Arquivo mensal: fevereiro 2006

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Oh! sinners let´s go down, come on down, don´t you wanna go down, down in the river to pray

É difícil explicar e absolutamente impossível de se traduzir em palavras, imagens ou sons. Os sentidos são subjetivos demais e seria necessário uma abertura total de todo seu ser, my lord, para compreender. É assim quando se quer compreender qualquer experiência pessoal, individual, única. Entretanto, essa dificuldade de explicar alguns dos sentimentos mais profundos que existem em mim, me paralisa como pessoal in oh so many ways.

Eu não vim aqui pra reclamar, eu vim aqui para tentar compartilhar uma experiência.

O que é real, todos nós nos perguntamos, até onde podemos tocar e mudar a realidade? Eu sempre quis acreditar que o real era o que eu bem entedesse, e a necessidade de mudar as coisas concretas, absolutas e totalmente erradas que eu via à minha volta me faziam sofrer. Eu era apenas uma criança. Onde há espaço, eu me pergunto hoje, para uma criança sofrer com coisas tão grandes? Não havia. Eu acreditava que, assim que começasse a crescer eu teria muitas ferramentas para fazer tudo aquilo que eu queria.

Mas, o mundo me afogou, quando eu saí da Mais Alta Torre de Zilabzarram para o deserto que se estendia lá fora e encheu minha cabeça com pensamentos e sentimentos alienígenas que eu não consigo perceber de onde vieram e se são realmente alieníginas. Eu não sei, de jeito nenhum my lord, como que algo tão duro e seco poderia ser mudado. EU vivi uma vida dupla, sim, my lord, de vida em vida mascarada e artificial, protegendo o mundo que eu achava ser real, da realidade que eu via lá fora.

Perdi minha fé, minha magia e minhas armas, me vi nua e totalmente desolada no deserto de Zilabzarran, sem nenhuma esperança de ter algum sucesso na missão que antes eu acreditava ter me sido dado quando de meu nascimento.

Por isso, my lord, deixei minha pequena Lory na Torre e lá a deixei guardando meu mundo e meus segredos e implorei para que ninguém a alcançasse. Mesmo que Lory chorasse e gritasse e se sentisse só e amaldiçoada, ela nunca poderia saber o quão fatal à sua matéria frágil esse mundo seria a ela.

Pois, minha Lory é feita de sonhos e pensamentos amorosos, é feita de pinturas e tintas espalhadas a revelia. Minha Lory é feita de amor e arte e enquanto ela vive, meu sonho vive e, quem sabe, um dia, quando eu for forte o suficiente, eu a tire da Torre e a traga ao mundo real.

Então ela cantará e a noite se tornará dia e o dia se tornará noite e as pessoas irão acordar. Irão ver que a magia seca em seu mundo, que a magia está presa, que a arte chora aos quatro cantos pedindo que acordem que a salvem, que tragam a esse mundo seco a magia e o amor.

E quando Lory cantar ao mundo, o mundo acabará e nascerá algo maior, algo unido pela luz radiante, algo mais quente e ao mesmo tempo mais frio. Algo onde sonhos existam e não sejam confundidos com ambições, onde as musas cantem e as coisas se criem e se reiventem. Onde a realidade não seja dura, nem seca, nem imutável. Onde finalmente a humanidade vai entender, que ela faz parte do todo e não é escravizada por ele, e assim, mudar e mudar para sempre, mudando o mundo e não o destruindo.

Então eu poderei dormir novamente, my lord, e Lory estará livre, casará e terá filhos e o mundo terá paz.

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Hoje eu olhei pro céu e vi o brilho da lua, lindo, ela estava escondida atrás das nuvens. Então a Arma me diz, olha o horário e eram 0:00, um horário místico. Fiquei perguntando ao universo qual era o significado disso, quando o Liam Gallagher diz You need to be yourself!

Demais né? Estou oficialmente maluca. E com inveja de todo mundo que vai no show do U2 e do Oasis. Morram >p~

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Pronto, corrigido. Pessoa chata!

Hilariantes

Adoro aqueles seres abomináveis que, inspirados em Olavo Bilac, não escrevem um texto, o talham e o incrustram das mais belíssimas jóias do reino para ficarem eruditos e complicados, cheios de palavras difíceis. Para aqueles que gostam de trabalhar com seus textos cada vírgula e cada sílaba, admiro muito aqueles que fazem jogos de palavras, que escolhem com primor os semantemas(como diria minha adorada professora de gramática do segundo grau, incapaz de proferir a palavra… “palavra”), usam da musicalidade das mesmas ou brincam com isso e aquilo. Não é o meu tipo de escrita, eu uso as palavras e o ofício de escrever pra passar um conteúdo, fazer uma anedota, ou qualquer coisa circunscrito a isso.

Mas, nem que eu tente, pois morro de preguiça em ir até dicionários e minha dislalia e a terrível mania goiana de falar rápido me impedem que eu fale palavras como deleidades, sem que vire outra coisa, então, nem que eu tente consigo escrever os textos primorosos enfeitados de palavras difíceis e exageros poéticos e puxa-saquismos de escrita. Para ninguém dizer que, por inveja, desprezo os textos desse tipo, abaixo coloco um pedaço da ata da sessão solene, inaugurativa, do gabinete eletro-dentário dos irmãos Fernandes-Lima em Rio Verde, Goiás que já me rendeu prazer imenso.

Por favor lembrem-se que é a inauguração de um escritório de dentista em uma cidade de interior.

Si um pena pudesse descrever por sobre o papel aquilo que se passava nos arcanos mais recônditos do povo de Rio Verde, por certo não seria a minha , tão pobre de deleidades literárias e tão insignificante diante da plenitude radiosa do delicioso ambiente.
Si se tratasse de uma festa em que acima de tudo preponderasse a riqueza deslumbrante de salões encerados e de luzes multicores, o assunto se redundaria em um único círculo de ação : a matéria. Nesta, entretanto, o espírito aureóla o esforço magistral e a boa vontade incondicional daqueles que vêm na festa solene, o produt de um cérebro que soube nascer, viver e crescer na vida.
Os festejos realizaram-se ultrapassando qualquer espectativa. O vasto programa , lançado com critério, foi comprido a contento de todos, dando oportunidade a que se fizessem ótimas referências da solenidade “sui-generis� em nosso meio. O corpo de paraninfos designado se achava no momento, sendo que foi obrigado a iniciar um pouco mais tarde, à espera do paraninfo, dr. Florêncio Alves Filho, vindo da vizinha cidade de Jathaí, especialmente para paraninfar o ato.
A Exma. Snra. D. Olímpia costa Gomes, não podendo comparecer à sessão fez-se substituir pela Snrt. Loide Portilho, ao dr. Heráclito os seguintes dizeres telegráficos:
Goiânia,18
Lamento não poder estar ahi inauguração seu gabinete pt Lourdes me substituirá.

Estando todos presentes, deu-se início à sessão com o talho da fita dada por S. Excia. O dr. Hélio Chaves, \juiz de Direito desta comarca e Patrono dos festejos inaugurativos.
Às 21 horas,precisamente, em que o estalar estrepitoso dos fogos sibilava nos ares, já a casa so Snr. Ildelfonso Fernandes Lima se achava apinhada da grande massa popular desta terra . O programa se pôs em execução.
S. Excia. Dr. HélioChaves, meritíssimo Juiz de Direito desta comarca, com a simplicidade que lhe é peculiar servido de uma tezoura, deu o corte da fita que cercava as importantes exposições do Gabinete eletro-dentário. Uma salva de palmas colheu o moderno Gabinete que então se inaugurava.
O dr. Heráclito –mrapaz culto e profundo conhecedor dos detalhes mais insignificantes que sua difícil e bela arte possúe_- asábiamente mostrou ao povo, que se apinhava no fresco e higiênico ambiente em que era instalado o Gabinete, as diversas e modernaspeças, tudo obedecendo aos mais rigorosos preceitos de higiene, em uma sala branca e fresca- atestado eloqüente de seus insignes proprietários.
A seguir a Exma. Snra. D. Luzia Seabra Guimarães, em eloqüente improviso, cumprimentou aos irmãos Fernades Lima, em nome do povo de Rio Verde. Segui-se-lhe com a palavra o humilde garatujador destas linhas. Bem declamados sonetos, pela Mme. Marieta Ferreira , Snrtas Rosa Jaime e Carolina Bonifácio, D. Luzia Seabra e Paulo Grammont efetivaram o grande círculo de amizades que rodeiam os proprietários.
Também o dr. Lauro Taveira , de Jathaí, ardoroso e feliz discípulo de Esculápio, patenteou a sua admiração ao dr. Heráclito e ao sr Ildefonso. E foi revolvendo as tradições imperecíveis da velha Europa, buscando nas musas de Parnaso os toques de seu verbo inflamado, que o dr. Taveira por longo tempo extasiou o auditório com seu fraseado belo e entusiasmado. Segui-se dr. Ferreira, ilustre causídico também residente em Jathaí, com uma empolgante saudação .
Finalmente o jornalista patrício, José da Silva Guimarães, põe em evidência o seu talentoe facilidade de expressão em belíssimo discurso que agradecia aos oradores e ao povo, a estrondosa manifestação de amizadeque dedicava aos snrs. Heráclito e Ildefonso Fernandes Lima. Foi ele o intérprete dos homenageados. Uma gostosa cervejada , intercalada dos mais variados docese servida da solicitude e gentileza dos seus proprietários, que desdobravam em atenção para com todos, veio marcar o término da sessão e o início do sarau dansante, última parte do programa. No ambiente aristocrático da dansa, as belas representantes da mocidade rioverdense, com o meigo sorriso nos lábio, deslisavam mansa e deliciosamente no salão de baile, ahi, tivemos a satisfação de ouvir o dr. Heráclito, proprietário do Gabinete. S. S. interpretou com o entusiasmo de Péricles, a filosofia de Platão e o sentimentalismo de Castro Alves , aquilo que seu coração dizer e satisfez entusiasticamente aos estertores sentimentais e sua alma benfazeja de seu cérebro bem formado. Suas palavras encerraram, com chave de ouro, as festividades e eu, Paulo Roberto de Grammont, escrevi a presente, que leva as Assinaturas dos presentes.�

Do livro Veredas Rioverdenses de Filadelfo Borges de Lima

Obrigada a Tia Sandra e ao Tio Luís Sérgio, pelos esforços em mandar pelo e mail esse texto digitado. Eles viram o tanto que… me deleitei com ele ao lê-lo…

Lágrimas e mais lágrimas. Meu diafragma dói. Como eu rio disso!

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O que eu faria se tivesse uma máquina do tempo parte I

Impediria aquela maldita maçã cair na cabeça do Newton.

Comentário

Eu era uma pessoa mais legal em certos aspectos quando fazia segundo grau. Eu dizia que não me arrependia de nada que tinha feito na vida e, se tivesse uma máquina do tempo a única coisa que eu faria era impedir aquela maldita maçã de cair na cabeça do Newton.

Eu odiava mecânica acima de todas as coisas. E quando eu odeio bastante uma coisa eu quero que ela morra, desapareça, saia da minha vida, não importa o quão importante essa coisa seja. Na época a explicação “porque Deus quis” era bem mais legal e edificante que todos aqueles cálculos infernais.

Eu queria era entender física quântica. Que por sinal, parece ser uma coisa de doido. Mais glamuroso com certeza é.

O que eu faria se tivesse uma máquina do tempo parte II

Esganaria as primeiras pessoas que vieram com essa moda de serem funcionários sem vida que só pensam na carreira. Aquele povo que deixa os empresários FELIZES porque eles não tem vida e só querem trabalhar e se dedicar à empresa.

Comentário

Foi por causa dessas pessoas retardadas e sem vida, sem imaginação e sem hobbies legais que os empresários começaram a propagar pelo mundo que é super legal ser assim.

Quem que eles querem enganar? Qual é a graça? Dinheiro? Mas, você está muito ocupado trabalhando e só pensando no seu trabalho pra poder se divertir com ele! Odeio gente que acha bonito dizer que não tem tempo. Não tenho tempo pra comer, não tenho tempo pra ler, não tenho tempo pra ver televisão.

Coisa de americano. Tomara que todos tenham um ataque cardíaco ao mesmo tempo.

Não acredite neles, só porque você tem oitocentos MBAs e muitas estrelinhas no seu currículo, mas não tem um amor, não vive bem com a sua família, não vive e estuda coisas interessantes, não cria nada, você não vai de ser um loser

Mas, também não quer dizer que é bonito você não trabalhar e ser um vagabundo de primeira. Equilíbrio, gente, equilíbrio…