Depression Diaries 7

Depression Diaries 7

Dear Diary….

Bem, faz tempo que não apareço por aqui… Eu fui para São Paulo, a trabalho, fiquei uma semana lá. Salão do Turismo, um evento gigante com stands de todos os destinos do país e muita coisa interessante. E, São Paulo, claro, uma cidade gigantesca, com um monte de coisas para se fazer. Foi uma experiência interessante, me deixou cansada, mas, também me tirou do ciclo depressivo um pouco…

De qualquer forma, estou aqui de volta. Mais pobre, com uma melissa a mais, 60 ímãs de geladeira a mais, umas esculturas de madeira muito bonitinhas que eu comprei no stand de MG do Vitrines do Brasil (morro de vontade de conhecer o sul de Minas e essas esculturas são de uma cidade chamada Monte Verde) e muito trabalho pela frente…

Voltando a rotina me volta um pouco daquele sentimento de estafa mental. Ainda estou tentando superar tudo isso. Estou gostando muito da minha terapia, e a dessa semana  me fez chorar muito. É estranho, eu tenho uma desconexão bizarra com meus sentimentos ultimamente. Faz tempo, na verdade. Eu não consigo entender porque eu sinto algumas coisas, ou me conectar com sentimentos que eu sei que já tive. Terapia me faz sentir coisas de novo e ter contato com elas.

Eu estou querendo mudar meus remédios de novo. Ficou mais caro, mas não ficou melhor em comparação com a receita de antes. E eu sempre penso se minha relutância a voltar pra fluoxetina não é bobagem minha. Talvez me desse energias para aguentar o dia a dia.

O principal pra mim vem sendo a necessidade de me disciplinar para me exercitar e escrever. Eu vou começar a correr com a minha irmã, ela treina com um grupo que faz um monitoramento do treinamento, ajuda no alongamento e ainda tem um posto com água. Antes eu achava bobagem

porque eu poderia fazer tudo isso de graça, mas, depois de mais de um mês tentando levantar da cama pra caminhar e não tendo a força de vontade mínima necessária, eu resolvi, hoje, começar esse treinamento.

Choveu. Em Goiânia. Em Junho. Milagre da vida.

Mas, eu fui. E gostei. Espero ir caminhar amanhã também. E depois. E depois…

Escrever… Depois desse post acho que vou trabalhar nisso. Estou pensando em reservar uma hora por dia de semana e duas em fins de semana para meus livros. Fazer brainstorming, escrever de verdade, escrever e reescrever, escrever backgrounds. Whatever. Vai ter que ser a hora dos meus livros e não só de pensar na história (isso eu faço o TEMPO INTEIRO) mas para colocar isso no concreto.

Depois eu conto pra vocês se está dando certo….

Metareciclagem

Metareciclagem

O post é antigo, o sentimento é o mesmo…

Lady Lory of The Highest Tower

Junto com toda a reclamação sobre a prática da escrita, da leitura e a falta que me faz minhas madrugadas, vêm as reclamações espirituais e místicas. Para quem não me conhece bem a fundo eu sou uma pessoa mística, na melhor forma possível.

Qual a melhor forma possível, você pergunta?

Uma forma que não seja totalmente alienada, nem absurdamente teimosa e cega, muito menos intolerante.

Voltando ao meu own personal misticism, eu cresci lendo sobre astrologia, holismo, espiritualidade em geral e práticas alternativas. Na adolescência fui bruxa, as if aquela que pratica as antigas artes espirituais e religiosas de comunhão com a natureza, o cosmo e, principalmente consigo mesma. Também tinha contato com o lado feminino da divindade e etc. e tal.

Claro, fazia feitiços. Envergonho-me um pouco, porque eu discutia com wiccas, mas orgulho-me de ter seguido passos mais guiados pelas práticas antigas pagãs do que por modismos modernos.

Sim, amo charmed até hoje. E lia senhor dos anéis e brumas de avalon. Gosto até hoje.

Comecei a ler tarot na adolescência também e a juntar astrologia com psicologia junguiana. Gostava de tópicos sobre meditações, embora não fosse capaz de tanta concentração – e ainda não o seja. Também lia muito sobre chacras. Me instiga até hoje o potencial humano espiritual, o que algumas práticas fazem com um indíviduo que o transforma de uma forma alquímica.

Adoro símbolos e contos de fadas e mitologia. Já pratiquei muitas coisas místicas e espirituais, algumas ainda pratico. Já vi fantasmas, já fiz brincadeira do copo. O mundo além sempre foi meu mistério favorito.

Infelizmente esses portais em mim são bastante fechados hoje em dia. Uma medida que tomei para me proteger e que não sei muito bem como reverter. Ainda leio tarot e interpreto astrologia, mas confesso que a intuição não é mais um grande fator em nada disso (astrologia não tem nada a ver com intuição, por sinal). Não vejo mais fantasmas também, disso não sinto falta.

Mas sinto falta de me conectar com mistérios e ter fé suficiente para correr atrás deles. Mas, como me prometo mais estudar essas coisas ocultas, que eu até poderia usar para meus livros, se não ando estudando nem pro concurso?

Se bem que estou de saco cheio de direito e história e não de taromancia. =) (ando com saco cheio de tudo hoje)

Lina´s Song

Lina´s Song

Segunda etapa do processo já foi iniciada. Para quem não lê meu Depressions Diaries, eu estou lutando contra uma depressão “velocidade 6″ (como diria a Laura), com os métodos clássicos de medicamento, terapia e atividade física (e muito 30 seconds to mars).

A segunda etapa seria, então, terapia. Comecei essa semana, na segunda-feira e já tive mais uma outra sessão hoje, quarta. A clínica é linda, me senti muito bem lá e gostei do bisigólogo (piada interna, não com o psicólogo, though). Uma das questões importantes para mim é que meu terapeuta não ficasse muito somente no verbal comigo. Não adianta, e acho que meu cérebro já trabalha demais nessa vida. Não sei fazer minha mente calar a boca, então, uma terapia só no verbal/mental seria um loop eterno.

Feito. Hoje mesmo tratamos da minha estafa mental e de como esforçar o corpo, cansar o corpo, acaba me revitalizando. Então, acredito que a etapa 3 do meu tratamento intensivo tem mais que começar logo, exercícios físicos para fazer minha mente descansar e meu corpo cansar.

Outra coisa que vem muito pra mim, e que já tocamos no assunto é a raiva e eu estou em um dos meus momentos raivosos. Sei lá de onde vem isso e nem para onde vai, mas ando sentindo raiva o tempo todo, de tudo, de mim, da vida, do sistema, do aquecimento global, das pessoas estúpidas. Não sou muito boa em colocar isso para fora e acho que isso me envenena e me esgota. De alguma forma, estou na minha fase de que eu quero é fazer o que eu nunca tive dinheiro nem iniciativa e isso inclui pintar o cabelo e fazer tatuagem.

Agora, me digam, pinto tudo de vermelho ou só mechas?

Anyway, voltando às minhas filosofias de deprimida… A teoria é que parte da minha depressão seja uma raiva reprimida, que não tem um escape saudável que seria o escape do corpo mesmo. O do sentir a raiva no corpo e joga-la para algum lugar. Não é necessariamente bater em alguém, ou quebrar alguma coisa (andamos, eu e Gus, com vontade de queimar algo ou alguém, bora? ), mas, sei lá, expressá-la não reprimi-la.

Eu tenho raiva. Raiva e tristeza. É meio difícil dizer de onde vem isso porque parece vir de muitos lugares. Desde coisas gerais como, eu tenho raiva de mim mesma por não conseguir fazer minha vida andar pra frente e sou triste por ter uma vida incompleta; até específicas como eu tenho raiva de estar em Goiânia e estou triste por não ter um namorado.

Acho que eu sou mesmo uma pessoa sensível demais e dramática, mas não há nada de errado com isso, é como eu sinto e vejo o mundo, entretanto, contudo e todavia, eu não me expresso assim, eu me reprimo, eu tenho medo do que as pessoas vão achar e falar. Se eu mostrar pro mundo inteiro minha raiva, meus dramas e o como eu PRECISO de coisas que a maioria das pessoas acham supérfluas (músicas, beleza e simetria, chocolate, viver dentro da minha cabeça, ver meus filhotes virem para o mundo real) ninguém vai me aguentar.

Já disse que eu estou com cansaço mental crônico, não é mesmo? Uma das coisas que me impedem de escrever como eu gostaria é o ruído, o bando de informações voando na minha cabeça, eu não consigo focar em um, eu não consigo desligar e ver só aquela coisa que eu quero criar. Não consigo relaxar ou escrever um post direito.

Crash, crash, burn, let it all burn…

Eu posso vir aqui e vomitar um post, não posso fazer o mesmo com meus livros. ..

E, pra finalizar, 30 seconds to mars pra vocês =*

Depression Diaries 6

Depression Diaries 6

Bem… Aqui estou eu de volta a Gyn com Tônica City. Meu quarto está cheio de caixas e eu ando bastante a pé.

Meu estado depressivo anda interessante. Eu choro umas 3 vezes por dia, mas acho que é quando estou desocupada. Ontem, domingo, eu não chorei e foi um dia divertido, vi a família, assisti uma apresentação da orquestra em uma pracinha agradável e vi Homem de Ferro 2. Hoje, chorei na médica. Muito. Quase chorei no caminho para a médica e tive um pouco de falta de ar ao acordar. Mas, foi tudo controlável.

Meus remédios ainda estão em estágio de muitas mudanças. Minha receita dessa vez foi bem diferente, alguns remédios a mais… Vai ficar mais caro, mas, é pra isso que eu vim pra cá, né? Também vou passar a comparecer ao consultório de 15 em 15 dias. E continuo com o telefone residencial da médica.

Amanhã vou entrar no assunto terapia. Conversar com uma colega sobre a delícia que eu estou e ver quem ela me recomenda como terapeuta. Também já estou vendo academia. Estamos todos aqui bastante empenhados em melhorar minha saúde emocional.

Enquanto isso… Alguém sabe me dizer se uma pessoa pode aprender a desenhar bem sendo ela assim… Um de-sas-tre pra desenhar qualquer coisa?

Eu queria….

Luna, Lina, Lory

Luna, Lina, Lory

Já devo ter contado por aqui das minhas três amadas personalidades. É um conceito velho para mim, o que eu sou 3 pessoas em uma. Na verdade, eu acredito que todo mundo no universo tem facetas demais e podem surpreender a todo mundo com características de sua personalidade que nunca ninguém imaginaria. Eu não sou diferente, mas, minhas três personalidades mais fortes eu consigo identificar, apontar e, claro, nomear.

Elas são Luna, Lina e Lory e eu não me sinto muito à vontade em descrever diretamente cada uma delas. Mas, relendo meus escritos (sim, eu venho fazendo isso faz umas semaninhas), percebi que tenho dificuldades em me manter muito tempo fixada em um projeto e, reconheço que eles não são muito parecidos entre si. Sinceramente, acho que cada um belongs to a personality. Esquizofrênico da minha parte.

Analisemos:

Luna e Ana Kite Takashi

Luna pra mim sempre foi a personalidade mais conectada com a realidade e também com a tríade. Incrivelmente, ela é a minha personalidade mais conectada com a minha infância também (incrivelmente porque conectado com a realidade e com a minha infância parece uma combinação meio esdrúxula). Luna tem muitos medos, mas também é bastante maleável eengraçada. Tende a colorir tudo para poder suportar o dia e gosta demais de agradar as pessoas.

Luna é meu eu deprimido, realista, infantil, engraçado, inocente e direto.

Penny Lane, a história de Ana Kite Takashi, é meio autobiográfica no sentido de que Ana tem uma personalidade muito parecida com a minha e eu a uso como escape das minhas próprias indagações reais e imaginárias. Ana tem 3 facetas, Ana tem um mundo imaginário, Ana é escritora, Ana é deprimida.

Mas, a vida dela não é a minha, é uma invenção; sua família é uma deturpação da minha e os fatos que ocorreram com ela não ocorreram comigo.

Lina e Pacífica.

Essa é a minha faceta controversa, sexual, sensual, nervosa, raivosa, dramática, intensa e, de certa forma, poderosa. Escondo Lina porque ela já machucou algumas pessoas. Ela é minha raiva, ela é meu egoísmo, ela é minha capacidade de ação, minha ironia, minha capacidade escorpiana de manipular, ela é tosca. Sei que quando estou mais energética e me sentindo mais viva, Lina está no comando.

E Pacífica é drama, sexo, vingança, bizarrices, absurdo. É uma história sem preocupações em agradar ninguém. NINGUÉM.

Mas há algo de melancólico em Lina também. Talvez por sentir tanto, às vezes acontece o fenômeno de burn out e ela se irrita, se retrai, se morde… Lina gosta de bedroomdancing (ou bathroomdancing), jogos violentos, músicas barulhentas, histórias dramáticas, filmes adolescentes, artes marciais, qualquer coisa ou pessoa que seja controverso, esquisito, fora dos padrões, irrotulável.

Coincidentemente, minha personagem mais Lina, que está em Pacífica, se chama Lorena Salazar, apelido, Lory.

Lory e a Saga Mágica

Meu lado nerd, espiritual, zen, intelectual, frio, calculista, meu eu idealizado, meu self nas alturas, meu lado que quer sentir coisas que não estão ali (pelo menos não os vemos ali), que tem moral elevada, que quer ajudar o mundo, que vê as coisas em uma perspectiva mais à frente.

Minhas sagas mágicas são bem Lory. São compridas, contam uma História, é um mundo à parte, é para onde eu fugia do mundo, onde existe mágica, valores e heróis. Onde mulheres são altivas e cruéis. Porque Lory é cruel. Ser Lory é muito difícil, é amor e sacrifício. É a parte de mim que diz “você não pode fazer isso e pronto”. São as regras. É meu self nas alturas. Meu personagem mais Lory se chama Liamn e é a rainha de um outro mundo.

Lory também tem um pouco a ver com minha infância. Acho que ela era quem eu queria ser quando crescer, em personalidades e postura, não em ações, profissões, etc. Ela também tem muito a ver com meu lado esotérico. Lory lê tarot, tem sonhos impressionantes, pressente coisas e gosta de trilogias e séries eternas.

Lory acredita no infinito e em chats na internet.

Acredito que vou ter que escrever esses livros ao bel prazer delas. Nada de me concentrar em um projeto só durante muito tempo. Como faz?

Randomicities

Randomicities

Depression Diaries 5,8

Terceiro (ou quarto?) dia em que eu estou bem (thumbs up)!

Bem assim… Tô ouvindo 30 seconds to mars o tempo inteiro e durmo pouco (olheiras Tim Burton style). Mas, tenho mais energia, estou de bom humor e não tem mais angústia, amargor e etc.Noiva Cadáver

Claro que eu não estou feliiiiiz, porque ainda acho que falta muita coisa na minha vida e estou insatisfeita, mas, como felicidade é um estado de espírito, eu posso dizer que estou me sentindo feliz a quatro dias.

Por quê? Não sei. Minha serotonina em cápsulas acabou (será?) e nada na vida mudou. Falei para o Gus que deve ser a música emo. Faz efeito contrário em mim, igual calmante na minha mãe. Eu também saí, fui ao cinema, comi temaki. Deve ter algo a ver ;p

30 Hours to Jupiter

Não, não venham me perguntando de bandas emos ao acaso. É SÓ 30 seconds to mars. Jared Leto stole my soul. Detalhe que ela foi A banda que eu citei que NUNCA iria ouvir alguns posts abaixo, ano passado. Eu tenho um problema SÉRIO com promessas. E com CAPS LOCK.

Eu não sei se é porque quando eu era criança pessoas me prometiam muitas coisas, eu acreditava em todas elas, e poucas foram cumpridas, mas, eu não posso fazer promessas. E faço. O tempo todo. É meio ridículo. Eu tenho mania de me comprometer e de quebrar os compromissos. Vai entender. Ou eu deveria parar de prometer coisas, ou fazer de tudo para cumpri-las.  Ando me esforçando para não fazer promessas, mas, quando eu vi, já fiz.

Não as descumpro por birra ou má vontade, assim como as pessoas da minha infância. Elas descumpriam porque não podiam cumpri-las, até queriam, mas eu sempre via que não dava. Eu também descumpro porque não posso cumpri-las. Isso se dá por vários motivos e nem todos são louváveis. Total falta de estabilidade de humor é uma delas. Pobreza é outra. Falta de energia mais uma. Enrolação é outra. Eu sou muito enrolada. Principalmente morando com os membros da minha família ;)

Sorte minha que eu gosto de “morder a língua”, mudar de idéia e que a maioria dos meus amigos não levam minhas promessas a sério. Minha patologia com compromissos é realmente grave.  Minha falta de fixidez é triste.  E todos os meus signos são fixos. Estou começando a achar que tem algo errado com meu mapa astral.

Mas, voltando ao 30 seconds to mars. Todo mundo sabe que eu escuto músicas que a maioria das pessoas parecidas comigo odeiam. Eu tenho uma série gigantesca de músicas, filmes, livros, anything que caem na categoria “é ruim mas é bom”. Tem outra categoria também a “é tão ruim  que é bom” que é bem diferente (depois discorro sobre isso – sem promessas). E quando eu ouvi 30 seconds to mars, a uns dois anos atrás (eu lembro porque eu gritei assim pro Jared Leto “eu tenho 26 anos, 10 a menos, e tô muito velha pra ser emo, imagina você”) lembro de ter ficado decepcionadíssima com meu querido Jordan Catalano, consegui ouvir uma música só e ainda tinha versão dela com a Pitty que me dava vontade de morrer.

Dois anos depois… Aqui estou eu ouvindo tudo. E com gosto. Amando. Sem conseguir parar. Sério. Não consigo parar de ouvir. Acho que tem alguma mensagem subliminar embutida. E se é pra ficar deprimido e se matar  no Pátio Brasil, rolou não. Então assim, a banda não é só emo-core, né… (isso sou eu tentando me justificar).  And what if I wanted to brake? ;p

Paciência. E ele continua bonito. Pra caralho. Muda de cabelo de um clipe pra outro.  Passa maquiagem. Tira maquiagem. Faz cara de esquisito. Tem cara de esquisito. Continua bonito. Desgraçado.

Terra Quarto Planeta Já!

Meu pé está descamando. Só a parte de cima, a que fica exposta já que eu só uso sapato boneca. Tudo porque eu ando no sol que está quente e agressivo como um bom sol de Brasília. E eu não passo protetor solar no pé (não passava).

Aí tem gente que me diz “vai tomar um sol que sua depressão passa”. Eu tomo sol. Todos os dias. Ele não me dá outra escolha. E por que algo quente, que arde minha pele e me envelhece vai me deixar mais feliz?

Gente. Deitar no sol e ficar lá fritando é coisa de quem mora no frio. Aí eu entendo. Agora. Aqui? Pra quê? Aqui a gente deveria usar chapéu, sombrinha e plantar mais árvores. E chamar dia nublado de “um dia bonito”.

Eurocentrismo é uma coisa que nunca vai sair da nossa cultura ;p

Statements

Eu odeio o ITunes. Odeio. Principalmente porque ele vem com um QuickTime de graça (des graça). Odeio os softwares da apple. Odeio. Infelizmente, amo Purple Rain, meu ipod shuffle. Amo especialmente o volume dele. Bosta.

Vou ficar surda rapidinho….

Depression Diaries 5 1/2

Depression Diaries 5 1/2

Oh God! She´s on a writing spree!! =O

Hoje acordei blé, mas meus gatos me deram bom humor , e a lembrança do jogo dos Canucks de ontem também. By the way, eles ganharam e vão para as semifinais da Western Conference, ainda não sei contra quem (não tá definido ainda, foram pro game seven). Sinto-me meio tagarela, acho que estou em um dia “maníaco”.

Coloco maníaco entre aspas porque fases maníacas de verdade são bem mais agitadas e preocupantes, e,  costumam caracterizar um desvio bipolar de humor, o que eu com certeza não tenho. Mas, minha depressão é categorizada por alguns dias mais agitados em que eu tenho alguma energia e isso me deixa eufórica, tagarela e com serotonina à toda no meu cérebro, além de dores de cabeça e tensão. É quase uma ansiedade, não sei direito, é difícil se auto-diagnosticar, mas eu tenho dessas. Dias em que fico tensa, agitada e mais animada.

Chamem-me de pessimista, mas eu não fico mais esperançosa nesses dias. Eu tento aproveitar o máximo que eu posso, mas já tive muitos dias “maníacos” na minha vida para achar que estou bem, feliz e que agora eu vou conseguir fazer as coisas que eu quero e minha vida vai pra frente (uhuuuuuuuu)!

Nesses dias “maníacos” (que as vezes são mais de um, as vezes podem ser semanas, embora seja mais raro, afinal, como já disse, não sou bipolar) eu costumava achar que sim, que “dessa vez eu vou fazer isso e aquilo e vai dar certo”. Na maioria das vezes, eu fico só nos planos, e conto para o universo que vou fazer tal e tal coisa e que tudo vai ficar bem. Empolgo.

NADA legal tomar decisões nessas horas, assim como não o é nos momentos down.

Minha decisão de voltar pra Goiânia me parece mais segura porque ela foi feita em um processo lento, a idéia não foi minha e ela foi corroborada por um processo racional da minha parte em um dia em que eu estava com as minhas faculdades mentais e emocionais normais.

Ontem eu senti um pouco o começo dessa fase e já fiz planos. Nem comecei a elaborá-los muito e já lembrei que já vi esse filme diversas vezes. Cansei. Parei de ocupar minha mente agitada com essas coisas e fui me distrair. Voltei a ler o Demônio do Meio Dia e fui pesquisar sobre depressão e escrever meu armagor no post anterior. Sinceramente, prefiro ficar down, pelo menos eu tenho consciência que preciso me tratar e não acho que de repente eu virei  mulher maravilha.

By the Way, capítulo 2 do Demônio do Meio Dia, quase um mês depois de ler o 1. Adoro minha capacidade de concentração e de me fixar em uma coisa só.

Estou querendo usar minha agitação para analisar. Relendo meus livros e concertando isso e aquilo para depois recomeçar a escrever (se eu recomeçar agora, nesse estado, é capaz que o capítulo vai ficar completamente out of sync com o resto do livro), analisando minha vida…

Sei lá, desde minha primeira crise depois de entrar pra UnB eu nunca mais fui a mesma em alguns aspectos. Eu que sempre fui estudiosa deixei de ser (houve alguns setbacks no segundo grau, mas eles foram menores e eu conseguia me recuperar. Só significava que eu não tinha um histórico perfeito, mas, a matemática sempre me deu a sensação que isso não duraria muito além do primeiro grau); ler começou a ficar difícil, eu virei DDA (virei, juro, eu podia ser distraída e ter que desenhar pra prestar atenção, ou prestava atenção em mais de uma coisa ao mesmo tempo, mas eu PRESTAVA ATENÇÃO, hoje eu posso ter o superpoder de ver Dawson´s Creek na aula e saber do que o professor tá falando, mas, ainda é uma coisa penosa me concentrar em algo).

Eu era uma pessoa que lia três livros ao mesmo tempo, cara, essa é uma das coisas que mais me irrita na minha depressão. Parece que ela começou a ficar mais constante, com crises que me levam a querer parar de funcionar, mas, a verdade é que eu não me sinto funcional faz muito tempo. E ela me tirou a capacidade de ler. Ódio.

Sei lá, acho que antes de planejar o que eu vou estudar, o que eu vou fazer da vida, eu preciso me endireitar. E quanto tempo isso leva?

Obs: Este post está maníaco

Love and peace of mind

Depression Diaries 5

Depression Diaries 5

Acho que a maior mudança que ocorreu nessa minha crise é o jeito que eu estou encarando as coisas. Relendo meus cadernos onde eu tentava organizar a mitologia dos meus livros em 2004 encontrei textos sobre meu estado de espírito também. Essa crise foi uma em que fui fazer terapia e, depois de um tempo, resolvi voltar pra minha vida. Eu escrevia muito sobre o que eu sentia e, embora o nível de drama e a qualidade ou o tipo de metáforas tenha mudado, meus textos da adolescência, do começo dos meus 20 anos e os de agora têm muita coisa de parecido.

Eu sempre comento de uma tristeza que eu sinto na alma, de um vazio, de uma imensa dificuldade de me identificar com o mundo real, de funcionar no mundo, de colocar meus planos em ação. Sempre há também um grande isolamento, como se eu nunca pudesse ser eu mesma, completamente, pra ninguém no universo, e talvez meu maior problema com relacionamentos seja que eu sempre sonhei em ter alguém com quem eu pudesse ser eu mesma sempre, e, sei lá, nunca senti que isso seria possível com as pessoas que conheci.

E em todas as crises eu trato como um problema meu, só meu, indefinido, com uma causa misteriosa, perdido no espaço tempo, algo incurável e que só iria me abandonar com algum milagre que, hoje, com 28 anos, eu desisti de encontrar.

Hoje em dia, eu escrevo sobre meus sentimentos, sobre meu cansaço, por aqui, porque eu, racionalmente, acredito que pode me ajudar a superar. Eu procuro tratamento, de uma vez por todas, que vá me ajudar a ser uma pessoa funcional, eu me identifico como uma pessoa que sofre de um distúrbio de humor que acomete milhões de pessoas no mundo inteiro e para o qual não existe um tratamento só, mas, existe muitos e na maioria das vezes ele ajuda o paciente.

“I nearly didn’t get out of bed today. The only thing that got me going was the thought that I would get fired if I didn’t go to work. Some days, it seems like no matter how hard I try, I can’t do anything right and no one understands how I feel. I just feel so very tired, tired to the bone.”

Frases como essa de cima, que eu li em um site sobre depressão, são frases típicas de quem sofre do distúrbio e frases típicas que sempre apareceram na minha cabeça. Muitas vezes eu sei que eu adoeço de puro cansaço, de pura vontade de parar e dormir o dia inteiro, a única coisa que eu vou conseguir fazer.

Se vocês soubessem o quanto eu sinto sono o dia inteiro, o quanto é difícil pra mim pegar um ônibus pra ir ao trabalho, o quanto é penoso sair da cama e o quanto eu sei que não deveria ser assim e o quão nervosa eu fico com isso.

Eu quero me tratar, eu quero sair disso, eu quero continuar com meus remédios, talvez mudar uma coisa ou outra porque eu ando tendo muitos baixos e meus altos são “dias menos penosos”, fazer terapia, fazer exercícios (argh) e ver se adianta alguma coisa.

O engraçado é que eu acho que o meu cinismo e minha total falta de esperança do post anterior é que me traz isso. Não tenho mais planos, nem conversas comigo mesma, nem sonhos, nem tarot, nem astrologia, nem anjos, nem demônios, nem um amor da minha vida, ou algum lugar que vá me curar pra sempre.

Eu tenho um problema, eu vou tratá-lo e quando eu parar de me sentir cansada e parar de feel like shit o tempo todo vou dar um rumo na minha vida e ver o que se pode fazer com ela. Quem sabe eu não encontro algo ou alguém que me faça sentir viva depois disso. Quem sabe eu apenas viva e aprenda que a vida é isso. E pronto. Deixa o resto pros livros e filmes….

Só de voltar a ler como antes eu já ficaria TÃO mais feliz…

E, para finalizar, aí vai um videozinho legal pra você

Love and Peace of Mind to you all =*