Arquivo mensal: novembro 2005

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So… I´m a warrior without a cause, a noble without a crest, a lover without a love and a feeling without a meaning. I´m a talent not an ability, a possibility, not a fact. I´m a loner, not a member of a community. A wolf and a cat. I know I´m loyal to something that is dead, and I´m stuck in a time there´s no past, nor present, nor future. There´s no way… There´s just a will. There´s magic but no spells.

eu sei que eu já postei isso… Quem disse foi meu filhote, Wymeli. Preciso voltar a escrever….

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Pug

Ela mordia o dedo e a unha. Uma mania que tinha, ficar mordendo dedo e unha, mas sem roer. MAntinha suas unhas grandes a um certo custo e não suportava o gosto do esmalte, por isso elas estavam sempre pintadas, as suas unhas. Ela mordiscava o dedo e olhava ao redor. Depois parava e se repreendia, mas, não conseguia.

Ela tinha que admitir, gostava disso. Gostava dessa excitação, dessa provocação, desse sentimento de estar sendo seduzida, manipulada. Não, ela não gostava dos pequenos jogos de relacionamentos, tudo para ela era incrivelmente claro. Mas, sempre tinha que haver algumas dúzias de palavras dúbias, risos travessos, troca de olhares, um provocando o outro, curtindo da cara do outro.

Ninguém era melhor nisso do que aquele que ela tanto procurava agora. Ele se divertia com ela, a provocava, a torturava e sorria. E ela e a indiferença emocional dela o matava. Ela queria que fosse até ela quando seus dedos estalassem, ele queria que ela o amasse e quisesse sempre sua atenção.

O que acontecia era exatamente o contrário. Acabou virando um jogo idiota. Ela sabia que ele a amava, que ele queria prendê-la numa casa e não deixá-la ver ninguém mais, nenhum daqueles outros amigos que ela tinha, amigos que iam até ela quando seus olhos piscavam um pouco mais devagar, ou quando ela sorria com a língua entre os dentes ou mordia os lábios. Pequenos sinais que pareciam feitiços. Eles iam, a beijavam, a agarravam, faziam o que ela queria, sem que ela pedisse.

Eles a tinham como amiga, eles a tinham no dia a dia, não tinham o seu amor, não tinham o que ele tinha dela. Eles o odiavam. Podia estar arrodeada de todos eles, podia ter o que quisesse nas mãos. Se ele aparecia, nenhum deles tinha vez. A atenção era toda dele. Ela estaria onde ele quisesse, quando ele quisesse.

E no outro dia ela estaria falando da namorada dele como se isso não fosse um problema, sem nenhum pingo de ciúmes na voz, sem vontade nenhuma de tê-lo ao seu lado para sempre.

Então ele estava sempre onde ela estava, ele estava sempre frustrando as expectativas dos outros, ele estava sempre puxando os olhos dela, uma hora ela acabava chegando até ele, fazendo qualquer comentário despretencioso, incapaz de fingir que ele não existia, incapaz de não demonstrar que estava aberta aos momentos de provocação mútua, de piadas maldosas e palavras com sentidos demais. Assim que esse jogo começava, os dois já sabiam como tudo ia acabar.

NAquele dia ela estava decidida. Iria conversar com ele sem provocações. Não tinha certeza se conseguia se manter sincera e corajosa o suficiente diante do olhar dele. Precisava terminar com aquilo ou gritaria. Precisava se livrar daquela ansiedade ou algo acabaria muito mal. Sempre rezou pra alguém ser mais forte que ele, mas nunca conseguiu ninguém bom o suficiente.

Vigiava a porta, à sua direita, quando ele apareceu à esquerda, puxou uma cadeira e se sentou ao seu lado, assutando-a. De repente ela se viu sozinha na mesa do bar com ele. Para onde seus fiéis cavaleiros tinham ido mesmo? Ele ficou olhando para ela, sem provocações, sem malícia, só olhando. Ela parou de balbuciar um pouco e retribuiu o olhar. Ele suspirou.
_Quando que a gente vai se surpreender? Ele perguntou.
_Você diz, quando que eu vou me apaixonar por você?
__Isso…
_Nunca, eu não conseguiria… Você não me dá segurança alguma…
_E os que dão? O que falta neles?
Ela se manteve calada.
_E quando que você vai me surpreender? Ela perguntou.
_Terminei com a Bia…
_Isso é segurança?
_Você quer tentar?
_Eu sei que vai dar errado.
_Errado sempre dá.
_E depois?
_A gente conserta…
_Tudo bem, então…
_Isso é um sim?
_É.

Brincadeiras podem se tornar coisas sérias, coisas sérias podem se tornar brincadeiras…

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These are the eyes that I want you to remember

Anda todo mundo meio deprimido ultimamente, se não está meio deprimido está em algum processo maníaco, e, para quem não fez psicopato, depressão e mania são características de um mesmo problema: a falta de um objeto. Perdoem-me as nomenclaturas erradas que vierem, isso se dá pelo fato de que eu odeio nomenclaturas e coisas mudando de nome.

Eu sou uma mega psicóloga fajuta que odeia todas essas nomenclaturas e outras coisinhas que, pra mim -sinceramente-, não fazem a mínima diferença. Eu sei o que é depressão porque eu já a senti muitas vezes e isso é algo que hoje eu consigo carregar como uma coisa muito menos pesada e feia do que antes.

Hoje, quando eu vejo um monte de gente triste por inúmeros problemas, eu sei que eu aprendi a conviver com a tristeza, conviver com a decepção, conviver com a frustração, conviver com barreiras, sem achar que são terríveis inimigos mortais. Eu vejo tudo como parte da vida, eu paro, eu penso, eu reflito, vejo quê que eu posso fazer, eu entendo um pouco mais meu ritmo.

Tudo bem que tudo isso pelo custo de ter medo de mim e de saber que as vzs eu posso ficar um dia inteiro chorando ou ficar doente da noite pro dia. Mas, mesmo quando isso acontece, hoje eu vejo que eu sei aproveitar até a doença, até a tristeza, até a insônia.

Eu sei que eu reclamo demais. Aprendi com a Flávia. Reclamar é uma arte. E é engraçado ^^ Não é legal as consequências de uma insônia, ou de um corpo dolorido. mas, até a reclamação constante e caricata que eu faço é um jeito de lidar com tudo isso. Transformar toda a merda do mundo em humor, tudo o que eu não vivi em história, todo o tempo em que eu não quero fazer nada em distração. Jogar joguinhos, escrever livros, me retrair para um mundo só meu que vai me dar energia.

Toda vez que meu metabolismo baixa, que eu fico com sono demais e que eu demoro horas lendo um livro sem vontade de sair debaixo das páginas. Eu não me desespero mais. Depois do desespero do “antes”, do “isso vai acontecer a qualquer momento e eu tenho que impedir”, eu, agora que cheguei lá, vi que não é tão ruim assim.

É só um momento para eu aprender uma coisa a mais. A ficar sozinha, a cuidar de mim, da casa, dos meus livros, e, por incrível que pareça, todas as noites que eu não dormi batalhando contra mim mesma e todos os pensamentos invasivos, eu estou ganhando elas de volta agora, dormindo bem, sem nenhuma mega angústia me tirando o sono. Antes de dormir eu viajo pra Luash e fico pensando em cada coisa que falta construir ou definir nos meus mundos, faço histórias, lendas, culturas. Quando eu vejo já estou sonhando.

Aos poucos eu ando achando um caminho do meio … Se ainda me falta o objeto que me faz doente? Não sei, acho que aos poucos eu estou refazendo o buraco que existe em mim, tapando ele com isso e com aquilo. Ainda tem umas falhas, mas ultimamente eu confio muito mais na minha capacidade de suportar. Brigar eu sempre soube…

Se a vida anda te deixando triste, se o mundo te deixa pra baixo, lembre-se que todo mundo se machuca, procure conforto nos seus amigos… REM 😉 Procure conforto no que tiver, procure forças no que sempre te deu forças. Chore porque os fortes DEVEM chorar, nem que seja escondido no quarto. E vamos resolver os problemas que nos são impostos.

Porque é assim que as coisas funcionam… Algumas coisas são feitas pra a aceitar, outras pra mudar.

Nhá, acabado o momento auto-ajuda, a letra original do REM que foi eleita uma das músicas mais “depressivas” do mundo, mas eu a considero de um certo modo feliz. Como se fosse alguém te reconfortando…

When the day is long and the night, the night is yours alone,
When you’re sure you’ve had enough of this life, well hang on
Don’t let yourself go, ‘cause everybody cries and everybody hurts sometimes

Sometimes everything is wrong. Now it’s time to sing along
When your day is night alone, (hold on, hold on)
If you feel like letting go, (hold on)
When you think you’ve had too much of this life, well hang on

‘Cause everybody hurts. Take comfort in your friends
Everybody hurts. Don’t throw your hand. Oh, no. Don’t throw your hand
If you feel like you’re alone, no, no, no, you are not alone

If you’re on your own in this life, the days and nights are long,
When you think you’ve had too much of this life to hang on

Well, everybody hurts sometimes,
Everybody cries. And everybody hurts sometimes
And everybody hurts sometimes. So, hold on, hold on
Hold on, hold on, hold on, hold on, hold on, hold on
Everybody hurts. You are not alone

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I Have Seen Things That You Will Never See

There´s a world inside my head
A world of clouds and wings
A world of fairies and Heroes
Warriors and Kings
A world where stories come and go
And people feel and laugh
A world with meaning
A world of wonder
A world of magic

Se eu não passar algum tempo no meu mundo de imaginação, tudo fica sem graça. Meu sonho era trazê-lo ao mundo, com mapas, figuras, desenhos, palavras…

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Eu, o Tarô e a Dúvida

Eu comecei a jogar tarot para fins de auto-conhecimento. Nem mencionava futuro e coisas desse tipo. Era saber qual era o problema e sua causa, saber como se estava agindo, o que estava te atrapalhando, o que estava te incomodando, o que poderia ser feito.

Mas, eu acabei começando a travar uma luta com o tarot que não costumava ser a intencional. Eu uso o tarot nas minhas lutas contra a dúvida. Existe uma coisa básica na vida de toda pessoa com tendências depressivas ou que já passou por isso na vida: Medo de si mesmo. Medo do que está vendo. Medo do que está pensando. Medo de não estar vivendo a realidade, de novo.

Então, eu tenho um vício pelos jogos de tarot de tempos em tempos, na minha fase lua cheia. Aquelas fases em que eu viro um monstrinho. Mordo todo mundo, mas, principalmente a mim mesma.

O que acontece é que eu tenho uma história parecida com a do Remus Lupin… Um pouco diferente. Antes, nas minhas fases lua cheia, eu atacava o universo. Então, me ensinaram a me fechar e arranhar só a mim mesma, pela segurança dos outros. Eu descobri que existe a Wolfbane potion e ela ajuda… Mas, infelizmente as wolfbane potions tarja preta são particularmente caras. Então, eu aprendi novos modos de me conter. Mas, ainda dá medo, muito medo.

Medo de estar paranóica de novo. De estar vendo coisas de novo. De achar que o mundo gira da esquerda pra direita sendo que ele gira ao contrário. Confundindo norte com sul. Dando esquete por nada.

Então, ontem eu senti coisas esquisitas, achei que vi coisas, pressenti que estava sendo enganada por meio mundo, me senti deslocada sem nenhum motivo. Ontem eu chorei e não sabia o porquê. Eu recebi, antes de ontem uma resposta do tarot, resposta essa que me parece inacreditável. Ontem, quando eu perguntei pro tarot o que era real, ele me disse a mesma coisa.

Era uma coisa boa. Como? Se tudo o que eu vejo é a repetição de padrões, se tudo o que eu vejo é que eu vou falhar de novo, que eu vou escorregar de novo, que vai dar tudo errado de novo e eu vou ter que ser isolada num quarto pra morder e arranhar o que tiver lá.

Ah, vc só tá com tpm!!

Nas últimas vezes eu achei isso também, aí as tpms começaram a durar e durar…

Respira fundo e acredita em tarot… E quando você parar de acreditar, se bate muito…

Então tá.

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Teias de Aranha

Minha mente está cheia de teias de aranha. Greve na UnB é enlouquecedor. Nada que te ocupe a cabeça, nada para produzir. Saindo e fazendo nada o tempo inteiro. E a frustração dos meus dedos desobedientes me atrapalham a me dedicar à guitarra.

Na verdade, minha mente está precisando de estímulos. Meu sonho de consumo é ter um trabalho que pague bem e não me envolva muito para que eu possa ter muito tempo para meus livros e coisas afins que me interessem. Tenho pavor do tanto de trabalho que a falta de dinheiro dá, e quando se trabalha demais sempre se tem a impressão que a vida está indo embora.

Talvez seja esse o meu problema com trabalho e profissão.

De qualquer forma, não sei porque, meus livros também não estão tendo muito a minha atenção, nada está tendo a minha atenção. Eu só saio, só divago, só encho meu tempo com pessoas e problemas que eu mesma crio.

Não é nenhum pouco saudável. Se ainda te tiram a sua profissão, pior ainda. É, profissão, porque, afinal, é o que eu preencho nos formulários. Profissão: estudante.

Existe cura para mente irrequieta que vive no mundo da lua? E para emoções descontroladas?

Eu preciso…

The Lion Roaring Inside

Acontece uma coisa muito engraçada comigo. É um erro de digitação inconsciente e muito recorrente em mim. EU escrevo EU. Assim. EU!!! Sempre. Ou quase sempre. Quer dizer, sempre. Mas, eu corrijo. Quando a frase começa com EU ele sai assim. O engraçado é que nenhuma outra palavra acontece isso. EU não começo as palavras com duas maiúsculas e depois corrijo e se a frase começa com outra palavra de duas letras isso nunca acontece.

É só com o EU. Meu inconsciente ruge.

Uma outra coisa nada a ver mas que acabei de lembrar. Adorei meu espelhinho novo escrito DESESPERO de batom. O espelho tinha esse nome escrito porque estava representando a Desespero dos Perpétuos, uma das minhas irmãs que não podia comparecer à minha festa. Mas, apesar de ter gostado do escrito, achei deprimente ter escrito DESESPERO no espelho que eu olho todo dia. Quê que eu fiz?

Apaguei e escrevi NARCISO.

Iei!