Arquivo mensal: setembro 2005

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(Probably) all in the mind > Oasis

Show me who you are
I’ll show you what you love
I’ll give you half the world if that’s enough

Let me take you down
Let me hear you smile
Let me rest my head here for a while

In the end we’ll leave it all behind
Because the life I think I’m trying to find
Is probably all in the mind

Show me who you are
I’ll show you what you love
I’ll give you all the world if that’s enough

Tô aprendendo, acho… Expectativas são temperos. Se você viver só delas, não vai conseguir sentir o gosto da comida. ;p

Filosofia co-produzida por Ludscriula

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Aviso importante

Não me deixem beber mais de três tequilas

Se por um acaso eu bebê-las, me amordacem

E amarrem minhas mãos, porque descendente de italianos têm a manha de se expressar com as mãos

Depois me dêem um abraço porque ser idiota dói =/

Resolução

Arranjar um emprego, casar, constituir família, virar dona de casa e parar de beber.

Ninguém me merece bêbada. Muito menos o meu eu-day-after

Agora, se eu beber, vou beber tudo que a tininha beber =D

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Os Doze Signos do Zodíaco

Meu pai é leonino, meu avô é leonino, minha mãe tem marte em Leão (significativo!), minha avó, com quem eu cresci, é leonina, a Maria, que trabalhou pra gente dez anos é leonina.

Minha Alma Gêmea é de Touro, minha Mestra Bruxa é de Touro, meu melhor amigo é de Touro, a namorada dele também.

Os amigos com quem mais ri no Universo e com quem mais “falei na mesma língua” de cara, são escorpianos. A Coisinha é escorpiana, meu ex namorado é escorpiano, a Marcela e a Bianca são escorpianas. E eu sempre me diverti horrores com todos eles. Meu irmão é escorpiano. A gente tem as mesmas polaridades bizarras. A gente se diverte pra caramba com isso.

A maioria dos meus amigos são de signos de Ã�gua. Eu amo os piscianos e cancerianos. Eles me cercam, eles levam bronca de mim e riem da minha pretensa “dureza”. Me chamam de bicha. Reconhecem um igual ;p Maricas no fundo!

As pessoas de fogo foram a que mais confiaram em mim out of the blue. Elas têm uma visão de que ser humano deve ser confiável e ser confiado. Elas têm adoração pela palavra intuição. Minha melhor amiga de infância é uma sagitariana capricorniana que parece ter suas relações pessoais do jeito mais fluído e intuitivo do mundo. Meu ototo é sagitariano/pisciano. A pessoa mais mística do mundo. E nós viemos de um reino mágico que fica nos céus. Zeal.

Minha irmã virginiana com ascendente em Capricórnio e lua em Touro está sempre me ensinando uma lição que eu custo a entender. E a gente pensa diferente em certos aspectos da vida. Mega diferente. Mas, como fomos criadas no mesmo molde, estamos sempre adivinhando o que uma tá pensando.

Minha vida é feita de várias famílias e todas elas têm peculiaridades astrológicas básicas. Eu vi num vídeo brega narrado pelo Bial que é essencial que você tenha as pessoas que te conhecem desde pequena perto de você para você nunca esquecer quem você é. eu não tenho desses privilégios. Minha vida é tripartida, separada em várias fases e eu sinto que eu sou uma colcha de retalho de cada uma delas.

Assim como eu me sinto uma colcha de retalhos de cada um dos meus signos principais: Escorpião, Leão e Aquário. E cada um deles sai procurando nos outros signos uma conexão diferente. Uma necessidade de: me conheça, saiba quem eu sou. Por isso que eu adoro meu mapa astral. Como ele sempre me espelhou muito bem, ainda mais porque eu só fui descobrir que ele era meu verdadeiro depois de anos desacreditada da astrologia que me dizia que meu ascendente era em virgem.

Ele é um retrato de quem eu sou, pra quando eu me perco. É minha muleta psicológica? É. Meu amuleto mágico pessoal? É.

Mas, eu sou psicóloga e bruxa. Claro que eu acredito nessas coisas, claro que eu as acho essencial. A vida me presenteia com pessoas que podem me ensinar muito. E eu aprendo caladinha o que eu quero aprender.

Sei lá se essas pessoas sabem que eu aprendo com elas. Sei lá se elas se sentem satisfeitas com meus modos de demonstrar afeto. Sei lá se elas aguentam o fato de eu ser um grande novelo de lã.

Mas, eu preciso delas e eu preciso de objetos e coisas pra saber quem eu sou. Pra saber o que eu quero e pra onde vou. E, sim, eu estou em crise existencial. Acho que é um balanceamento básico que eu preciso ter ao menos uma vez por ano.

Cada ano eu descubro uma coisa diferente e depois passo o resto do ano querendo mudar. De uma maneira caótica, destrutiva/reconstrutiva que todo escorpiano gosta de fazer (na verdade, é o único jeito da nossa alma funcionar), mas, meu ascendente em Leão sabe, agora, continuar a vida alegre, narcísica e imponentemente, sem se abalar. E minha lua em aquarius racionaliza cada um dos meus sentimentos da forma mais bizarra que ela pode encontrar. Porque ela adora ser original.

Tá pesado o tanto de coisa que eu estou descobrindo. Tá pesado o tanto de coisa que eu estou recebendo. Eu queria soltar, falar, gritar. Mas, não sei por que, não consigo.

Por isso faço amuletos e mapas astrais.

Não, não estou triste. Será que isso é um sinal de evolução? O fato de eu não cair e chorar e desabar minha vida inteira nessas fases mais? Algumas vezes vocês podem me ver reclamando de alguma coisa. Mas, isso é porque é meu modo operandis. Vai ser sempre uma coisa mais idiota como calor e falta de dormir.

Eu me sinto bagunçada. Meu quarto tá bagunçado. Minha conta bancária também. Eu queria organizar tudo e que durasse mais tempo. Eu queria saber do quê eu tenho medo. Dessa vez eu não sei se vou achar na astrologia ou nos meus companheiros astrológicos.

Vou me fazer um psicodrama. ou escrever Penny Lane. Eles também funcionavam antes. Talvez não tenham perdido a validade…

Ah… Acho que eu vou parar de achar que eu sou fodona e fazer terapia também, antes que eu ache que minha paciente sou eu. Mas, primeiro eu vou tentar laçar outra pessoa pra atender e ver se melhora. =D

Procurar terapeuta pra mim dá trabalho =/

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Querida Divina Providência

Acho que algumas coisas da nossa conturbada relação foram superadas e compreendidas por esta que agora vos fala. Felicidade, apesar da minha personalidade rebelde odiar esse fato, vem com a aceitação em primeiro lugar. Primeiro se aceita o que se é, o que se faz e o que acontece. Depois se aceita que certas coisas são, outras estão e algumas outras virão a ser. Eu, aqui e agora, aceito nossa condição.

Sim, eu sou privilegiada dentre seus filhos. Mimada, insatisfeita e levemente temperamental, embora, como você mesma me disse, capaz de enganar a todos quanto a isso. A maioria das coisas que eu lhe peço, você me dá e as que você não me dá é porque não vai dar certo. Eu ignorei suas pistas, fiz minhas escolhas erradas, nadei contra a corrente do rio e lutei contra valentões do colégio bem maiores que eu.

Agora eu estou deixando a corrente me levar. E não, não estendo meus braços para pegar as flores que você me presenteia no caminho. Estou, de novo, me deixando levar por estar cansada de passar pelos mesmos lugares pintados de cores diferentes.

Me fez bem, sabe, observar. Ainda me faz. Felicidade é um estado e não algo conquistado e nunca mais perdido. Felicidade são ondas, algumas maiores, outras menores. E meus erros todos partem da mesma teimosia de não aceitar. Não você, nem ninguém, mas eu. Felicidade só pode depender de encontrar uma pessoa. Eu. Nenhuma outra irá suprir esse buraco.

Eu sempre soube disso, só não sabia o quanto meu eu está baseado no outro. Mais que o normal, mais que o necessário.

Felicidade é pegar as flores que boiam no rio à esmo e, quem sabe, um dia se apaixonar por uma delas. Levantar e começar um jardim na margem. Felicidade é agir. Felicidade é parar de lutar freneticamente por algo que você não acredita mais.

Você já me provou que sempre irá vencer ao me tirar em poucos minutos tudo aquilo que consegui. Você já me provou que pode arrancar de mim quem você quiser.

Eu, sempre vou estar aqui. Isso é o que deveria importar. Isso.

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The importance of being ernest

Uma coisa que eu já disse por aí:

“o ser humano tende a seguir padrões, mas, ao mesmo tempo é capaz de surpreender a si mesmo e aos outros”

Eu sei que parece óbvio, ou ambiguo, ou os dois. Mas, é o que eu aprendi no meu curso bizarro. O ser humano é tarado em padrões. Adora, se sente feliz em segui-los. Adora diagnósticos. Os exige. Precisam deles. Por quê? Porque são um manual para a vida, um jeito fácil de se definir, um jeito de escapulir da angústia do fato de que só na hora da morte, saberá o que é.

O ser humano é um ser em transformação o tempo inteiro, e isso o angustia. Por isso adora seguir padrões.

Mas, porque diabos você está falando isso, Luana Selva?

Porque na mesma aula sobre abuso sexual, onde repetíamos trocentas vezes quenão podemos generalizar nada, eu vejo a repetição de um padrão annoying. Os “universitários politizados”.

Incrivelmente, eles são todos iguais. Quando hoje, os amigos grevistas do Alcides invadiram minha sala de psicologia juridica (hoje não, ontem ), eu vi a repetição de todos os “universitários politizados” que vi minha graduação inteira.

Eles tem o mesmo tom de voz. Eles usam as mesmas palavras. E eles tendem a pedir respeito sendo desrespeitosos. Chamou de egoísta minha colega que exigia o respeito ao seu direito de escolher estar ali, assistindo aula.

Se você não pensa como eles você é um alienado.

Eles sempre têm que usar as palavras “massa de manobra”. Eles sempre lutam contra os professores fazerem os alunos de massa d emanobra. Como? Sendo massa de manobra. Entrando em greve junto com os professores e obrigando os outros professores que não quiseram aderir a greve a aderir, porque sem alunos não há aula.

Na verdade, eles só querem viajar. A estagiária pangó que vai ficar sem férias de verão, que usaria para visitar os pais, a que sabe que professor nunca esteve nem aí pra reivindicação de aluno quanto a greve. A que já passou por diversas greves e quer mais é sair da UnB logo. A que queria fazer matérias de verão pros próximos semestres serem mais tranquilos.

A experiente aqui que se fode. Os calouros grevistas vão pra arraial de ajuda. Tomara que sejam sugados por uma ressaca e morram. Tomara que peguem sifilis das pessoas do carnaval fora de época de algum lugar. Tomara que percam a voz e nunca falem no mesmo padrão idiota.

Aiai. Eu sou tão bravinha ;p

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P.S

Quanto ao horóscopo I want to believe!! Acreditem, eu tenho uma relação bizarra com horóscopos, mas dessa vez, eu quero usar os princípios da Magia, e acreditar bem de com força, seria ótimo, maravilhoso, soberbo!!!

The Star

A gente encontra esperança onde quer, né? E fica feliz com cada coisa. Como horóscopo, apesar de estar sempre em pé de guerra com horóscopos que querem ser fatalistas demais. Como transformar uma coisa que estava deixando meu coraçãozinho aflito na coisa mais legal e bonitinha da minha vida. Como ficar feliz com poucas palavras que alguém muito querido diz. Ou…. falar muita merda porque levar a vida a sério não é muito saudável, só se pode fazer isso por alguns poucos minutinhos.

A Cremogema tá de volta. A Alma Gêmea tá melhor. A minha ex-esposa talvez ainda me ame. A Coisinha vai aparecer mais no msn. E vai estar mais perto. A namorada do meu amigo paga-sapo é muito legal. Os amigos que a gente acha que vai perder nem parecem estar pensando no assunto. Os amigos novos são engraçados e o afeto só cresce. Meus pais resolveram organizar as coisas. Minha paciente ainda me quer :p

Hoje não foi o melhor dos dias. Mas, é mais ou menos como um parto. Pelo menos na minha cabeça atribulada.

Ah, e tem certas coisas que foram bem resolvidas. Beeeem fechadas. Beeeem cristalizadas.

Greve que te quero Longe

Acho que nenhuma das minhas aulas entraram em greve. Aposto que política vai entrar, o que me faz pensar que, dependendo de como for as coisas no final do semestre, eu vou acabar trancando.

No começo da minha graduação eu meio que entendia todo esse papo de greve. realmente acreditava que eles precisavam de aumento e estavam lutando para isso. mas, sinceramente, cinco anos me ensinaram uma coisinha: a coisa é mais vazia do que se imagina. Não parece ser nenhuma luta, nem parece ter propósitos tão bem definidos. Pra mim é como uma estação do ano, só que ocorre de dois em dois anos em média. É mais ou menos como férias.

Quando você começa a perceber isso você se pergunta: Pra quê serve uma besteira dessas?

Gilmore Girl

Eu já tinha dito no meu Orkut. eu sou uma Gilmore Girl, e, pelo que a Marina me disse, eu sou a Rory. Se você for pensar bem, eu sou sim, bem parecida com ela. Pseudo certinhas. Tentando às vezes ter uma vida moderninha e, nunca conseguindo.

A Rory também dá umas complicadas na vida dela a toa.

E você, que personagem de seriado é você?

Conto

Eu pus isso aqui no blog que eu deletei? Sei lá, né? Ah, ninguém lê isso mesmo, vamos pôr de novo!

Maria

Sinceramente, não havia bem um motivo para ele sentar-se sempre ali, a não ser, claro, que você acredite em forças do destino. Aquele banco simplesmente lhe pareceu o mais agradável para se ler o jornal todas as manhãs e, desde aquele dia, à seis meses atrás, ele se sentava naquele exato local para saborear sua leitura matinal.

Não, não, não era um homem ligado a rotinas e hábitos estrictos. Aquela tradição do banco pintado de verde perto da praça das margaridas todas as manhãs com o jornal era apenas um detalhe. Se formos olhar na perpectiva do distinto rapaz sentado todo empertigado enquanto folheia a página de esportes, não realmente veríamos a deliciosa tradição quase vitoriana.

Veríamos apenas um rapaz apaixonado…

É, eu sei. Simplista demais. Ou, talvez, os mais românticos tenham achado maravilhoso e, agora sim, se atentado mais a esse texto. Entretanto, o distinto rapaz que não se importava com esportes não acharia tão bom assim. Mas, era o fato, ele sabia, sequer tentava disfarçar. Odiava futebol, o que estava fazendo lendo sobre o último jogo entre o São Paulo e o Riverplate? O que tinha ele a ver com esse jogo escuso com esse time inglês desconhecido? Nada.

Não tinha como esconder. Era Maria. Maria que o ensinara a ter uma rotina, Maria que o fazia ler o jornal inteiro e ser o funcionário mais bem informado do escritório. Maria que o fazia se interessar por um emprego mais gratificante que talvez estivesse ali, nos classificados. Maria que o fazia apreciar margaridas. Maria que o fazia tomar café da manhã cedo e apreciar a manhã entre uma página e outra. Maria que lhe dera horário e disciplina na vida. Maria por quem cronometrara sua vida inteira para que não perdesse aquele momento sublime quando ela passava a caminho da padaria e depois voltava com sua cesta de pães quentinhos.

Maria, tão voluntariosa, com seus cabelos rebeldes sendo levados pelo vento na manhã, seu jeito mal humorado de quem é obrigada a ir buscar o pão, um vestido leve e simples que ela, com certeza enfiou às pressas enquanto sua mãe gritava pelo pão, Maria que andava como se não se importasse, que andava como se o mundo parasse para vê-la desfilar. Desfilava como nas propagandas em que as modelos paravam o mundo para vê-la. Mesmo que só ele a visse, sua elegância ainda era digna de um espetáculo.

Maria que parecia não ter horário algum, Maria que às vezes brigava com a mãe e simplesmente a mandava ir buscar ela mesma o pão. Maria, Maria, Maria.

Lá ia a velha a ralhar pela rua, as crianças apontando seus bobs na cabeça. Ele então suspira, dobra o jornal e se vai para sua vida, esperando ardentemente que, na próxima manhã, sua Maria acordasse de melhor humor.

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Pensando seriamente em realmente começar a escrever Penny Lane como foi pensado da primeira vez: Num blog.

O problema é que eu ia fingir ser ela e escrever naturalmente e um dia lançar o livro com a história dela: Ana Kite Takashi.

Mas, nem rolou. Nunca tive muita paciência praquilo tudo.

A idéia agora seria lançar, como em fascículos, num blog, o livro de verdade. Seria como um rascunho, eu não me sentiria tão presa ao fato de que eu não escrevo ainda muito bem porque estaria sujeito a alterações.

Não sei. Soaria muito melhor pra mim se eu não fosse mega neurótica 😉

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Algumas coisas nos fazem sentir estúpidos. ME fazem sentir estúpida. Como exemplo: pessoas com problemas de verdade e histórias que você pensa que só vai ver na televisão. E por mais que você saia por aí pensando que é a pessoa mais sortuda do mundo, o coraçãozinho ainda dói e você confirma mais uma vez: Ser humano é insatisfeito por natureza. Ou ao menos eu sou. Há alguma vantagem nisso?

Preciso viver de uma forma um pouco mais inconsequente.

Pensando bem… Acho que já comecei… E já comecei bem.

Eu sempre soube que escutar uma pessoa era uma coisa realmente boa, e agora, eu penso: Eu sou capaz de ajudar realmente alguém cujos problemas eu sei que eu nunca vou ter?

Por incrível que pareça, a resposta que eu encontrei pra mim foi sim. E amanhã às onze horas eu vou saltitar para o CAEP bem mais feliz. Mas, sempre rezando.

Puta responsabilidade, e eu feliz por ter ganho isso. Acho que vocês (três pessoas, ou menos, que lêem isso) já sacaram do que eu estou falando.