Eu COM resultado parte 3

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Aqui vai um post para falar de quase uma semana inteira…

Acho que foi quarta-feira que minha ansiedade começou a piorar e isso me deixou (e ainda me deixa) muito instável. Eu acabei abandonando o desafio de não-reclamar e recomecei ele hoje. Me saí relativamente bem hoje. Falei pouco, mas também fiquei presa na chuva e perdi a acupuntura (de novo!) e não reclamei nem dentro da minha cabeça.

Minha ansiedade me deixa tensa, agoniada, com a sensação de que eu tenho que “sair daqui”, sendo o “daqui”, aparentemente, meu corpo. Sair da sala ou de casa ajuda um pouco, e eu estou pensando em fazer isso mais (o único problema é que atrapalha meus afazeres que são, em sua maioria, na frente de um computador, mas também estou trabalhando nisso).

Todos os dias fiz uma sessão de alongamento e meditação como o meu tempo para mim. A meditação, infelizmente, é um martírio. Parece que várias dores do meu corpo resolvem aparecer (ou eu tomo consciência delas) e fica muito difícil transcende-las. Eu tento melhora-las, mas perdi o sono alguns dias por causa disso (porque as dores de tensão não passam tão rápido assim).

Minha solução para isso é me alongar mais durante o dia e, continuar olhando pra minha postura (que está melhorando!)

Essa semana também tentei pensar no que eu quero fazer da minha vida, que estilo de vida eu quero. Primeiro vêm muitas ideias, depois desespero (SOCORRO, não tenho a MÍNIMA IDEIA do que eu quero fazer) e muitos obstáculos aparecem na minha cabeça. O que não é o foco do exercício, então, depois de colocar pra fora com choro, eu volto a pensar à respeito das coisas.

Eu queria fazer design, ou ajudar as pessoas a abrirem à consciência e se melhorarem através de terapia e/ou escrita (mas eu gostaria de algo mais abrangente). Ou os dois…. Por enquanto eu estou nessa, mas estou me abrindo a outras opções porque também não estou conseguindo sentar na frente do computador e me comprometer com estudar design. Aí eu penso, será que design vai me trazer o flow?

Então eu resolvi parar de pensar e fui fazer minha “coisa diferente” da semana. Fui cozinhar.

Foi ótimo, para minha surpresa. Somente uma das receitas não deu certo e eu já dei uma adaptada nela (vou testar assar as almondegas de berinjela ao invés de fritar e colocar mais tempero e mais pão para ficar mais durinha). O tomate recheado com creme de ricota e espinafre ficou ótimo e o arroz integral com verduras (tomate, cenoura e brócolis) ficou tão bom que eu chamei minha irmã e uma amiga para vir comer (eu fiz arroz para um batalhão também. Aparentemente três xícaras de arroz é muita coisa :p)

Quero cozinhar mais. Estou querendo fazer alguns petiscos (que irão incluir o tomate recheado – mas dessa vez assado e a almondega de berinjela) e chamar algumas cobaias para comer. Quem sabe esse não é meu novo hobbie? (eu preciso de um hobbie que não envolva um computador o tempo inteiro).

Enfim, o balanço da semana, mesmo com a crise de ansiedade, foi positivo. Cozinhar me deixou ansiosa só no começo, mas depois me acalmou. Eu descobri que sou capaz de algo novo, e, se essa “cutucação interna” que eu ando fazendo me deixou ansiosa, deve ser porque eu “acordei” alguma coisa lá dentro.

É assim que eu estou encarando as coisas. Essa semana ainda não sei o que farei de novo. Pensei em me jogar em alguma aula gratuita de demonstração de alguma academia. Mas, seria algo diferente, como artes marciais, ou sei lá, slackline… Ainda não sei.

Até a próxima!

Eu COM Resultado – dia 02

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Resetei meu desafio de 21 dias de novo (e embora esse post seja para relatar meu dia de ontem, já adianto que hoje, 11/3 às 09:47, já reclamei de novo😦 ). Êta desafio difícil!!

Mas, vamos começar de novo, à partir desse minuto (09:48), começam os 21 dias sem reclamar.

Ontem descobri que estou dormindo tensa demais, por isso, meu tempo para mim mesma foi uma sessão de relaxamento antes de dormir, com direito a auto-massagem. Eu dormi rápido, mas,pelo meu estado atual, continuei tensa.

Hoje vou ao supermercado e comprar ingredientes para fazer comidinhas (não sei se colocarei a mão na massa hoje ou amanhã, vai depender da hora que chegarei em casa).

Como perdi a sessão de acupuntura de segunda, preciso remarcar, quem sabe melhora a tensão? (assunto nada a ver com o programa, mas tudo bem).

Estou pensando que, talvez, meus próximos momentos para mim mesma devam ser mais ativos, focando em coisas que gosto de fazer. Mas, anda tão difícil ultimamente descobrir o que eu gosto de fazer… Tenho uma lista de coisas básicas de design e um livro (que eu estou escrevendo) inacabado para “atacar”, mas ando tão cansada quando chego em casa, que fico sem energias para fazer essas coisas.

Talvez eu tente fazer uma yoga revitalizadora…

Eu COM resultado

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O nome do programa na verdade é você COM resultados, mas esse você, nesse caso específico, sou eu, então deixa esse título para abrir o meu pequeno diário. Estou aqui, nesse meu espaço velho de guerra, começando um log das minhas atividades e meus pensamentos enquanto estiver passando por esse programa.

Pequeno parágrafo introdutório: minha amiga e colega de tempos áureos na AIESEC, Ludymila Pimenta está vivendo seu sonho de ser coach e ajudar as pessoas a se realizarem na vida. Ela está testando esse programa com seis pessoas queridas e bonitas, uma delas sendo eu, que querem fazer mudanças em suas vidas profissionais, descobrir um rumo, o próximo passo na carreira, focar em alguma atividade, seguir um caminho já escolhido…

Nossa primeira reunião foi ontem, domingo, e contribuiu com a sensação de sincronismo que senti desde que o convite foi feito. O convite apareceu pouco depois de eu voltar de um carnaval focado na transformação e logo após eu dar os primeiros passos para largar essa ansiedade e depressão de uma vez por todas; logo após eu me comprometer com a mudança. Achei místico.🙂 Na primeira sessão falamos muito sobre o que queremos, como estamos e sobre felicidade e flow, coisas que estou lendo à respeito. Um dia antes eu havia visto um documentário exatamente sobre isso.

Agora tenho mais motivos para colocar o livro Flow, que a minha amiga Cintia me recomendou lá no ano passado, na minha lista de livros a ler.

Nós saímos da sessão com algumas tarefas de casa. Uma delas era escrever uma carta para mim mesma logo de manhã. Uma carta para ser aberta só no final do programa. Confesso que só consegui escrever de tarde. Acordo cedo e já bombando na escola, não tive tempo de me comprometer com a carta. Mas, escrevi.

Outra tarefa, essa diária, é se dar pelo menos dez minutinhos para si mesmo. No meu caso eu me dei mais de dez minutos de cuidados com o corpo. Um banho longo, pintar os cabelos brancos com henna (parece que não deu muito certo, vou ter que repetir a dose amanhã ou depois), depilar, limpar as unhas, mergulhar os pés na água morna… Foi ótimo. Entre uma coisa e outra dançava sem muitas pretensões, que eu descobri que é uma das coisas que mais me relaxam na vida. Foi divertido.

Também comecei o desafio 21 dias sem reclamar, que vi no site da minha coach Ludy também. Hoje foi o primeiro dia corrido (porque ontem eu comecei e tive que resetar o desafio duas vezes). Para deixar tudo lindo, tive várias dores no corpo hoje, estou suspeitando de estar adoecendo (ou só tive um mal estar)… Eu acho que eu reclamei na cabeça, mas logo parei, não coloquei pra fora. Fiquei um pouco na dúvida também com o que é reclamar. Eu falei em voz alta das minhas dores, mas procurando solução ou um diagnóstico caseiro (estou sentindo dor aqui, ali e acolá, quê que será isso, héin?). Não considero isso reclamar, mas, fiquei na dúvida se é (eu reclamo tanto que acho que reclamar é natural pra mim e eu já não sei mais o que é reclamar e o que não é).

Engraçado, também comecei a corrigir um probleminha na minha postura. Eu tenho uma dor no diafragma por causa da minha postura curvada, de gente que se debruça no computador. Quando eu arrumo a postura, a dor melhora, então ando fazendo isso até de uma forma natural. Eu, melhorando em todos os sentidos.🙂

Me veio muito à cabeça meus planos de estudar/praticar algumas coisas de design gráfico e fotografia independentemente, porém, eu estava mais inclinada a ficar longe do computador do que dentro dele…

Outra tarefa que temos é a de fazer algo novo semanalmente. Eu decidi que essa semana eu vou cozinhar. Quem me conhece sabe que eu morro de preguiça de cozinhar e nunca tive paciência. Cozinho só quando não tem jeito e sem compromisso com receitas nem nada (miojo com molho pronto e legumes congelado, por exemplo). Essa semana vou fazer uma receita e aproveitar meu vegetarianismo para aprender boas receitas que substituem carne. Quero fazer uma almondega de berinjela, e talvez mais coisas. Vi uma receita dessa almondega, mas vou pesquisar mais. Quem tiver alguma receita legal para eu tentar ao longo da semana, agradeço.

Bom, por hoje é isso. Vamos ver aonde esse novo barco me leva.

Abraços a todos!

Luana Selva 09/3/2015

The Sunnydale Tales

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The Sunnydale Tales

Tentando me salvar da procrastinação e da falta de produtividade, e seguindo os conselhos anti-procrastinação deste texto, eu fiz uma lista semanal de “afazeres” com diferentes prioridades. A lista semanal me dá um tempo maior de prazo e suaviza o peso de um “dia fracassado”, que é uma das piores coisas para pessoas que querem ser produtivas, mas têm dificuldades. Nessa lista eu coloquei alguns objetivos que eu tinha basicamente esquecido para me aproveitar da vontade irresistível de procrastinar. Como sugerido pelo texto The Power of Structured Procrastination, eu me renderia ao desejo de procrastinar uma tarefa de maior prioridade, concluindo uma outra tarefa de menor prioridade.

Um desses objetivos era fazer um brainstorm sobre o blog que eu decidi fazer quando ainda estava lá em Atlanta, um blog mais bem pensado, com objetivo de abranger uma audiência maior, usando técnicas de SEO, talvez até dando espaço para possíveis anúncios. Um local para eu escrever como uma profissional.

Eu pensei em escrever em inglês sobre séries, filmes e livros, o que eu estiver mais envolvida. Eu até tenho um espaço para praticar isso no Tumblr (writersonthestorm aonde eu acabo reblogando todas as análises e metas sobre a série A Song of Ice and Fire que eu vejo pela frente, tendo escrito somente umas duas), mas eu não me acho preparada a fazer isso ainda (a vontade não passou, mas…), não consigo me expressar muito bem e não só em inglês, mas, no geral. Também não ando muito focada em nada, o que dificulta a necessidade de constância e análise aprofundadas.

Hoje, eu tive outra ideia. Há muito tempo atrás eu tinha um blog de contos chamado Sunnydale Tales, eu escolhi o nome mais pela musicalidade do que qualquer outra coisa, mas, revendo Buffy (começando a segunda temporada hoje), uma ideia me veio à cabeça: Por que não fazer um blog de contos e histórias mais curtas focadas no sobrenatural? Eu tenho alguns temas, começos, meios e fins de histórias soltos pela minha cabeça e meus cadernos; por que não elaborá-las e transforma-las em uma especie de série?

A ideia central seria que a profecia Maia de 2012 é uma das profecias mais importantes e mais mal compreendidas da história. Ao invés de ser a data marcada para o fim do mundo, 21 de Dezembro de 2012 seria o dia em que portais para outras dimensões, fechados a milênios atrás, seriam reabertos fazendo com que a magia circulasse por nossa dimensão de novo. Isso faz com que o mundo dos espíritos, dos seres mágicos e do sobrenatural ganhe mais força.

Eu ainda não sei se coloco alguns personagens-base no meio dos contos, isso pode acontecer naturalmente ou não. Se uma mitologia maior aparecer, se uma das histórias ganhar mais corpo, meu Sunnydale Tales pode tomar uma forma de série de tevê ala Fringe ou Supernatural, com episódios Monster of the Week e uma historia maior e mais bem desenvolvida de fundo.

O nome vem da cidade aonde Buffy the Vampire Slayer acontece (para vocês sem cultura que não conhecem Buffy), a cidade fica na boca do inferno e por isso é mais vulnerável a ondas místicas e sobrenaturais. O nome seria apenas uma referência a essa característica de Sunnydale e dos episódios de Buffy, uma homenagem. As histórias não teriam nada a ver com Buffy (I would not dare). 

Ainda não sei se eu vou escrever em inglês ou português. Ou ambos. Bem, isso é um brainstorm, eu deveria estar fazendo uma borboleta no Illustrator😉

 

O que vocês acham?

Mean Meaning of Stuff (Parte 1)

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Hoje, no nosso clube da luluzinha, o tema muitas vezes citados foi o da maturidade. E eu fiquei matutando sobre o assunto até essas altas horas quando resolvi matutar na forma de um post aqui no Casa. Eu acho, e isso irá se repetir em outros assuntos adiante, que o significado das coisas anda sendo perdido no mundo de hoje. Nunca antes na história desse mundo (Lula style) as pessoas analisaram umas às outras e se auto analisaram tanto e parece que isso só diminuiu o sentido de tudo. Amadurecer, por exemplo, eu vejo que muita gente não sabe direito o que é isso e como isso funciona.

Amadurecimento e quase tudo (tipo 99,5%) nas nossas vidas são parte de um processo e um processo tem como ingredientes cruciais o tempo e o ambiente. Tornar-se maduro, todos vocês aqui sabem, não é algo que acontece da noite para o dia e muito menos é uma convenção de comportamentos e pensamentos. Mas, eu vejo que a maioria das pessoas agem como se fosse exatamente isso. Deixando aqui claro que não estou criticando o modo de pensar de ninguém do meu clubinho, ninguém chegou a filosofar sobre o assunto para eu saber quais são as opiniões em questão, mas, eu percebo isso no geral das pessoas. Talvez a maioria não pare para pensar.

Primeira coisa: Amadurecer não é algo divertido que todo mundo morre de vontade de fazer. Embora também não seja algo horrível como muitos peter pans acreditem, implica em você ter controle da sua própria vida e isso é uma coisa tão linda que religiões dizem que foi o maior presente que Deus nos deu (livre arbítrio pra quem ainda não pegou a dica). Porém, vem com um preço grande que a maioria de nós prefere não pagar. Amadurecendo a gente aprende que a vida requer sacrifícios, esforços, disciplina, trabalho, um monte de coisa que é o oposto da vida infantil. Pra piorar um pouco mais a situação do homo sapiens sapiens moderno, são coisas cada vez mais distantes da vida infantil moderna e que esperamos cada vez mais para ensinar aos nossos filhos.

Segundo: Você acaba de amadurecer quando você começa a apodrecer. Horrível isso, mas é o fato. Então, vamos parar de amadurecer quando nossos cérebros começarem a se degenerar e, o que é pior (ou melhor, questão de ponto de vista), partes nossas apodrecem bem mais rápido que outras o que implica que o início do maravilhoso processo de degeneração não quer dizer que o fabuloso processo de amadurecimento terminou. Então, nenhuma das lindas e magnânimas pessoas que se consideram muito maduras são maduras completamente, e muito menos sábias.

Terceiro: o amadurecimento do psicológico humano é um processo complexo que é bem diferente do amadurecimento de uma fruta, por exemplo. Tem gente que é obrigado a amadurecer quando deveria estar verdinho, tem gente que retrocede, tem gente que apodrece rápido, depois regenera, fica verde, amadurece de novo. E o que é mais importante: Amadurecimento requer tempo, espaço e desafios. Ninguém chega aos vinte e quase sei lá quantos anos e magicamente começa a pensar como um jovem adulto. Se sua vida, seu ambiente, as pessoas ao seu redor, não lhe trazem desafios, experiências diferentes, o ser humano não tem o que mudar. Nós temos um organismo lindo e econômico regido pelo processo de adaptação, que não vai mudar o comportamento e a forma de pensar simplesmente porque tem xis anos ou alguém ditou que ele precisa.

Eu já vi diversas pessoas exigindo um comportamento de outra pessoa sem lhe dar o mínimo espaço para que ela sequer precise ter esse comportamento, quanto mais para aprende-lo, aceita-lo ou rejeita-lo. Pais que querem que os filhos saibam agir perante uma situação sem que eles a enfrentem de verdade, resolvendo todos os seus problemas e, lá na frente, esperando que eles tenham aprendido a resolver problemas apenas por observar. A observação é muito importante no aprendizado, mas não é a única coisa. Precisamos de prática, de confiança nas nossas habilidades e de liberdade para construirmos a nossa forma de resolução de problemas.

O ditado diz que a necessidade faz o sapo pular, e isso implica que também o faz crescer. É completamente fútil que você espere, até mesmo de você mesmo, um comportamento que não tem tanta importância na sua vida, no seu contexto. Eu vou usar um exemplo bem simples, quase imbecil: Eu e a luta com as agendas. Eu sempre comprei agenda, todo ano, desde, sei lá, 1995. No começo elas eram apenas diários, mas, na adolescência eu já comecei a querer organizar minha vida através delas. Nunca consegui. Eu começava colocando as coisas que eu tinha que fazer lá e não fazia nenhuma. Tentei google agenda, tentei agenda de celular, tentei agenda grande, agenda pequena, agenda bonita, agenda feia. Precisava de uma agenda para me lembrar de abrir a agenda. Colocava um bando de tarefas que não pretendia, de verdade, cumprir.  A pobre da agenda, bonita e que eu gostava tanto no começo do ano, virava um pequeno objeto de tortura e frustração e era logo abandonada. Achei que eu não era do tipo de agenda, o que era uma pena, porque minha memória e minha capacidade de distração é imensa.

Aí eu comecei a trabalhar. Hoje em dia, minha agenda está sempre aberta, sempre com as tarefas do dia (e umas outras que adiciono e apago ao longo do dia enquanto vou avaliando o que é possível fazer ou não) e um dos meus maiores prazeres é marcar uma tarefa completada. E por que só agora eu consegui? Porque agora é um comportamento útil na minha vida, que me traz prazer e eficiência no trabalho e não um hábito estranho, que eu tinha que aprender pra poder me disciplinar e me frustrar e encher em uma página todas as coisas que eu achava que eu devia fazer e que a verdade é que eu não devia. Ou melhor, não precisava.

Hábitos vão e hábitos vêm com dificuldade. Perder e adquirir um hábito é penoso, você precisa de contexto, de necessidade e de recompensa e essas são as coisas que a vida de uma pessoa precisa para amadurecer. Espaço para isso, ou seja, você precisa deixar a pessoa resolver os próprios problemas, não ficar lhe dando a solução o tempo inteiro, deixar que ela descubra na base da observação, memória e experiência. Você pode dar conselhos e pode interferir quando vê que algo está indo muito errado, isso faz parte do equilíbrio do espaço seguro pra deixar sua criança amadurecer (inclusive as de 40 anos). É necessário que ela sinta a necessidade de mudar seus hábitos, sua forma de pensar e de se comportar. Se uma criança continua ganhando tudo o que quer na base da birra, ela vai continuar dando birra pro resto da vida, mudando apenas as formas desse comportamento para aprimora-lo e não perde-lo.

Eu acho extremamente interessante como as pessoas podem ser maduras em algumas coisas e totalmente imaturas em outras. Isso é até bastante comum e bem óbvio. Algumas pessoas, por terem talentos intelectuais amadurecem sua forma de pensar, de resolver problemas teóricos mas não se dão tempo ou espaço para amadurecerem emocionalmente e vice-versa dentre outras variações.

Eu, por exemplo, acredito que tenho um intelectual bem maduro e, modéstia à parte, acho que vejo o mundo de uma forma diferente por causa disso. Emocionalmente, eu sou um caos, nem totalmente imatura, nem muito madura. No meu comportamento com as pessoas, com a experiência, eu ainda sou bastante infantil desde os hábitos mais sutis como, sei lá, o jeito que eu pisco os olhos, até minha voz, até algumas reações mais complexas. Eu até hoje acho que não preciso amadurecer totalmente nos modos convencionais. Acho que vou morrer pensando assim. Enquanto não sentir verdadeira necessidade de mudar alguns dos meus comportamentos, não vejo porque muda-los. Em outras coisas, infelizmente, venho tendo o dilema da agenda até hoje: querendo adquirir hábitos que não encontram contexto na minha vida, nem espaço, nem me dão recompensas.

Um dos motivos que eu quero ir pro Canadá, morar no exterior, longe de tudo que sou acostumada, é para me obrigar a mudar coisas que eu sempre quis mudar em mim e que hoje em dia até provocam dor. Eu tenho hábitos nocivos, paralisantes, que me impedem ou me dificultam muito, a conquistar coisas que quero pra mim e coisas que acredito que preciso, sonhos de infância. E já há um tempo eu percebi que nunca tive o espaço e a necessidade verdadeira, real, para adquiri-las. Ficando longe da família e em uma cultura que valoriza mais o trabalho e o individual, sem o assistencialismo (no sentido de ajudar aqueles ao meu redor) e a generosidade inerente da cultura em que eu vivo (e que são características que eu admiro, por sinal) e com todo o espaço do mundo pra experimentar, além dos vários desafios, acredito que vou me transformar em uma pessoa melhor, como já me transformei em outras ocasiões.

E por que será que essa incapacidade de amadurecer anda tão exarcebada nas pessoas de ultimamente? Aqui eu fecho um assunto fazendo a ligação entre o título do post e um tema que eu quero tratar em outros textos: Acho que cada vez mais perdemos o significado das coisas. Não sabemos mais o que significa amadurecer, não damos mais importância aos rituais sociais, nem às idades, nem às gerações. Eu vejo isso como uma “doença” da nossa sociedade, no sentido que nos traz um mal absurdo, entre eles o Mal do Século, a depressão, nossa velha conhecida; mas também vejo como um mal necessário, um mal sintomático da mudança total que nossa sociedade vem passando nos dois últimos séculos, em velocidades cada vez mais assustadoras. Desde o século XIX nossa sociedade passa por transformações gigantescas. Antes tudo mudava em 50 anos, e isso já era rápido porque nos outros séculos demorava umas três gerações. De repente, já mudava muito em décadas, depois em anos, hoje em dia, a gente não sabe mais.

Antes nós tínhamos rituais, ritos de passagens, convenções. Todo mundo sabia que curso seguir. Então, amadurecer era um comportamento fixo e previsível. Embora não seja da natureza do processo psicológico ser tão simples e linear, a sociedade o moldava para que assim o fosse. Hoje em dia, um casamento é uma festa qualquer, uma simples celebração da paixão entre duas pessoas, e não o compromisso, a união, a promessa de dividirem uma vida e se ajudarem, a afirmação perante toda a sociedade do amor entre duas pessoas e do seu compromisso em fazerem uma vida juntos. Ou seja lá qual fosse o significado do casamento em outras épocas (aliança política, negócio, obrigação de se formar uma família). Por isso as pessoas embarcam em casamentos e em divórcios com maior facilidade.

E isso inclui um monte de coisas. É o preço da liberdade. O dilema da infelicidade que as escolhas nos trazem. Eu sou parte dessa onda e uma das maiores críticas. Ao mesmo tempo iconoclasta e uma pessoa pró-magia. Mas, isso é para uma outra hora.

Depression Diaries 9

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Olá amigos e amigas, hoje é quarta-feira, então meu humor está melhorzinho, mas eu tive crise de choro ontem à noite, então, vai entender, não é mesmo?

 

 

Estava eu relendo meus Depression Diaries e vendo o quão bonito foi meu objetivo de escrever sobre o tema para colocar as coisas pra fora e documentar meus ciclos. Então, acredito que a falta de posts seja também uma documentação do meu ciclo. Afinal, eu sempre começo algo e depois abandono. E, quem sabe, volto.

 

Este é um dos motivos pelo qual eu tenho preguiça de tentar algumas vezes. Eu vou abandonar mesmo, não é? Nestes últimos diasestou matutando sobre o que eu posso fazer, o que eu posso mudar para manter algo, manter um projeto, manter um compromisso, por um período mais longo. Uma das coisas que apontem como, no mínimo, curiosa: Se eu penso em projetos de longo prazo, eu sinto algo que nós, goianos, chamamos carinhosamente de “trem ruim”. No mínimo, curioso. A pessoa tem um tipo de pavor, mesmo que passe bem rápido pela minha consciência, de projetos que demandem muito tempo.

É como, mais uma vez eu falo isso, um tipo de prisão. Uma espécie de condenação que vai me dizer: Aha! Disso você vai demorar um tempão pra ficar livre, vai ficar muito tempo sem poder fugir para as Índias ou entrar para uma companhia de teatro.

Eu fico meio abismada comigo mesma. No fundo, eu não faço muita coisa porque a maioria do que vale a pena, é a longo prazo.

Anyways… Parado meu tratamento de acupuntura e, no momento, sem poder pagar a yoga e com meu terapeuta estudando na Índia até final de Fevereiro, encontro-me eu aqui, reavaliando minha retomada do tratamento. Eu não ando com vontade de tomar remédio, mas de tentar a acupuntura mais uma vez, ou ao menos juntar os dois. Amanhã é um dia auspicioso pois eu vou conseguir o nome de um acupunturista que pode me ajudar e vou ter dinheiro pra pagar a yoga e voltar a me pendurar de cabeça pra baixo umas duas vezes por semana,  o que é uma delícia.

Outra coisa curiosa: Eu, que não andava mais tendo contato com nada além do reino do concretíssimo e banal, ando sonhando muito e lembrando. Na maioria das vezes pesadelos, mas, depois que acordo, vindo o alívio de que eu só estava sonhando, eles me deixam mais intrigada do que perturbada. Parece que as engrenagens do subconsciente estão espalhando a poeira e começando a funcionar. Talvez alguma coisa esteja mudando, naquele ritmo devagar e impossível de parar que minhas mudanças costumam ocorrer.

Eu agradeço muito. Meus processos de mudança são lentos, dolorosos, mas eu prefiro do que ficar paralisada numa situação só.

Monday you can fall apart

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Talvez o título desse post devesse ser Depression Diaries 9, mas eu fiquei com essa música na cabeça (friday i’m in love), então vai ficar esse título mesmo.

A questão aqui é que toda segunda eu tenho crise profunda. Eu sei que muita gente odeia segunda-feira, o garfield sendo o mais famoso de todos, e fica meio deprimido, mas meu caso está ficando ridículo. Domingo eu não durmo direito, tenho crises de pânico, penso em morrer e tenho pesadelos. Na maioria das vezes eu vejo filme ou séries, leio ou jogo até ficar exausta. Ontem tive dor de cabeça e acabei chapando de qualquer jeito, por isso meu humor ficou mais brando.

É bizarro, porque eu sei que é um exagero e é sazonal, mas me preocupa muito. Meus fins de semana são dois dias brincando de sr heremita e ontem fiz uma maratona de Roma que me deixou meio zonza.

Acho que vou ter que me habituar ao fato de que passei dos limites da fase esquizóide e vou ter que me obrigar a passar meus momentos de lazer me obrigando a sair de casa, ver o mundo e ter uma vida social. Um saco.

A questão toda é o equilíbrio e o esforço em mantê-lo. Já diz o ímã de geladeira da minha amiga “ser feliz dá trabalho” , então imagino que ser saudável faz parte do pacote. E o equilíbrio não é fácil, já me provou meu professor de yoga.

Eu tenho fases esquizóides, em que me retiro do mundo e vou me esbaldar em outros mundos. Na maioria das vezes entro de cabeça em algum universo que preencha meus anseios emocionais, sendo Harry Potter o mais visitado de todos, mas, foram muitos. Maratonas de séries se incluem, sendo Gilmore Girls a mais visitada. Com jogos, Final Fantasy é a série clássica mas confesso que faz tempo desde que eu me drogo com FF.

O segredo que eu aprendi, na verdade, a decisão a que cheguei foi a de parar de estar em guerra constante comigo mesma e isso inclui em respeitar minhas fases. O problema vem sendo sair delas depois. Acontece que eu acabo ficando quase de ressaca e me falta a disposição para sair.

Acredito estar em uma dessas ressacas faz quinze dias, ou mais. E a depressão de segunda vem ficando exarcebada por causa disso. Eu fico um pouco temerosa porque aquela vontade de morrer das minhas crises de pânico dos meus Depression Diaries de vez em quando aparece, mas eu tento não pensar no assunto.

Talvez eu precise de reposicionar meu modo de ver tudo. Embora meu terapeuta não vá concordar com o rótulo de doença, eu deveria acreditar que a depressão é tipo uma diabetes, uma doença crônica mas manejável, e eu precise conviver com ela pelo resto da vida. Quando na verdade eu estou sempre atrás do espinho que começou essa inflamação toda e de curar esse estado desanimado de uma vez por todas.

Os números de 2010

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Os duendes das estatísticas do WordPress.com analisaram o desempenho deste blog em 2010 e apresentam-lhe aqui um resumo de alto nível da saúde do seu blog:

Healthy blog!

O Blog-Health-o-Meter™ indica: Uau.

Números apetitosos

Imagem de destaque

Um Boeing 747-400 transporta 416 passageiros. Este blog foi visitado cerca de 2,900 vezes em 2010. Ou seja, cerca de 7 747s cheios.

 

Em 2010, escreveu 23 novo artigo, aumentando o arquivo total do seu blog para 204 artigos. Fez upload de 55 imagens, ocupando um total de 4mb. Isso equivale a cerca de 1 imagens por semana.

The busiest day of the year was 4 de outubro with 77 views. The most popular post that day was Depression Diaries 8 – Atualizações.

De onde vieram?

Os sites que mais tráfego lhe enviaram em 2010 foram casadeespeto.blogspot.com, franjasnatesta.blogger.com.br, eufemismo.blogspot.com, obama-scandal-exposed.co.cc e facebook.com

Alguns visitantes vieram dos motores de busca, sobretudo por jared leto, melancolia 1, fluoxetina, jared e 30 seconds to mars jared leto

Atracções em 2010

Estes são os artigos e páginas mais visitados em 2010.

1

Depression Diaries 8 – Atualizações agosto, 2010
5 comentários

2

Randomicities abril, 2010
4 comentários

3

Emo Blog outubro, 2009
6 comentários

4

Reciclagem – Porque sinto saudades de Harry Potter agosto, 2010
3 comentários

5

Depression Diaries 7 junho, 2010
2 comentários