Arquivo mensal: janeiro 2006

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Leave the past behind, please, for ten seconds

UnB, dia de sol violento, um cartaz sobre cinema político. Sobre uma mulher guerreira e forte na ditadura. Ditadura? Eu não perdi nem um capítulo de Anos Rebeldes, vi O quê que é isso, companheiro, não está bom, não?

Meus pequenos desafetos de lado, tentando tirar todo o fato que eu odeio o papo “comuna” “abaixo a repressão” que parece vindo numa nave alienígena de um passado distante, por que, todo dito “cinema político” é sobre ditadura ou um bando de jovens legais e idealistas lutando contra alguma força armada no Leste Europeu?

Na minha opinião, Cidade de Deus é mais um filme político, que pode trazer reflexões políticas e sociais a quem vê do que um filme cliché e batido sobre como a ditadura torturava os jovens futuro do nosso país. Claro que tudo isso acontecia e que foi chato. Verdade, gente, muito chato, mas e daí? A gente já tem tanto problema que não tem muito a ver com repressão armada. Pegar em armas e cantar hinos “vem vamos embora que esperar não é fazer” parece uma coisa muito surreal para se fazer em um país corrupto, cheio de desigualdades sociais e alienação política.

Se você quer fazer cinema político, mostre ao mundo como lutar contra a opressão não armada, atual e trasnformada em algo natural por nós mesmos. Eu vou continuar achando esses filmes um saco, mas pelo menos eles vão estar mais próximo de serem úteis para alguém enquanto eu, a reacionária (os comunas acham e eles não estão sempre provando ao mundo que eles que têm razão?) vou me divertir com cinema americano e algo velho e glamouroso seja lá de onde for. Portanto que tenha glamour…

Cinema político com glamour? Não, eu não peço tanto do mundo.

Proposta

Para onde eu mando a minha proposta de uma ong bastante necessária nesse país? A proposta é a seguinte: coletaríamos dados sobre todos os deputados, o quê ele fez, que dias ele foi trabalhar, que dias não foi, se há alguma acusação contra ele arquivada em algum lugar, no quê ele votou, quantas vezes trocou de partido. Lá, estaria exposto, com pessoas para ajudar na pesquisa, tudo que é possível catalogar sobre um político para que a população saiba se o que ele anda fazendo por aí. Também seria muito legal distribuir cesta básica e dentaduras para ninguém ter a desculpa de vender voto a um preço tão irrisório.

E showmício deveria ser proibido, pelo bem dos meus ouvidos, lá em goiânia eu moro em um lugar bem chato em época de eleições. E eu voto lá.

Vaticínio

Um tarólogo falou que a Heloísa Helena vai ser presidenta. Já estou vendo Commander in Chief para me acostumar com a idéia. A diferença é que no seriado o país são os EUA e a presidenta a Geena Davies. Detalhes.

Tomara que ela não grite quando for falar ao país pela televisão. Alguém podia contratar o Duda Mendonça para ele, ou alguém parecido já que ele não anda muito bem ultimamente.

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