades alternativas consistiam em ir para algum lugar isolado, em contato com a natureza, fazer comunidades menores, cooperativas onde a compreensão mútua e a cooperação ajudariam a diversidade se sentir, digamos, à vontade.

Entretanto, esse conceito de diversidade nasce no crescimento das grandes cidades, sendo que elas são o caldeirão maior da diversidade, com tantos grupos se amontoando em casinhas umas em cima das outras, por emprego, oportunidades, cultura ou porque simplesmente são metropolitanos de nascença. Em toda história de cidade pequena tem alguém que quer mais, ver mais, ir além. Naturalmente essas pessoas são as que simbolizam a diversidade. São diferentes e inadaptáveis. Ou simplesmente não querem se adaptar.

Pequenos grupos de paz, amor, drogas e nudez não são o tipo de sociedade, ao meu ver, que irá abarcar a diversidade e o entendimento de todos. Ao meu ver, é mesmo a maléfica, sufocante, barulhenta e angustiante sociedade capitalista, globalizada, metropolitana, cheia de megalópolis, prédios altos, e coisas esquisitas.

Porque quanto mais você os vê, quanto mais você convive com gente que é diferente de você, quanto mais pessoas envolvidas em algum lugar, em alguma atividade, nem que seja sobreviver, faz com que você tenha a oportunidade de se baterem, de se esbarrarem, de se chocarem até que saia guerra ou entendimento. A diferença de resultados virá da abertura das pessoa, do fato delas serem ignorantes ou não, do fato de serem maleáveis.

Isso é uma coisa que se vê no filme Crash que ganhou o Oscar de melhor filme esse ano. Los Angeles é uma cidade grande onde a diversidade está em todo lugar, e essas pessoas se batem uma com as outras porque elas estão separadas. Separadas em grandes grupos de medo, preconceito, onde sempre um é o inimigo do outro. Os negros odeiam os brancos que os oprimiram por anos, os brancos odeiam os negros que roubaram seus empregos e suas oportunidades pelo simples fato de serem negros, os latinos são considerados intrusos pobres, inconvenientes, mas necessários, os árabes são perigosos. Estão todos por todos os lados. E eles se chocam. Alguns tem a cabeça fria e bem educada, mas ainda têm medo e acabam cometendo os mesmos erros que os ignorantes cometem. Alguns simplesmente aprendem.

Mas, se não houver esse choque, se todos não forem obrigados a viver lá, no mesmo lugar, se batendo, produzindo, se esbarrando, e um dia salvando a vida um do outro, ou um dia acabando com a vida do outro, nessa dualidade que é a vida humana, como que a gente vai saber que eles, aqueles que são diferentes de nós, na verdade são iguaizinhos? Se a gente se restringir a pequenos esteriótipos, aos que se defendem do preconceito sendo agressivos, sendo tudo aquilo que a gente gostaria que eles não fossem, como que vamos aceitar a diversidade, criar oportunidades a todos, fazer um tipo de lugar onde você possa, simplesmente ser e viver?

Como vamos crescer, também, e entender que a diversidade existe em nós mesmos, por isso reagimos tão mal a ela?

Ao meu ver, o que há de pior, infelizmente, é essa fase que ainda estamos na busca do entendimento da diversidade. A identidade. A busca da identidade de um grupo para nos sentirmos orgulhosos, melhorarmos nossa auto-estima, amarmos a nós mesmos e por isso termos forças pra ir de encontro a tudo que temos que mudar. Esse passo ainda requer a diferenciação entre eu e o outro, o ódio e a secessão. Acho que esse passo já foi entendido, conquistado e que poderíamos ir ao seguinte. Ao momento em que não precisamos de símbolos, nem de hábitos, nem de nomes, nem de roupas, nem de cores para sabermos quem somos, nos sentirmos seguros e confiarmos. Em nós mesmos.

Porque se começarmos a ver que somos tão mutáveis, tão flexíveis, tão cheios de possibilidades e oportunidades que, no fundo, somos todos tão únicos e todos tão diferentes, que somos dúbios, quando aceitarmos essa dualidade, essa fusão, essa alma não separada, completa e caótica, assim como aceitamos nossa lógica, quando entendermos mesmo a arte e a colocarmos nas nossas vidas, vamos aceitar muito melhor que isso acontece no mundo exterior, que é natural, que podemos aprender e nos divertir bem mais assim.

O que cada um pode fazer é trabalhar essa mudança de passo em si mesmos, já é uma grande mudança para o mundo. Você agirá diferente, você provará que não há motivos para ódio, que há a possibilidade de mudança e entendimento.

Mas, primeiro, tem que haver o choque, tem que haver os esbarrões do diferente, tem que haver a agressividade de algo completamente diverso sendo apresentado a você. Na maioria das vezes através do que há de mais primitivo e básico na nossa vida: sexo, violência, cor, música, imagem. Choque.

Viva Babilônia, a torre onde ninguém falava a mesma língua, o primeiro lugar onde as pessoas tinham a oportunidade de aprender a se entenderem apesar dos pesares.

Um texto sério e cheios de ideais do Casa, para vocês.

Vogue

Comprei a Vogue porque queria ler uma coisa superficial mas não débil mental. Escolhi a revista feminina mais famosa do mundo. Ela tem roupas, cosméticos, considerações sobre lançamentos no cinema, cultura, arte e usa a palavra zeitgeist.

E até as propagandas são bonitas.

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The Show Must Go On

Faz tempo que ando com vontade de voltar a escrever aqui. Lembro do tempo do Blig, e antes deu apagar esse blog, na época em que haviam pin ups e dizeres como SPARKLE no meu blog, quando eu vinha aqui e xingava o que eu quisesse e, apesar de me importar com o que iriam pensar do que eu escrevia, a vontade de escrever, o vício, a compulsão era maior do que isso, maior do que essa pequena vaidade.

Agora, eu venho tentando começar a escrever aqui e quando estou na frente do computador eu não tenho inspiração, não tenho vontade, as idéias me fogem à cabeça. Muitas coisas vão se passando na minha vida e eu formo textos na minha mente que, cinco minutos depois desaparecem, ou ainda menos, porque nunca dá tempo de começar a escrever. Já pensei em andar com um gravador ou me condicionar de forma behaviorista a sempre escrever (se eu deitar na cama sem produzir um texto toca uma música do Roberto Carlos ao fundo, ou qualquer coisa do estilo).

Procurando descobrir porque ando assim, percebi que alguns hábitos meus se foram e que eu gostava deles. Ultimamente a internet não tem nenhuma outra função na minha vida a não ser conversar com uns poucos no msn, rir de comunidades no orkut e baixar seriados no shareaza. Ando lendo muito poucos livros e muito poucos blogs e muito poucos sites e muito pouco tudo. Minha dispersão chegou a um ponto em que nada mais se retém. O problema não é que eu estou com uma grande ferida emocional que me impede de fazer as coisas que eu gosto (mais conhecida pelo mundo moderno como depressão) e sim que havia, antes, uma ferida e ainda estou vivendo com hábitos que antes eram meus, que antes me serviam de alguma coisa (esquecer o universo e me curar, talvez).

Então, resolvi criar hábitos, embora minha internet não me ajude muito. Voltarei a ler na internet, voltarei a pesquisar, voltarei a buscar livros e voltarei a escrever, porque todos sabem que ler e escrever estão juntos e que não se faz um sem o outro, seja no âmbito mais artístico, seja no instrumental e educacional.

Claro que isso será uma luta contra minha internet desgraçada que não abre páginas, contra minha multa na BCE e contra meu DDA (diagnóstico da vez). Mas, o que é o mundo sem desafios chatos e computadores dando pau? Uma coisa sem graça e fácil. Tá, eu sei, a vida sem isso é uma coisa lina, mas eu estou tentando manter um pensamento positivo aqui, não me atrapalhem.