Já devo ter contado por aqui das minhas três amadas personalidades. É um conceito velho para mim, o que eu sou 3 pessoas em uma. Na verdade, eu acredito que todo mundo no universo tem facetas demais e podem surpreender a todo mundo com características de sua personalidade que nunca ninguém imaginaria. Eu não sou diferente, mas, minhas três personalidades mais fortes eu consigo identificar, apontar e, claro, nomear.
Elas são Luna, Lina e Lory e eu não me sinto muito à vontade em descrever diretamente cada uma delas. Mas, relendo meus escritos (sim, eu venho fazendo isso faz umas semaninhas), percebi que tenho dificuldades em me manter muito tempo fixada em um projeto e, reconheço que eles não são muito parecidos entre si. Sinceramente, acho que cada um belongs to a personality. Esquizofrênico da minha parte.
Analisemos:
Luna e Ana Kite Takashi
Luna pra mim sempre foi a personalidade mais conectada com a realidade e também com a tríade. Incrivelmente, ela é a minha personalidade mais conectada com a minha infância também (incrivelmente porque conectado com a realidade e com a minha infância parece uma combinação meio esdrúxula). Luna tem muitos medos, mas também é bastante maleável e
engraçada. Tende a colorir tudo para poder suportar o dia e gosta demais de agradar as pessoas.
Luna é meu eu deprimido, realista, infantil, engraçado, inocente e direto.
Penny Lane, a história de Ana Kite Takashi, é meio autobiográfica no sentido de que Ana tem uma personalidade muito parecida com a minha e eu a uso como escape das minhas próprias indagações reais e imaginárias. Ana tem 3 facetas, Ana tem um mundo imaginário, Ana é escritora, Ana é deprimida.
Mas, a vida dela não é a minha, é uma invenção; sua família é uma deturpação da minha e os fatos que ocorreram com ela não ocorreram comigo.
Lina e Pacífica.
Essa é a minha faceta controversa, sexual, sensual, nervosa, raivosa, dramática, intensa e, de certa forma, poderosa. Escondo Lina porque ela já machucou algumas pessoas. Ela é minha raiva, ela é meu egoísmo, ela é minha capacidade de ação, minha ironia, minha capacidade escorpiana de manipular, ela é tosca. Sei que quando estou mais energética e me sentindo
mais viva, Lina está no comando.
E Pacífica é drama, sexo, vingança, bizarrices, absurdo. É uma história sem preocupações em agradar ninguém. NINGUÉM.
Mas há algo de melancólico em Lina também. Talvez por sentir tanto, às vezes acontece o fenômeno de burn out e ela se irrita, se retrai, se morde… Lina gosta de bedroomdancing (ou bathroomdancing), jogos violentos, músicas barulhentas, histórias dramáticas, filmes adolescentes, artes marciais, qualquer coisa ou pessoa que seja controverso, esquisito, fora dos padrões, irrotulável.
Coincidentemente, minha personagem mais Lina, que está em Pacífica, se chama Lorena Salazar, apelido, Lory.
Lory e a Saga Mágica
Meu lado nerd, espiritual, zen, intelectual, frio, calculista, meu eu idealizado, meu self nas alturas, meu lado que quer sentir coisas que não estão ali (pelo menos não os vemos ali), que tem moral elevada, que quer ajudar o mundo, que vê as coisas em uma perspectiva mais à frente.
Minhas sagas mágicas são bem Lory. São compridas, contam uma História, é um mundo à parte, é para onde eu fugia do mundo, onde existe mágica, valores e heróis. Onde mulheres são altivas e cruéis. Porque Lory é cruel. Ser Lory é muito difícil, é amor e sacrifício. É a parte de mim que diz “você não pode fazer isso e
pronto”. São as regras. É meu self nas alturas. Meu personagem mais Lory se chama Liamn e é a rainha de um outro mundo.
Lory também tem um pouco a ver com minha infância. Acho que ela era quem eu queria ser quando crescer, em personalidades e postura, não em ações, profissões, etc. Ela também tem muito a ver com meu lado esotérico. Lory lê tarot, tem sonhos impressionantes, pressente coisas e gosta de trilogias e séries eternas.
Lory acredita no infinito e em chats na internet.
Acredito que vou ter que escrever esses livros ao bel prazer delas. Nada de me concentrar em um projeto só durante muito tempo. Como faz?












